Penso que já toda a gente terá ouvido o provérbio "Não julgues o livro pela capa". Sim, este provérbio pode aplicar-se mesmo aos livros enquanto fonte de entretenimento ou esclarecimento, mas as pessoas, no fundo, também são como livros (com princípio, meio e fim, e ainda histórias e lições de vida). Aqueles que não vêm o provérbio para além dos elementos directos a que se refere (os livros e as capas) não compreenderão, certamente, o seu verdadeiro significado, e a nossa sociedade estatela-se contra imensos problemas devido à desvalorização deste provérbio.
Acredito que muitos de vocês, leitores, já tenham ouvido dizer, da parte de alguém: "Aquele tem cara de boa pessoa". Eu ouço isto muitas vezes, especialmente ao almoço com a minha familia, porque se ouvem constantes "Aquele tem cara de boa pessoa", ou ainda o pejurativo "Tens mesmo cara daquilo que és...". Eu não compreendo estas reações. Mas agora (Agora? Bem, desde à muito tempo...) tiram-se conclusões acerca das pessoas através da sua cara? Isto é ridículo. Então se eu não fôr um "Full Time Smiler" tenho o quê? Um ar suspeito?
Mas esta forma de rotular as pessoas vai-se formando com o tempo, a começar, maioritariamente, na adolescência (e não enquanto criança, porque as crianças são demasiado puras e inocentes para começar logo a disparatar... vá, na maior parte dos casos). Só preciso de andar um dia com o meu grupo de amigos (mas odeio estar preso a um grupo, e por isso dou-me com muito mais pessoas fora deste) para ver como a famosa "primeira impressão" (sempre baseada na treta da aparência que rege a nossa sociedade) se sobrepõe a avaliação da pessoa de acordo com o seu caracter e personalidade. Falo, essencialmente, da forma como os rapazes falam das raparigas (e vice-versa). Passa uma rapariga gira e começam os seguintes comentários:
- Hey meu! Tu viste aquela? Que boa, moço!
- Mesmo. Aquilo "nem é bom", carago! Fogo...
Agora, passa uma rapariga com "não tão boa aparência":
- Hey, que cara. Já viste aquilo?
- Fogo, não era eu que andava com "aquilo". Que feia, meu...
E é assim que estamos. E de certeza que muitas raparigas pensam da mesma forma. Ainda neste ano lectivo (no primeiro periodo, penso...) ia a sair do colégio com os meus amigos e surge o único tema que se opõe ao futebol (tema discutido 90% do tempo): as raparigas. E surge mais ou menos esta conversa:
- Então Bruno? E gajas?
- É raparigas, não gajas! E não tenho pensado acerca do assunto...
- Ah, pronto, desculpa. Mas vê lá, se ela fôr boa, tu ataca!
- Boa, só se fôr em termos de personalidade. Não ligo ao aspecto.
- Fogo, estás a gozar, meu? Tu tens à tua frente duas gajas... pronto, raparigas. Uma é boa e outro é mesmo feia, mas esta tem uma personalidade muito melhor. Qual escolhes?
- A segunda. Para mim a parte importante é a personalidade. Não me digam que vão pela aparência?
- Claro! Achas que somos estúpidos?
Ou seja, se uma pessoa nasce com um aspecto que não agrade a ninguém, então está "feita ao bife", e não tem hipotese de agradar, a menos que use muita e boa maquilhagem ou ainda faça uma quantas operações plásticas! Por favor, isto é ridículo!
No entanto, esta estúpida avaliação não é só feita com base na cara e/ou corpo. Também se trata, muitas vezes, das posses e do materialismo. Quantas pessoas é que são julgadas pela marcada das sapatilhas, calças, t-shirts e blusões? Qualquer dia, até a marca da roupa interior conta! Caros leitores, estamos perante o extremo da adoração ás capas e não ao conteúdo. As pessoas têm possibilidades económicas divergentes, e compram aquilo que podem comprar! Esperem lá... ou será que não?
