Regressei das minhas férias no Algarve revitalizado, mas tive saudades de casa. Não, ao contrário daquilo que fiz nos anos anteriores, não vos vou falar das minhas férias. Aliás, a minha vida deixa de ser para aqui chamada. O que quero dizer é que este blog se vai tornar bastante mais "impessoal", na medida em que não vou falar da minha vida. Material musical (tanto meu como de outros artistas), trailers de filmes, sátiras e poemas vão continuar a aparecer por aqui, mas a minha vida pessoal fica para mim. Quero que este blog seja dedicado inteiramente à arte.
Ainda vou fazer o artigo sobre o Jimmy Page para este mês, e gostava de anunciar que, musicalmente, o próximo mês será dedicado ao Rock e Metal Progressivos. Já tenho, inclusivamente, uma lista de canções a postar.
Cumprimentos a todos.
Stay tuned.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Férias...
Como é habitual por esta altura, vou de férias e nesse período de tempo não farei quaisquer publicações. Durante a minha estadia no Algarve não haverá acesso a computador. Regresso no dia 28 deste mês, a tempo de escrever o artigo "O guitarrista do Mês". Conto com umas férias produtivas, visto que vou levar a guitarra acústica e o bloco de notas (para escrever letras) comigo. É assim a vida de músico... e gosto dela!
Como última publicação, deixo-vos uma jam em duas partes que conta com 3 dos maiores músicos da actualidade: John Frusciante, Flea e Omar Rodríguez-López. Here it goes:
Bye-bye folks.
Como última publicação, deixo-vos uma jam em duas partes que conta com 3 dos maiores músicos da actualidade: John Frusciante, Flea e Omar Rodríguez-López. Here it goes:
Bye-bye folks.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
I'm back from LONDON!/ 300.º post
Olá pessoal, estou de regresso de Londres! Sim, essa cidade-maravilha que mais parece a capital do mundo de tudo e mais alguma coisa. Passei 5 dias em Londres, apenas para desejar ficar lá a tempo inteiro.
No primeiro dia, na partida para Londres, a ansiedade era imensa, até porque nunca tinha andado de avião. Eu e os três amigos com quem viajei encontramo-nos no aeroporto de manhã, fizemos o Check-In, despedimo-nos das nossas famílias e esperamos por um avião que chegou atrasado. Entre nós os quatro, apenas dois haviam viajado de avião e não gostavam, logo as expectativas eram fracas, mas a sensação de levantar voo e sentir que estamos a deixar o nosso corpo para trás, a sensação de ver as nuvens e o mar lá em baixo e apercebermo-nos de como este planeta é incrível, a sensação de aterrar e sabermos que estamos num novo lugar... são sensações fantásticas, logo, adorei voar.
Para chegarmos a Londres, ainda tivemos de apanhar um comboio, e quando lá chegamos, tivemos de chamar um táxi para irmos para o hotel. Fizemos o Check-In, vimos os quartos (pequenos, mas serviam muito bem para o essencial) e compramos os bilhetes para o Madame Tussauds, ou seja, um enorme museu de cera que visitaríamos no dia seguinte. Almoçamos e fizemos algumas visitas de seguida. Usamos SEMPRE o metro para nos deslocarmos (que abuso!) e nessa primeira tarde visitamos o estádio do Arsenal e o estádio do Chelsea (ao qual o pessoal voltaria noutro dia para uma visita guiada, episódio que contarei mais à frente). Neste último estádio ainda encontramos um senhor muito simpático e discutimos a entrada de André Villas-Boas no Chelsea, o que foi muito interessante. Para finalizar o primeiro dia, andamos no famoso London Eye, uma roda giratória com compartimentos de onde as pessoas podem ver toda a cidade. A vista é impressionante! Jantamos no MacDonalds, que ficava logo ao lado, e seguimos para os quartos de hotel, até porque, todos os dias, tínhamos de acordar ás 7 da manhã (ABUSO!).
Acordamos, de facto, no dia seguinte ás 7 da manhã a ressacar do cansaço físico do dia anterior (sensação que se repetiria todos os dias), e fomos tomar o chamado "pequeno-almoço inglês" que consistia, entre outros ingredientes, em Bacon, salsichas, pão-de-forma aquecido e feijões. Eu admito que me enchia até dizer "chega" no pequeno-almoço, pois assim não sentiria necessidade de almoçar, poupando dinheiro, e foi o que fiz, e não me sentia mal. Seguimos então para o Madame Tussauds, onde vimos figuras de cera de várias áreas: celebridades, desportistas, músicos, actores, personagens cinemáticas, líderes mundiais, e ainda estivemos em mais duas atracções, sendo a primeira um corredor assustador com várias figuras que mais pareciam psicopatas e a segunda um viagem com pequenos táxis que nos mostrava a evolução da Inglaterra aos longo da história. Apanhamos então o metro uma vez mais e fomos para o estádio de Wembley para uma visita guiada... bem, pelo menos era isso que queríamos. Acontece que as visitas estavam anuladas porque os Take That iam dar um concerto no estádio. Filhos da P***! Foi realmente pena, porque era o único estádio que eu queria ver. Então o grupo decidiu fazer uma visita guiada ao estádio do Chelsea, e voltamos para lá. Eu não estava disposto a pagar 13 libras para ver algo que não queria, por isso, perguntamos quanto tempo durava a visita, e eu disse "Ok pessoal, escontramo-nos aqui mesmo daqui a uma hora, vou passear". E assim fiz, felizmente. A verdade é que, à saída da estação de metro que ficava perto de Stamford Bridge, havia uma loja chamada "HMV", que é uma espécie de Fnac britânica, e fui lá procurar alguns álbuns. Acabei por usar as 13 libras que não gastei para a visita guiada para comprar o álbum "Maggot Brain", dos Funkadelic, por 10 libras, e "Room Full Of Mirrors", uma biografia de Jimi Hendrix, por 3 libras. Isto sim, foi dinheiro muitíssimo bem gasto! Chegamos também a ver Earl's Court (êxtase). Ainda houve tempo para ir ao Hard Rock londrino, que me deixou algo desiludido. Estava dividido em duas partes: o restaurante e a loja. A loja tinha pouca coisa apelativa, apenas algumas guitarras e uma enorme placa "touch" onde passavam várias imagens de guitarras, baterias, baixos, roupas e outros e, com dois cliques, a imagem aumentava e haviam informações interessantes sobre essa imagem. No restaurante estivemos apenas uns dois minutos, e vi guitarras do Eric Clapton e Pete Townshend, bem como baterias do John Bonham e do Mitch Mitchell, e até roupa do Jimi Hendrix. Só foi pena termos passado lá tão pouco tempo. E nesse dia não fizemos mais, apenas fomos jantar à Pizza Hut, na praça de Picaddily.