De facto, muitas pessoas compram aquilo que não podem comprar. Ou seja, endividam-se para "manter o estatudo" e mostrar que têm um grande carro, organizar manumentais mariscadas, que vão ver todos os jogos de futebol ao Estádio do Dragão sempre que estes são organizados, de forma a apoiar o clube, ou ainda que foram passar umas férias paradisíacas ao Havai ou à Jamaica. Depois das fotografias mostradas e concluído o teatro, abre-se o frigorífico e este está completamente vazio. Estes extremos são o espelho da nossa sociedade.
Assim sendo, faço aqui um enorme apelo aos leitores para nunca, mas nunca julgarem ninguém com base na sua aparência, e para nunca se ralarem com as opiniões daqueles que o fazem. Temos de ter orgulho em quem somos!
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Bombista suicida
Para marcar um regresso aos meus textos de reflexão, escolhi este tema: o bombista suicida. O Homem que põe um ponto final na sua vida e na vida daqueles que se encontram em seu redor a favor de uma causa.
Feliz e, simultaneamente, infelizmente, já toda a gente ouviu falar nos bombistas suicidas. Felizmente porque, como é óbvio, o conhecimento não ocupa lugar. E infelizmente porque, se os bombistas suicidas não existissem, este conhecimento não era necessário... era inexistente! O bombista suicida mata a favor da sua "bandeira", do seu governo, do seu partido político, da sua religião, para deixar no ar uma mensagem de obdiência extrema a uma entidade controladora. Sim, porque, como todos sabemos, as organizações pelas quais os bombistas suicidas extreminam vidas, incluindo a sua, pretendem obter controlo e poder, construir um império e lançar uma nova ordem mundial, tal como fizeram figuras como Hitler e Mussolini.
Logo, esta é uma actividade de extremismos, mas que não chega a envolver a frase-chave "Ou estás comigo ou estás contra mim", pois as vitimas inocentes são apanhadas de surpresa, sem meios de defesa ou hipoteses de agir. Grita-se "Por Alá!", ouve-se uma explosão e várias dezenas de pessoas perdem a vida. E porquê? Porque alguém recebeu ordens superiores, exigindo que tal acontecesse. Para os líderes da religião muculmana, "Alá" exige que os infieis morram, mas, neste caso, toda a gente morre.
Não vos parece, caros leitores, que estamos perante um gravíssimo caso de irracionalidade e cobardia? Qual é o Homem mentalmente são que é capaz de matar para ser reconhecido e para apoiar uma causa em que acredita? A meu ver, nenhum Homem com uma mente estável é capaz de fazer isso. Um Homem que se deixa transformar numa marioneta decartável não é um Homem. É um objecto, um ser inanimado que tomou formas humanas, mas não uma consciência. E a cobardia, nestes actos, está muito bem visível. Matam-se inocentes sem avisos e ponto final. Como pode alguém agir assim? Activar uma bomba de uma forma tão cobarde é típico de um terrorista. "Mandamos um maluco fazer este trabalho, implantamos-lhe uma bomba, fugimos, e quem estiver por ali que se lixe". Ah, mas não nos podemos esquecer que quem comete estes actos recebe uma fantástica recompensa: 72 virgens no céu!
Assim sendo, abomino esta actividade porque o bem mais precioso que temos é a vida, e temos de ter respeito pela nossa vida e pela vida de todas as outras pessoas: amigos, família, vizinhos, parceiros, conhecidos e desconhecidos, independentemente das suas diferenças, ideologias e da sua natureza!
VIVA A VIDA!
Feliz e, simultaneamente, infelizmente, já toda a gente ouviu falar nos bombistas suicidas. Felizmente porque, como é óbvio, o conhecimento não ocupa lugar. E infelizmente porque, se os bombistas suicidas não existissem, este conhecimento não era necessário... era inexistente! O bombista suicida mata a favor da sua "bandeira", do seu governo, do seu partido político, da sua religião, para deixar no ar uma mensagem de obdiência extrema a uma entidade controladora. Sim, porque, como todos sabemos, as organizações pelas quais os bombistas suicidas extreminam vidas, incluindo a sua, pretendem obter controlo e poder, construir um império e lançar uma nova ordem mundial, tal como fizeram figuras como Hitler e Mussolini.
Logo, esta é uma actividade de extremismos, mas que não chega a envolver a frase-chave "Ou estás comigo ou estás contra mim", pois as vitimas inocentes são apanhadas de surpresa, sem meios de defesa ou hipoteses de agir. Grita-se "Por Alá!", ouve-se uma explosão e várias dezenas de pessoas perdem a vida. E porquê? Porque alguém recebeu ordens superiores, exigindo que tal acontecesse. Para os líderes da religião muculmana, "Alá" exige que os infieis morram, mas, neste caso, toda a gente morre.
Não vos parece, caros leitores, que estamos perante um gravíssimo caso de irracionalidade e cobardia? Qual é o Homem mentalmente são que é capaz de matar para ser reconhecido e para apoiar uma causa em que acredita? A meu ver, nenhum Homem com uma mente estável é capaz de fazer isso. Um Homem que se deixa transformar numa marioneta decartável não é um Homem. É um objecto, um ser inanimado que tomou formas humanas, mas não uma consciência. E a cobardia, nestes actos, está muito bem visível. Matam-se inocentes sem avisos e ponto final. Como pode alguém agir assim? Activar uma bomba de uma forma tão cobarde é típico de um terrorista. "Mandamos um maluco fazer este trabalho, implantamos-lhe uma bomba, fugimos, e quem estiver por ali que se lixe". Ah, mas não nos podemos esquecer que quem comete estes actos recebe uma fantástica recompensa: 72 virgens no céu!
Assim sendo, abomino esta actividade porque o bem mais precioso que temos é a vida, e temos de ter respeito pela nossa vida e pela vida de todas as outras pessoas: amigos, família, vizinhos, parceiros, conhecidos e desconhecidos, independentemente das suas diferenças, ideologias e da sua natureza!
VIVA A VIDA!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
O Natal
O natal é uma época muito celebrada em todo o mundo. É vista como uma época de união, paz e amor.
Mas o que é realmente celebrado no natal? Celebra-se a suposta data de nascimento de Jusus Cristo, ainda que esta não seja concreta. Esta é uma celebração entre os cristãos.
Porém, há muita coisa de que não gosto no natal. Neste post denuncio o que está errado no natal e o que a nossa sociedade lhe fez. Não é um meio para descarregar raiva, descontentamento e protestos, mas sim para chamar à atenção aqueles que acham que está tudo bem e que esta época é "sagrada", em vários sentidos.
Em primeiro lugar, gostava de saber porque é que as outras religiões do mundo não têm direito à atenção recebida pelo natal. Eu sou ateu (ou pelo menos tenho as ideologias e valores de um, ainda que seja baptizado e tenha a primeira comunhão) mas acredito na igualdade de direitos. E não consigo compreender a razão pela qual os judeus, os muçulmanos, os budistas e muitos outros seres humanos com outras religiões não têm o mesmo mediatismo.
Em segundo lugar, gostaria de vos falar acerca do implacável marketing por detrás de tudo isto. O facto é que as empresas "devoram" os consumidores e, principalmente, as suas carteiras. Aproveitam-se da generosidade dos consumidores. E, como se sabe, as crianças são o alvo mais atacado. É que uma criança tem o incrivel poder de influência sobre o comportamento dos pais (no bom e/ou no mau sentido). Qual é o pai que não fica envergonhado quando o seu filho berra no hipermercado "Papá, eu quero o boneco"? Apontar o dedo (acção designada como "feia") descaradamente a outra criança que passe por perto e dizer "Olha aquele menino que não chora. Olha que vergonha! Vês o menino? Ele não chora como tu" nunca resolve nada. Para mim, esta até é uma acção incrivelmente vergonhosa de se fazer. Uma criança não tem o direito de chorar? Tem, mas a visão da sociedade sobre o pai (que fique esclarecido que por "pai" estou a referir-me tanto a um pai como a uma mãe) parece falar mais alto.
A publicidade apressa-se na propaganda de vários brinquedos típicos para as crianças. É que quanto mais cedo, melhor, e se fôr necessário começar em Outubro, começa-se. O que é necessário é captar a atenção da criança e, imediata e magneticamente, capturar a carteira dos pais.