No terceiro dia, fomos aos armazéns Harrods, que vendiam todo o tipo de bens... mas com preços que faziam o queixo de qualquer um cair. Haviam, por exemplo, casacos de 2.600 libras... que roubo! Seguimos para a Abadia, onde um certo casamento real inglês se deu recentemente (recordam-se?) e devo dizer que, em termos arquitectónicos, a Abadia era impressionante! Seguimos para o St. James Park, almoçamos, e vimos o palácio de Buckingham, combinando voltar lá na manhã seguinte para vermos a troca da guarda, um processo que incluí um desfile da guarda nas ruas e uma espécie de concerto de música clássica à entrada do palácio. Depois fomos à Denmark Street, uma rua cheia de lojas de instrumentos musicais. Até havia uma de guitarras vintage, que tinha uma Martin de 1956! Ainda pude experimentar uma cópia barata de uma Gibson ES-335... Vimos a Tower Bridge de seguida e a Catedral de S. Paulo. Jantamos no MacDonalds de novo e voltamos ao hotel.
No quarto dia fomos a Convent Garden, onde vimos o mercado local e a Royal Opera House, e depois vimos a troca da guarda. E então decidimos fazer algo que não estava no plano: ir a Wimbledon! Entramos no recinto e vimos Novak Djokovic a treinar publicamente, a vitória de Petra Kvitova sobre Maria Sharapova e ainda um jogo de pares masculinos. Foi uma agradável surpresa. Seguimos para o Royal Albert Hall (êxtase again), e depois de jantarmos fomos comprar lembranças para os amigos e família.
O quinto e último dia só foi passado em Londres durante a manhã, pois tínhamos um táxi, um comboio e um avião para apanhar. Vimos o museu britânico gratuitamente e fizemos o check-out do hotel. Apanhamos o táxi, o comboio e chegamos ao aeroporto. Quando as mochilas passavam no scanner, detectaram algo suspeito na minha, o que me deixou preocupado. Afinal, era só um globo engraçado com a figura do Tower Bridge lá dentro que tinha líquido, e os líquidos não são permitidos dentro do avião. É realmente pena, era um presente para uma amiga e tinha a certeza que ela ia adorar, mas comprei outra coisa no aeroporto. Depois disso, esperamos um pouco e lá entramos no avião e fizemos a viagem de regresso.
A sensação de voltar a casa é boa, já tinha saudades de muita gente, mas se pudesse, ficaria em Londres... para viver. Espero fazê-lo um dia. Mas fiquei a conhecer uma cidade ENORME, sem dúvida, a melhor que já conheci, algo de que já estava à espera.
See you later London!
Ah, como já devem ter reparado, este é o 300.º post deste blog... um marco!
No primeiro dia, na partida para Londres, a ansiedade era imensa, até porque nunca tinha andado de avião. Eu e os três amigos com quem viajei encontramo-nos no aeroporto de manhã, fizemos o Check-In, despedimo-nos das nossas famílias e esperamos por um avião que chegou atrasado. Entre nós os quatro, apenas dois haviam viajado de avião e não gostavam, logo as expectativas eram fracas, mas a sensação de levantar voo e sentir que estamos a deixar o nosso corpo para trás, a sensação de ver as nuvens e o mar lá em baixo e apercebermo-nos de como este planeta é incrível, a sensação de aterrar e sabermos que estamos num novo lugar... são sensações fantásticas, logo, adorei voar.
Para chegarmos a Londres, ainda tivemos de apanhar um comboio, e quando lá chegamos, tivemos de chamar um táxi para irmos para o hotel. Fizemos o Check-In, vimos os quartos (pequenos, mas serviam muito bem para o essencial) e compramos os bilhetes para o Madame Tussauds, ou seja, um enorme museu de cera que visitaríamos no dia seguinte. Almoçamos e fizemos algumas visitas de seguida. Usamos SEMPRE o metro para nos deslocarmos (que abuso!) e nessa primeira tarde visitamos o estádio do Arsenal e o estádio do Chelsea (ao qual o pessoal voltaria noutro dia para uma visita guiada, episódio que contarei mais à frente). Neste último estádio ainda encontramos um senhor muito simpático e discutimos a entrada de André Villas-Boas no Chelsea, o que foi muito interessante. Para finalizar o primeiro dia, andamos no famoso London Eye, uma roda giratória com compartimentos de onde as pessoas podem ver toda a cidade. A vista é impressionante! Jantamos no MacDonalds, que ficava logo ao lado, e seguimos para os quartos de hotel, até porque, todos os dias, tínhamos de acordar ás 7 da manhã (ABUSO!).