Outra coisa que eu odeio no marketing natalício é a famosa figura conhecida por "Pai Natal". Segundo a lenda, existiu, à muitos anos, um homem que, numa aldeia, deixou vários presentes ás crianças no natal. Desde então, o Pai Natal foi adaptado pela sociedade como uma figura comercial. Como indica na wikipedia: "Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Alguns cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Outros críticos sentem que Papai Noel é uma mentira elaborada e que é eticamente incorreto que os pais ensinem os filhos a crer em sua existência. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais. Outros apontam a tradição de Noel como um bom exemplo de como as crianças podem aprender que podem ser deliberadamente enganadas pelos mais velhos, o que ajudaria a ensiná-las a ser cuidadosas em aceitar qualquer outra superstição ou crença infundada". Penso que esta informação da wikipedia diz tudo o que há a dizer acerca do Pai Natal, e concordo com aqueles que estão contra esta figura de marketing.
Em terceiro e ultimo lugar, gostava de referir a óbvia pretenciosidade religiosa das cantigas de natal. Recentemente, deparei-me com uma famosa música de natal chamada "Joy To The World" e senti-me revoltado com as letras da música. Aqui vão elas:
Joy to the world! the Lord has come;
Let earth receive her King;
Let every heart prepare him room,
And heaven and nature sing,
And heaven and nature sing,
And heaven, and heaven, and nature sing.
Joy to the Earth! the Saviour reigns;
Let men their songs employ;
While fields and floods, rocks, hills, and plains
Repeat the sounding joy,
Repeat the sounding joy,
Repeat, repeat the sounding joy.
No more let sins and sorrows grow,
Nor thorns infest the ground;
He comes to make His blessings flow
Far as the curse is found,
Far as the curse is found,
Far as, far as, the curse is found.
He rules the world with truth and grace,
And makes the nations prove
The glories of His righteousness,
And wonders of His love,
And wonders of His love,
And wonders, wonders, of His love.
Estas letras deviam ver banidas visto que contêm uma revoltante mensagem ditatorial em partes como "Let earth receive her King".
No entanto, gostaria de referir um ponto positivo no meio de toda esta miséria, e que se trata da solidariedade. Campanhas não faltam, mas é necessário saber quais valem a pena apoiar. Ainda assim, gosto muito do esforço de muitos para fazer deste mundo um mundo melhor. Será necessário lembrar as pessoas que enquanto estas estão nas suas luxuosas casas a comer e a beber até o depósito rebentar, outros estão sozinhos, nas ruas, sem familia nem amigos, a mendigar e a respirar não um espirito de amor mas sim de solidão? E lembrem-se que a época de solidariedade é todos os anos, 24 horas por dia, e não apenas numa época "diferente", na qual contribuir equivale a "ficar bem na fotografia".
Pessoalmente, nunca verei o natal como uma celebração religiosa, mas sim como uma época de união, paz e amor. Uma época na qual se reunem os amigos e a familia. E dentro dos termos da união, da paz e do amor, o natal é quando um Homem quiser.
Bom Natal!
Mas o que é realmente celebrado no natal? Celebra-se a suposta data de nascimento de Jusus Cristo, ainda que esta não seja concreta. Esta é uma celebração entre os cristãos.
Porém, há muita coisa de que não gosto no natal. Neste post denuncio o que está errado no natal e o que a nossa sociedade lhe fez. Não é um meio para descarregar raiva, descontentamento e protestos, mas sim para chamar à atenção aqueles que acham que está tudo bem e que esta época é "sagrada", em vários sentidos.
Em primeiro lugar, gostava de saber porque é que as outras religiões do mundo não têm direito à atenção recebida pelo natal. Eu sou ateu (ou pelo menos tenho as ideologias e valores de um, ainda que seja baptizado e tenha a primeira comunhão) mas acredito na igualdade de direitos. E não consigo compreender a razão pela qual os judeus, os muçulmanos, os budistas e muitos outros seres humanos com outras religiões não têm o mesmo mediatismo.
Em segundo lugar, gostaria de vos falar acerca do implacável marketing por detrás de tudo isto. O facto é que as empresas "devoram" os consumidores e, principalmente, as suas carteiras. Aproveitam-se da generosidade dos consumidores. E, como se sabe, as crianças são o alvo mais atacado. É que uma criança tem o incrivel poder de influência sobre o comportamento dos pais (no bom e/ou no mau sentido). Qual é o pai que não fica envergonhado quando o seu filho berra no hipermercado "Papá, eu quero o boneco"? Apontar o dedo (acção designada como "feia") descaradamente a outra criança que passe por perto e dizer "Olha aquele menino que não chora. Olha que vergonha! Vês o menino? Ele não chora como tu" nunca resolve nada. Para mim, esta até é uma acção incrivelmente vergonhosa de se fazer. Uma criança não tem o direito de chorar? Tem, mas a visão da sociedade sobre o pai (que fique esclarecido que por "pai" estou a referir-me tanto a um pai como a uma mãe) parece falar mais alto.
A publicidade apressa-se na propaganda de vários brinquedos típicos para as crianças. É que quanto mais cedo, melhor, e se fôr necessário começar em Outubro, começa-se. O que é necessário é captar a atenção da criança e, imediata e magneticamente, capturar a carteira dos pais.
Outra coisa que eu odeio no marketing natalício é a famosa figura conhecida por "Pai Natal". Segundo a lenda, existiu, à muitos anos, um homem que, numa aldeia, deixou vários presentes ás crianças no natal. Desde então, o Pai Natal foi adaptado pela sociedade como uma figura comercial. Como indica na wikipedia: "Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Alguns cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Outros críticos sentem que Papai Noel é uma mentira elaborada e que é eticamente incorreto que os pais ensinem os filhos a crer em sua existência. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais. Outros apontam a tradição de Noel como um bom exemplo de como as crianças podem aprender que podem ser deliberadamente enganadas pelos mais velhos, o que ajudaria a ensiná-las a ser cuidadosas em aceitar qualquer outra superstição ou crença infundada". Penso que esta informação da wikipedia diz tudo o que há a dizer acerca do Pai Natal, e concordo com aqueles que estão contra esta figura de marketing.
Em terceiro e ultimo lugar, gostava de referir a óbvia pretenciosidade religiosa das cantigas de natal. Recentemente, deparei-me com uma famosa música de natal chamada "Joy To The World" e senti-me revoltado com as letras da música. Aqui vão elas:
Joy to the world! the Lord has come;
Let earth receive her King;
Let every heart prepare him room,
And heaven and nature sing,
And heaven and nature sing,
And heaven, and heaven, and nature sing.
Joy to the Earth! the Saviour reigns;
Let men their songs employ;
While fields and floods, rocks, hills, and plains
Repeat the sounding joy,
Repeat the sounding joy,
Repeat, repeat the sounding joy.
No more let sins and sorrows grow,
Nor thorns infest the ground;
He comes to make His blessings flow
Far as the curse is found,
Far as the curse is found,
Far as, far as, the curse is found.
He rules the world with truth and grace,
And makes the nations prove
The glories of His righteousness,
And wonders of His love,
And wonders of His love,
And wonders, wonders, of His love.
Estas letras deviam ver banidas visto que contêm uma revoltante mensagem ditatorial em partes como "Let earth receive her King".
No entanto, gostaria de referir um ponto positivo no meio de toda esta miséria, e que se trata da solidariedade. Campanhas não faltam, mas é necessário saber quais valem a pena apoiar. Ainda assim, gosto muito do esforço de muitos para fazer deste mundo um mundo melhor. Será necessário lembrar as pessoas que enquanto estas estão nas suas luxuosas casas a comer e a beber até o depósito rebentar, outros estão sozinhos, nas ruas, sem familia nem amigos, a mendigar e a respirar não um espirito de amor mas sim de solidão? E lembrem-se que a época de solidariedade é todos os anos, 24 horas por dia, e não apenas numa época "diferente", na qual contribuir equivale a "ficar bem na fotografia".