Acordamos, de facto, no dia seguinte ás 7 da manhã a ressacar do cansaço físico do dia anterior (sensação que se repetiria todos os dias), e fomos tomar o chamado "pequeno-almoço inglês" que consistia, entre outros ingredientes, em Bacon, salsichas, pão-de-forma aquecido e feijões. Eu admito que me enchia até dizer "chega" no pequeno-almoço, pois assim não sentiria necessidade de almoçar, poupando dinheiro, e foi o que fiz, e não me sentia mal. Seguimos então para o Madame Tussauds, onde vimos figuras de cera de várias áreas: celebridades, desportistas, músicos, actores, personagens cinemáticas, líderes mundiais, e ainda estivemos em mais duas atracções, sendo a primeira um corredor assustador com várias figuras que mais pareciam psicopatas e a segunda um viagem com pequenos táxis que nos mostrava a evolução da Inglaterra aos longo da história. Apanhamos então o metro uma vez mais e fomos para o estádio de Wembley para uma visita guiada... bem, pelo menos era isso que queríamos. Acontece que as visitas estavam anuladas porque os Take That iam dar um concerto no estádio. Filhos da P***! Foi realmente pena, porque era o único estádio que eu queria ver. Então o grupo decidiu fazer uma visita guiada ao estádio do Chelsea, e voltamos para lá. Eu não estava disposto a pagar 13 libras para ver algo que não queria, por isso, perguntamos quanto tempo durava a visita, e eu disse "Ok pessoal, escontramo-nos aqui mesmo daqui a uma hora, vou passear". E assim fiz, felizmente. A verdade é que, à saída da estação de metro que ficava perto de Stamford Bridge, havia uma loja chamada "HMV", que é uma espécie de Fnac britânica, e fui lá procurar alguns álbuns. Acabei por usar as 13 libras que não gastei para a visita guiada para comprar o álbum "Maggot Brain", dos Funkadelic, por 10 libras, e "Room Full Of Mirrors", uma biografia de Jimi Hendrix, por 3 libras. Isto sim, foi dinheiro muitíssimo bem gasto! Chegamos também a ver Earl's Court (êxtase). Ainda houve tempo para ir ao Hard Rock londrino, que me deixou algo desiludido. Estava dividido em duas partes: o restaurante e a loja. A loja tinha pouca coisa apelativa, apenas algumas guitarras e uma enorme placa "touch" onde passavam várias imagens de guitarras, baterias, baixos, roupas e outros e, com dois cliques, a imagem aumentava e haviam informações interessantes sobre essa imagem. No restaurante estivemos apenas uns dois minutos, e vi guitarras do Eric Clapton e Pete Townshend, bem como baterias do John Bonham e do Mitch Mitchell, e até roupa do Jimi Hendrix. Só foi pena termos passado lá tão pouco tempo. E nesse dia não fizemos mais, apenas fomos jantar à Pizza Hut, na praça de Picaddily.
No terceiro dia, fomos aos armazéns Harrods, que vendiam todo o tipo de bens... mas com preços que faziam o queixo de qualquer um cair. Haviam, por exemplo, casacos de 2.600 libras... que roubo! Seguimos para a Abadia, onde um certo casamento real inglês se deu recentemente (recordam-se?) e devo dizer que, em termos arquitectónicos, a Abadia era impressionante! Seguimos para o St. James Park, almoçamos, e vimos o palácio de Buckingham, combinando voltar lá na manhã seguinte para vermos a troca da guarda, um processo que incluí um desfile da guarda nas ruas e uma espécie de concerto de música clássica à entrada do palácio. Depois fomos à Denmark Street, uma rua cheia de lojas de instrumentos musicais. Até havia uma de guitarras vintage, que tinha uma Martin de 1956! Ainda pude experimentar uma cópia barata de uma Gibson ES-335... Vimos a Tower Bridge de seguida e a Catedral de S. Paulo. Jantamos no MacDonalds de novo e voltamos ao hotel.
No quarto dia fomos a Convent Garden, onde vimos o mercado local e a Royal Opera House, e depois vimos a troca da guarda. E então decidimos fazer algo que não estava no plano: ir a Wimbledon! Entramos no recinto e vimos Novak Djokovic a treinar publicamente, a vitória de Petra Kvitova sobre Maria Sharapova e ainda um jogo de pares masculinos. Foi uma agradável surpresa. Seguimos para o Royal Albert Hall (êxtase again), e depois de jantarmos fomos comprar lembranças para os amigos e família.
O quinto e último dia só foi passado em Londres durante a manhã, pois tínhamos um táxi, um comboio e um avião para apanhar. Vimos o museu britânico gratuitamente e fizemos o check-out do hotel. Apanhamos o táxi, o comboio e chegamos ao aeroporto. Quando as mochilas passavam no scanner, detectaram algo suspeito na minha, o que me deixou preocupado. Afinal, era só um globo engraçado com a figura do Tower Bridge lá dentro que tinha líquido, e os líquidos não são permitidos dentro do avião. É realmente pena, era um presente para uma amiga e tinha a certeza que ela ia adorar, mas comprei outra coisa no aeroporto. Depois disso, esperamos um pouco e lá entramos no avião e fizemos a viagem de regresso.
A sensação de voltar a casa é boa, já tinha saudades de muita gente, mas se pudesse, ficaria em Londres... para viver. Espero fazê-lo um dia. Mas fiquei a conhecer uma cidade ENORME, sem dúvida, a melhor que já conheci, algo de que já estava à espera.
See you later London!
Ah, como já devem ter reparado, este é o 300.º post deste blog... um marco!
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terça-feira, 28 de junho de 2011
LONDON! LONDON! LONDON!

Ainda não acredito, depois de meses a pensar nisto, mas vou mesmo a Londres ("só" o sítio onde quero construir a minha carreira musical)! Vou estar lá entre amanhã e domingo, vou visitar montes de monumentos, e ainda vou ver se passo em lojas de instrumentos musicais. Eu e mais 3 amigos, para colocar isto em inglês: AWESOME!
Sinceramente, acho que quando lá chegar, não vou querer sair. Ainda vou ver se arranjo uma maneira de lá ficar a tempo inteiro. Mas aproveito para dizer que podem contar com artigos e posts novos só a partir de dia 3 de Julho, porque entretanto, vou cumprir um sonho.
Bye-bye.
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A viagem de regresso...
Como tinha prometido, ia escrever um post acerca da viagem de regresso a casa depois de umas óptimas férias em Salou. Devem estar a perguntar-se "Porque raio é que é preciso um artigo só para isso?"... pois, acontece que foi um episódio bastante... único.
Saimos do hotel na fria madrugada de 8 de Setembro com óbvias intenções de voltar a casa. Antes de nos fazermos à auto-estrada, abastecemos o carro até o depósito da gasolina ficar cheio. E lá fomos nós...
Não muito tempo depois, o carro começa a demonstrar sinais de fraqueza. Mais propriamente, a fazer ruídos estranhos. Mais ou menos depois de 70 quilómetros, o carro passa-sa mesmo: faz ruídos insanos e em nada comuns, e percebemos que tinhamos ali um "belo" problema. Paramos o carro ao lado da auto-estrada e de seguida tentamos arrancar. E, azar dos azares, o carro não arrancava. Escusado será dizer que ficamos lixados da vida e que já se faziam previsões pessimistas mas, infelizmente, acertadas acerca daquilo que estavamos a enfrentar. Por sorte, havia mesmo à nossa frente um sinal de uma estação de serviço a dois quilómetros. Eu e o meu pai empurramos o carro até lá (que remédio) e, quando lá chegamos, já o sol nascia.
O meu pai ligou para a seguradora para que nos ajudassem, e eles anunciaram que enviariam um reboque e um taxi. Se a reparação do carro, fosse qual fosse o problema, demorasse até três dias, o carro seria reparado em Espanha e teriamos de lá ficar. Se ultrapassasse o prazo de três dias, o carro seria rebocado para Portugal e eles enviariam um taxi para nos enviar para casa. Com a ajuda do taxi e do reboque (e depois de esperarmos horas por eles), fomos para uma oficina da Opel que ficava ali perto. A coisa complicava-se: a reparação demoraria, pelo menos, três dias (e ainda tivemos sorte, porque o meu pai disse que a reparação era uma emergência, e os funcionários apressaram o passo) e iamos mesmo ter de ficar ali. Depois de mais umas quantas horas, a seguradora finalmente arranjou o hotel, e aí soubemos que voltariamos para Terragona (pelo menos conheciamos a localidade e gostavamos bastante). Eles pagariam três noites ali enquanto o carro era reparado e nós iamos recebendo notícias acerca do carro. Esperamos mais umas duas horas pelo taxi que nos levaria ao hotel (imagino que a culpa destas demoras fosse da bur(r)ocracia) e lá fomos nós...
Quando lá chegamos (finalmente), apercebemo-nos de que era um hotel de quatro estrelas (sempre estivera em hoteis de três estrelas exclusivamente, pelo que fiquei surpreendido) mas passamos por outro momento de seca e possivel bur(r)ocracia: a seguradora demorou horas para confirmar a nossa estadia. A velocidade a que toda a experiência se movia era comparavel à velocidade de um caracol...
Ainda no primeiro dia ficamos a saber que o problema do carro era o motor: simplesmente tinha dado o berro (e já tinham sido muitos anos com esse mesmo problema, na verdade). Agora, os mecanicos iriam tentar encontrar um motor usado para o carro, o que viria a acontecer rapidamente, e acontece que o motor estava (e está) quase novo. Se por um lado ficamos satisfeitos por saber que havia reparação relativamente rápida, por outro lado sabiamos muito bem que a conta seria bem extensa... posso ainda dizer que nos vi a agirmos como uma familia muito unida: a discutirmos o assunto seriamente e a ajudar-nos uns aos outros para ultrapassar o mesmo problema. Até chegamos a procurar transportes públicos para casa, para o caso de virmos a precisar...
Aproveitamos, claro, para aproveitar e passear durante aqueles três dias em Terragona, mas não aproveitamos tanto quanto isso: eu passaria lá férias sem problemas, gosto da cidade, mas não quero estar ali naquelas circunstâncias. Ninguém queria. Descontraimos, é certo, mas o pensamento estava prioritariamente no carro. E assim se passaram estas férias "extra"...
Já no terceiro dia, eu e o meu pai fomos à Opel pois no final do dia já trariamos, quase de certeza, o carro. Fomos de taxi, claro, e ficamos lá durante umas horas, a conversar maioritariamente sobre música. Depois fomos chamados para ver em que estado estava o motor avariado: só vos posso dizer que estava MESMO lixado! Fizeram-se os últimos testes ao carro e ele estava pronto. Porra, FINALMENTE. É claro que, pelo arranjo do carro, o meu pai pagou cerca de 1400 euros, o que é um enorme estouro financeiro... mas caramba, o problema já estava resolvido! E lá voltamos de carro ao hotel, enquanto ouviamos o "Machine Head", dos Deep Purple.