Pessoalmente, nunca verei o natal como uma celebração religiosa, mas sim como uma época de união, paz e amor. Uma época na qual se reunem os amigos e a familia. E dentro dos termos da união, da paz e do amor, o natal é quando um Homem quiser.
Bom Natal!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Solidariedade comercial - Utilidade e intenção
A solidadiedade é algo praticado por pessoas que se preocupam com outras que se encontram com graves problemas, em vários níveis. Ora artistas e celebridades dedicam-se, por vezes, a esta "terefa". Tarefa porque, para não ficarem mal aos olhos do mundo, contribuem sempre de alguma forma e participam, uns mais do que outros, em campanhas de solidariedade.
As pessoas, ou "povo", se lhes quiserem chamar assim, ficam encantadas com estes actos humanitários, os quais se tivessem iniciativa por parte do cidadão comum, ninguém prestaria atenção.
Temos dois pontos de vista diferentes sobre este tema. A utilidade e a intenção.
Qual é a utilidade destes actos? As pessoas que precisam de ajuda são realmente ajudadas. Recebem um contributo por parte daqueles que se preocupam, ou dão isso a parecer.
Muita ou pouca ajuda, dizem muitos que aquilo que conta é a intenção. Podem haver pessoas com pouco para dar mas dão de qualquer forma, e isso é, na minha óptica, um acto nobre. Mas também existem aqueles que ajudam para dar nas vistas. Para conseguir algo através disso. Na solidariedade não é suposto haverem trocas. Contribuímos para uma boa causa porque queremos, achamos que está certo, e não esperamos aquela óptica do "olho por olho". Já dizia Mahatma Ghandi: "Olho por olho e o mundo acabará cego".
O que acontece é que muitas celebridades participam em campanhas de solidariedade para vender discos, filmes e outras obras de arte. Essa é a intenção, ou é, pelo menos, por vezes.
Então, assim sendo, o que será mais importante, a utilidade ou a intenção?
Deixo aqui a questão para vocês pensarem...
As pessoas, ou "povo", se lhes quiserem chamar assim, ficam encantadas com estes actos humanitários, os quais se tivessem iniciativa por parte do cidadão comum, ninguém prestaria atenção.
Temos dois pontos de vista diferentes sobre este tema. A utilidade e a intenção.
Qual é a utilidade destes actos? As pessoas que precisam de ajuda são realmente ajudadas. Recebem um contributo por parte daqueles que se preocupam, ou dão isso a parecer.
Muita ou pouca ajuda, dizem muitos que aquilo que conta é a intenção. Podem haver pessoas com pouco para dar mas dão de qualquer forma, e isso é, na minha óptica, um acto nobre. Mas também existem aqueles que ajudam para dar nas vistas. Para conseguir algo através disso. Na solidariedade não é suposto haverem trocas. Contribuímos para uma boa causa porque queremos, achamos que está certo, e não esperamos aquela óptica do "olho por olho". Já dizia Mahatma Ghandi: "Olho por olho e o mundo acabará cego".
O que acontece é que muitas celebridades participam em campanhas de solidariedade para vender discos, filmes e outras obras de arte. Essa é a intenção, ou é, pelo menos, por vezes.
Então, assim sendo, o que será mais importante, a utilidade ou a intenção?
Deixo aqui a questão para vocês pensarem...
terça-feira, 28 de julho de 2009
Arte e mercado
A arte e o mercado andam muito de mãos dadas nos dias que correm. De facto, a única época de que me recordo (não porque a vivi mas sim porque já foi matéria das aulas de história) na qual era feita arte sem pretensões económicas é a era do Homem das Cavernas. Tínhamos as pinturas rupestres e ninguém pagava para as ver, como num museu.
De hoje em dia, é muito raro encontrarmos arte feita apenas para ser apreciada. O novo objectivo dos artistas é vender a sua arte. Ganhar dinheiro com aquilo que fazem, ainda que talvez não gostem daquilo que fazem ou que não seja "artisticamente superior". Mas é óbvio que cada pessoa é que sabe aquilo que para si é arte.