No dia seguinte, lá voltamos a Portugal, a casa. Como disse uma amiga minha, fiquei aqui com uma boa história para contar a futuros netos (se os tiver, claro). E que aventura esta...
Saimos do hotel na fria madrugada de 8 de Setembro com óbvias intenções de voltar a casa. Antes de nos fazermos à auto-estrada, abastecemos o carro até o depósito da gasolina ficar cheio. E lá fomos nós...
Não muito tempo depois, o carro começa a demonstrar sinais de fraqueza. Mais propriamente, a fazer ruídos estranhos. Mais ou menos depois de 70 quilómetros, o carro passa-sa mesmo: faz ruídos insanos e em nada comuns, e percebemos que tinhamos ali um "belo" problema. Paramos o carro ao lado da auto-estrada e de seguida tentamos arrancar. E, azar dos azares, o carro não arrancava. Escusado será dizer que ficamos lixados da vida e que já se faziam previsões pessimistas mas, infelizmente, acertadas acerca daquilo que estavamos a enfrentar. Por sorte, havia mesmo à nossa frente um sinal de uma estação de serviço a dois quilómetros. Eu e o meu pai empurramos o carro até lá (que remédio) e, quando lá chegamos, já o sol nascia.
O meu pai ligou para a seguradora para que nos ajudassem, e eles anunciaram que enviariam um reboque e um taxi. Se a reparação do carro, fosse qual fosse o problema, demorasse até três dias, o carro seria reparado em Espanha e teriamos de lá ficar. Se ultrapassasse o prazo de três dias, o carro seria rebocado para Portugal e eles enviariam um taxi para nos enviar para casa. Com a ajuda do taxi e do reboque (e depois de esperarmos horas por eles), fomos para uma oficina da Opel que ficava ali perto. A coisa complicava-se: a reparação demoraria, pelo menos, três dias (e ainda tivemos sorte, porque o meu pai disse que a reparação era uma emergência, e os funcionários apressaram o passo) e iamos mesmo ter de ficar ali. Depois de mais umas quantas horas, a seguradora finalmente arranjou o hotel, e aí soubemos que voltariamos para Terragona (pelo menos conheciamos a localidade e gostavamos bastante). Eles pagariam três noites ali enquanto o carro era reparado e nós iamos recebendo notícias acerca do carro. Esperamos mais umas duas horas pelo taxi que nos levaria ao hotel (imagino que a culpa destas demoras fosse da bur(r)ocracia) e lá fomos nós...
Quando lá chegamos (finalmente), apercebemo-nos de que era um hotel de quatro estrelas (sempre estivera em hoteis de três estrelas exclusivamente, pelo que fiquei surpreendido) mas passamos por outro momento de seca e possivel bur(r)ocracia: a seguradora demorou horas para confirmar a nossa estadia. A velocidade a que toda a experiência se movia era comparavel à velocidade de um caracol...
Ainda no primeiro dia ficamos a saber que o problema do carro era o motor: simplesmente tinha dado o berro (e já tinham sido muitos anos com esse mesmo problema, na verdade). Agora, os mecanicos iriam tentar encontrar um motor usado para o carro, o que viria a acontecer rapidamente, e acontece que o motor estava (e está) quase novo. Se por um lado ficamos satisfeitos por saber que havia reparação relativamente rápida, por outro lado sabiamos muito bem que a conta seria bem extensa... posso ainda dizer que nos vi a agirmos como uma familia muito unida: a discutirmos o assunto seriamente e a ajudar-nos uns aos outros para ultrapassar o mesmo problema. Até chegamos a procurar transportes públicos para casa, para o caso de virmos a precisar...
Aproveitamos, claro, para aproveitar e passear durante aqueles três dias em Terragona, mas não aproveitamos tanto quanto isso: eu passaria lá férias sem problemas, gosto da cidade, mas não quero estar ali naquelas circunstâncias. Ninguém queria. Descontraimos, é certo, mas o pensamento estava prioritariamente no carro. E assim se passaram estas férias "extra"...
Já no terceiro dia, eu e o meu pai fomos à Opel pois no final do dia já trariamos, quase de certeza, o carro. Fomos de taxi, claro, e ficamos lá durante umas horas, a conversar maioritariamente sobre música. Depois fomos chamados para ver em que estado estava o motor avariado: só vos posso dizer que estava MESMO lixado! Fizeram-se os últimos testes ao carro e ele estava pronto. Porra, FINALMENTE. É claro que, pelo arranjo do carro, o meu pai pagou cerca de 1400 euros, o que é um enorme estouro financeiro... mas caramba, o problema já estava resolvido! E lá voltamos de carro ao hotel, enquanto ouviamos o "Machine Head", dos Deep Purple.
No dia seguinte, lá voltamos a Portugal, a casa. Como disse uma amiga minha, fiquei aqui com uma boa história para contar a futuros netos (se os tiver, claro). E que aventura esta...
domingo, 12 de setembro de 2010
Estou de vooooolta...
Pois é, leitores, cheguei a casa pronto para prosseguir com a actividade neste blog. As férias foram passadas em Salou... ou melhor, a maior parte delas, foram passadas lá, porque passei os últimos três dias em Terragona, por motivos não desejados... mas isso é outra conversa que será o tópico do próximo post, como explico no final deste mesmo.
A viagem até ao destino durou cerca de 11 cansativas horas, passadas a ouvir álbuns no rádio do carro e a ler revistas de música. Chegados ao hotel, instalamo-nos, deixamos lá as malas e fomos directos para a piscina. De facto, as minhas férias são quase sempre isto: Piscina e praia. Mas, pelo menos, tira-se sempre um ou dois dias para ir dar um passeio... e fiz precisamente isso com a minha família, pelo menos, por duas vezes.