Não acho que vender arte seja errado, até porque muitas pessoas, ás quais chamamos artistas, fazem da arte a sua profissão e principalmente, a sua vida. O que eu acho que é realmente errado é termos "artistas" a fazer arte sem paixão nenhuma naquilo que fazem, e sem quererem sequer fazer arte com qualidade, desde que aquilo que fazem lhes garanta uma conta bancária bem recheada. Mas estes artistas acabaram sempre por ter apoio, de uma forma ou de outra. Mas não vão ter o meu apoio, de certeza.
De hoje em dia, é muito raro encontrarmos arte feita apenas para ser apreciada. O novo objectivo dos artistas é vender a sua arte. Ganhar dinheiro com aquilo que fazem, ainda que talvez não gostem daquilo que fazem ou que não seja "artisticamente superior". Mas é óbvio que cada pessoa é que sabe aquilo que para si é arte.
Não acho que vender arte seja errado, até porque muitas pessoas, ás quais chamamos artistas, fazem da arte a sua profissão e principalmente, a sua vida. O que eu acho que é realmente errado é termos "artistas" a fazer arte sem paixão nenhuma naquilo que fazem, e sem quererem sequer fazer arte com qualidade, desde que aquilo que fazem lhes garanta uma conta bancária bem recheada. Mas estes artistas acabaram sempre por ter apoio, de uma forma ou de outra. Mas não vão ter o meu apoio, de certeza.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O direito à vida, à liberdade e à segurança
Declaração Universal dos Direitos do Homem:
Artigo 3º: Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 5º: Ninguém será submetido a tortura, nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Enquanto lemos estes artigos, pessoas em todo o mundo estão a ser torturadas, silenciadas e assassinadas, entre outros tratamentos cruéis.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem de pouco ou nada serve dentro de alguns países, organizações, etc.
A verdade é que morte (natural ou não) e falta de segurança há em praticamente todo o lado. No entanto, a privação de liberdade de expressão, que supostamente já devia ter parado após o fim da 2ª Guerra Mundial (no caso da nação portuguesa, após o 25 de Abril), entre outros casos, continua a existir.
O grande problema é que uma coisa leva a outra. Se uma pessoa é, por exemplo, apanhada a criticar o Governo de um país que tem bases fascistas, essa pessoa pode perfeitamente ser torturada (física e/ou psicologicamente) e até morta.
Se realmente toda a gente tivesse direito à vida e esse direito não fosse violado, não haveriam pessoas a serem assassinadas. Mas continuamos a assistir a assassínios e a reparar que muitos dos assassinos continuam a ser mandados para as ruas sem qualquer pena vinda do tribunal. Nem sequer vão "dentro" (calão para ir preso) durante algum tempo, que deveria ser a pena mínima para estes casos.
Para que tem servido a Declaração Universal dos Direitos do Homem, afinal?
Artigo 3º: Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 5º: Ninguém será submetido a tortura, nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Enquanto lemos estes artigos, pessoas em todo o mundo estão a ser torturadas, silenciadas e assassinadas, entre outros tratamentos cruéis.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem de pouco ou nada serve dentro de alguns países, organizações, etc.
A verdade é que morte (natural ou não) e falta de segurança há em praticamente todo o lado. No entanto, a privação de liberdade de expressão, que supostamente já devia ter parado após o fim da 2ª Guerra Mundial (no caso da nação portuguesa, após o 25 de Abril), entre outros casos, continua a existir.
O grande problema é que uma coisa leva a outra. Se uma pessoa é, por exemplo, apanhada a criticar o Governo de um país que tem bases fascistas, essa pessoa pode perfeitamente ser torturada (física e/ou psicologicamente) e até morta.
Se realmente toda a gente tivesse direito à vida e esse direito não fosse violado, não haveriam pessoas a serem assassinadas. Mas continuamos a assistir a assassínios e a reparar que muitos dos assassinos continuam a ser mandados para as ruas sem qualquer pena vinda do tribunal. Nem sequer vão "dentro" (calão para ir preso) durante algum tempo, que deveria ser a pena mínima para estes casos.
Para que tem servido a Declaração Universal dos Direitos do Homem, afinal?
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