No primeiro passeio fomos visitar Tarragona, que podemos considerar uma "cidade vizinha" de Salou. É uma cidade muito bonita, com uma vista para o mar espectacular e bom ambiente. Iamos nós a passear nas ruas da cidade quando dou de caras com um "oasis pessoal": uma loja de música cheia de raridades que nem na fnac se encontram chamada "Shiva Music". Aquilo era incrivel: paredes psicadélicas, vinis "aos pacotes", bootlegs raros dos Led Zeppelin a 30 euros... fiquei como uma criança numa loja de doces. Parecia que me ia perder ali a qualquer momento: não sabia para que lado me havia de virar. O meu pai prometeu dar-me um álbum se não fosse muito caro e aquele era o sítio idial para procurar. Acontece que trouxe não um, nem dois, mas sim três álbuns que não encontrava mesmo na fnac: "Machine Head", dos Deep Purple, "Wheels Of Fire", dos Cream, e "Who's Next", dos The Who. De seguida ainda fomos visitar um castelo da época dos romanos e caminhos quilómetros pela zona (estava todo partido quando voltamos ao carro).
O segundo passeio deu-se na mítica cidade de Barcelona. Vimos Camp Nou (ainda que apenas por fora, e por fora aquilo é feio até dizer chega), a sagrada família (o edifício é lindíssimo, só é pena, na minha opinião, estar associado à religião) e ainda passeamos numa rua enorme na qual se via todo o tipo de culturas (aquilo parecia a praça Piccadilly): góticos, rastafaris, skaters, gunas, metaleiros, emos, pessoal cheio de piercings, indianos, chineses, ingleses... enfim, havia de tudo. Grupos de dança, homens a fazer de estatuas... espectacular.
Salou também se revelou uma cidade muito fixe. De destacar uma grande praça na cidade que, no final, tinha um repuxo grande e colorido, e à noite dava-se lá um espectáculo: a água subia, e projectavam-se imagens e vídeos na água, e o efeito era fenomenal.
Tivemos 10 dias de óptimas férias e total descontracção, mas a viagem de regresso revelou-se uma verdadeira aventura, tanto de forma positiva como negativa...
Porém, como disse no início deste post, falarei acerca deste episódio nos próximos dias, pois esta aventura merece mesmo um post à parte. Até lá, fiquem bem!
A viagem até ao destino durou cerca de 11 cansativas horas, passadas a ouvir álbuns no rádio do carro e a ler revistas de música. Chegados ao hotel, instalamo-nos, deixamos lá as malas e fomos directos para a piscina. De facto, as minhas férias são quase sempre isto: Piscina e praia. Mas, pelo menos, tira-se sempre um ou dois dias para ir dar um passeio... e fiz precisamente isso com a minha família, pelo menos, por duas vezes.
No primeiro passeio fomos visitar Tarragona, que podemos considerar uma "cidade vizinha" de Salou. É uma cidade muito bonita, com uma vista para o mar espectacular e bom ambiente. Iamos nós a passear nas ruas da cidade quando dou de caras com um "oasis pessoal": uma loja de música cheia de raridades que nem na fnac se encontram chamada "Shiva Music". Aquilo era incrivel: paredes psicadélicas, vinis "aos pacotes", bootlegs raros dos Led Zeppelin a 30 euros... fiquei como uma criança numa loja de doces. Parecia que me ia perder ali a qualquer momento: não sabia para que lado me havia de virar. O meu pai prometeu dar-me um álbum se não fosse muito caro e aquele era o sítio idial para procurar. Acontece que trouxe não um, nem dois, mas sim três álbuns que não encontrava mesmo na fnac: "Machine Head", dos Deep Purple, "Wheels Of Fire", dos Cream, e "Who's Next", dos The Who. De seguida ainda fomos visitar um castelo da época dos romanos e caminhos quilómetros pela zona (estava todo partido quando voltamos ao carro).
O segundo passeio deu-se na mítica cidade de Barcelona. Vimos Camp Nou (ainda que apenas por fora, e por fora aquilo é feio até dizer chega), a sagrada família (o edifício é lindíssimo, só é pena, na minha opinião, estar associado à religião) e ainda passeamos numa rua enorme na qual se via todo o tipo de culturas (aquilo parecia a praça Piccadilly): góticos, rastafaris, skaters, gunas, metaleiros, emos, pessoal cheio de piercings, indianos, chineses, ingleses... enfim, havia de tudo. Grupos de dança, homens a fazer de estatuas... espectacular.
Salou também se revelou uma cidade muito fixe. De destacar uma grande praça na cidade que, no final, tinha um repuxo grande e colorido, e à noite dava-se lá um espectáculo: a água subia, e projectavam-se imagens e vídeos na água, e o efeito era fenomenal.
Tivemos 10 dias de óptimas férias e total descontracção, mas a viagem de regresso revelou-se uma verdadeira aventura, tanto de forma positiva como negativa...
Porém, como disse no início deste post, falarei acerca deste episódio nos próximos dias, pois esta aventura merece mesmo um post à parte. Até lá, fiquem bem!
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Going to Salou... see ya!
Pois é, tal como à um ano atrás, parto para o sul de Espanha para umas férias em família. No fundo, vai ser mais do mesmo: muita praia, saídas à noite... e é só, julgo eu (bem ou mal). Já estava mesmo na hora de sair da "zona", do conforto desta casa que, por muito bom que seja, atinge em mim um ponto de claustrofobia assustador. No ano passado, não tinha grandes expectativas em relação ás férias e acabei por adorar. Este ano, as minhas expectativas são as mesmas...
Está previsto o meu regresso a casa no dia 8 de Setembro. Mas, antes de partir, quero deixar-vos um último aperitivo: Valleys Of Neptune, de Jimi Hendrix! Porque o álbum dele vai fazer-me companhia na LOOOOOONGA viagem de carro até ao destino.
Aqui vai o vídeo:
Por isso leitores, podem contar com noticias minhas a partir do dia 8 de Setembro. Fiquem bem.
Abraços.
Está previsto o meu regresso a casa no dia 8 de Setembro. Mas, antes de partir, quero deixar-vos um último aperitivo: Valleys Of Neptune, de Jimi Hendrix! Porque o álbum dele vai fazer-me companhia na LOOOOOONGA viagem de carro até ao destino.
Aqui vai o vídeo:
Por isso leitores, podem contar com noticias minhas a partir do dia 8 de Setembro. Fiquem bem.
Abraços.
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sábado, 24 de julho de 2010
Um açoreano na América...
Este vídeo está mesmo muito engraçado. Trata-se de um açoreano que relata as suas férias nos Estados Unidos da América. Soltem-se as gargalhadas...
Aqui vai o vídeo:
Aqui vai o vídeo:
segunda-feira, 7 de junho de 2010
B. B. King em Sabrosa + Fender Stratocaster
O dia 29 de Maio estava bem marcado no calendário, como uma data musicalmente prometedora. Quando acordei, naquela manhã de sábado, os dois pontos fulcrais da agenda daquele dia magnífico vieram-me à cabeça assim que fiquei suficientemente consciente para pensar de forma coerente e, pelo menos, saber onde estava e que dia era. "Temos uma Stratocaster para experimentar (e provavelmente comprar)!!! Espera... e logo à noite temos o concerto do B. B. King!!!". E assim começou o dia:
Capítulo I: A Guitarra De Sonho

Com hora marcada para me encontrar com o sujeito que procurava vender a sua Fender Stratocaster (cor Sunburst, a mesma que podem ver na imagem acima), arranjei-me e saí de casa com o meu pai, entusiasmado com a programação de se deparava à minha frente. Percorremos as estradas de carro até à Maia e chegamos mais cedo que a hora marcada. Durante essa antecipação, ainda deu tempo para irmos a um café e passarmos por um carro com um vidro partido, situação que nos levou a alertar dois securitas. Cumprido este "dever de cidadão", encontramo-nos com o rapaz que pretendia vender a sua guitarra numa bomba de gasolina e seguimo-lo, de carro, até sua casa. Assim que lá chegamos, dirigimo-nos para a sua garagem, onde se encontrava o seu equipamento, que ele ligou para que eu podesse experimentar a guitarra. Experimentei-a e o som que ouvi e senti era incrivel. A Fender Stratocaster era (e continua a ser) a minha guitarra de sonho. Explorei a guitarra ao máximo e percebi que era aquilo que eu mais queria e desejava. Para mim, era (e é) a guitarra perfeita. Compramos a guitarra e ainda fomos à Music Shop, no Porto, para comprar alguns acessórios. Cheguei a casa e voltei a tocar na Stratocaster, mas agora com o meu próprio equipamento, e não parei durante umas duas horas e meia. Aquele era o som.
Capítulo II: O Rei Do Blues Em Trás-Os-Montes

Aquele sábado já poderia ter sido considerado um dia soberbo apenas pelo facto de ter adquirido a minha guitarra de sonho, mas o dia não acabava, de forma alguma, aí. A noite prometia, e muito...
Após o almoço, fui para a academia de música de Gulpilhares, para mais um ensaio no coro ao qual o meu colega nos tenores faltou, tendo eu de ser o único a exercer a função de tenor. Após o ensaio (e até porque o meu pai não estava na escola de música para me levar a casa quando saimos da sala de aula) fui com um amigo para uma sala com dois kits de bateria, para nos divertirmos um pouco. Passamos lá algum tempo, que me começou a parecer demasiado, porque o meu pai não parecia estar à minha espera. Saímos da sala e lá estava ele, impaciente (podias ter dado um toque para o telemovel) porque, de facto, aquilo causara um atraso para o concerto, ainda que ainda estivessemos a meio da tarde. Fomos buscar a minha mãe e a minha irmã a casa, e uma tia a Gondomar, que viria conosco para ver o concerto.
Após cerca de duas horas de viagem de carro no meio de paisagens e ambientes rurais, chegamos então a Sabrosa, em Trás-Os Montes, entre as 19:00 e as 20:00. Estacionamos o carro e dirigimo-nos a pé para o parque onde se daria todo o entretenimento. Já lá se encontrava uma banda portuguêsa, os Ramblers, a actuar, com um som marcadamente blues. Após o jantar, voltamos ao parque onde os Ramblers acabavam a sua actuação, faltando ainda cerca de uma hora para a actuação do mítico B. B. King. Sentados no chão, eu e a minha irmã ouviamos os Pink Floyd e os The Who através do meu telemovel. Olhando à volta, apercebi-me que o ambiente que ali se vivia e a disposição do terreno fazia, sem dúvida, lembrar a primeira edição do Woodstock.
Chegara a hora do concerto, e todos tinham grandes expectativas. Quando B. B. King entrou em palco, o público recebeu-o com fortes aplausos, assobios e gritos de extase. Eram 22:00 horas, o concerto era gratuito, e eram mais de 20.000 pessoas aquelas que esperavam por esta lenda do Blues com 85 anos. Premiado pela organização com uma garrafa de vinho que data do seu ano de nascimento, 1925, B. B. King viu também o seu nome ser atribuído ao parque, que agora se chama "B. B. King park".
Foi com muito boa disposição que B. B. King aceitou estas ofertas e honras, passando, então, a sentar-se na sua fiel cadeira para começar o concerto. Apresentou os membros da sua banda de um a um, e durante uma hora e quinze minutos espalhou a magia do Blues por todo o público. Gritou "LADIES" com um falsetto hilariante, comunicou constantemente com o público e até competiu contra o seu próprio baterista. Foi um espectáculo absolutamente incrivel, dos melhores que já vi.
Abaixo, deixo-vos a setlist do concerto:
- Band Intro
- Let The Good Times Roll (no final da apresentação da banda)
- I Need You So
- Everyday I Have The Blues
- Key To The Highway
- One Kind Favor
- When The Love Comes To Town
- Darling You Know I Love You
- Woke Up This Morning (My Baby's Gone)
- You Are My Sunshine
- The Thrill Is Gone
- Guess Who
- When The Saints Go March In
Após o final do concerto, seguiu-se um fogo de artifício nada modesto, e de seguida fomos todos para casa, com as pernas a doer mas com memórias de um grande dia.
Capítulo I: A Guitarra De Sonho

Com hora marcada para me encontrar com o sujeito que procurava vender a sua Fender Stratocaster (cor Sunburst, a mesma que podem ver na imagem acima), arranjei-me e saí de casa com o meu pai, entusiasmado com a programação de se deparava à minha frente. Percorremos as estradas de carro até à Maia e chegamos mais cedo que a hora marcada. Durante essa antecipação, ainda deu tempo para irmos a um café e passarmos por um carro com um vidro partido, situação que nos levou a alertar dois securitas. Cumprido este "dever de cidadão", encontramo-nos com o rapaz que pretendia vender a sua guitarra numa bomba de gasolina e seguimo-lo, de carro, até sua casa. Assim que lá chegamos, dirigimo-nos para a sua garagem, onde se encontrava o seu equipamento, que ele ligou para que eu podesse experimentar a guitarra. Experimentei-a e o som que ouvi e senti era incrivel. A Fender Stratocaster era (e continua a ser) a minha guitarra de sonho. Explorei a guitarra ao máximo e percebi que era aquilo que eu mais queria e desejava. Para mim, era (e é) a guitarra perfeita. Compramos a guitarra e ainda fomos à Music Shop, no Porto, para comprar alguns acessórios. Cheguei a casa e voltei a tocar na Stratocaster, mas agora com o meu próprio equipamento, e não parei durante umas duas horas e meia. Aquele era o som.
Capítulo II: O Rei Do Blues Em Trás-Os-Montes

Aquele sábado já poderia ter sido considerado um dia soberbo apenas pelo facto de ter adquirido a minha guitarra de sonho, mas o dia não acabava, de forma alguma, aí. A noite prometia, e muito...
Após o almoço, fui para a academia de música de Gulpilhares, para mais um ensaio no coro ao qual o meu colega nos tenores faltou, tendo eu de ser o único a exercer a função de tenor. Após o ensaio (e até porque o meu pai não estava na escola de música para me levar a casa quando saimos da sala de aula) fui com um amigo para uma sala com dois kits de bateria, para nos divertirmos um pouco. Passamos lá algum tempo, que me começou a parecer demasiado, porque o meu pai não parecia estar à minha espera. Saímos da sala e lá estava ele, impaciente (podias ter dado um toque para o telemovel) porque, de facto, aquilo causara um atraso para o concerto, ainda que ainda estivessemos a meio da tarde. Fomos buscar a minha mãe e a minha irmã a casa, e uma tia a Gondomar, que viria conosco para ver o concerto.
Após cerca de duas horas de viagem de carro no meio de paisagens e ambientes rurais, chegamos então a Sabrosa, em Trás-Os Montes, entre as 19:00 e as 20:00. Estacionamos o carro e dirigimo-nos a pé para o parque onde se daria todo o entretenimento. Já lá se encontrava uma banda portuguêsa, os Ramblers, a actuar, com um som marcadamente blues. Após o jantar, voltamos ao parque onde os Ramblers acabavam a sua actuação, faltando ainda cerca de uma hora para a actuação do mítico B. B. King. Sentados no chão, eu e a minha irmã ouviamos os Pink Floyd e os The Who através do meu telemovel. Olhando à volta, apercebi-me que o ambiente que ali se vivia e a disposição do terreno fazia, sem dúvida, lembrar a primeira edição do Woodstock.
Chegara a hora do concerto, e todos tinham grandes expectativas. Quando B. B. King entrou em palco, o público recebeu-o com fortes aplausos, assobios e gritos de extase. Eram 22:00 horas, o concerto era gratuito, e eram mais de 20.000 pessoas aquelas que esperavam por esta lenda do Blues com 85 anos. Premiado pela organização com uma garrafa de vinho que data do seu ano de nascimento, 1925, B. B. King viu também o seu nome ser atribuído ao parque, que agora se chama "B. B. King park".
Foi com muito boa disposição que B. B. King aceitou estas ofertas e honras, passando, então, a sentar-se na sua fiel cadeira para começar o concerto. Apresentou os membros da sua banda de um a um, e durante uma hora e quinze minutos espalhou a magia do Blues por todo o público. Gritou "LADIES" com um falsetto hilariante, comunicou constantemente com o público e até competiu contra o seu próprio baterista. Foi um espectáculo absolutamente incrivel, dos melhores que já vi.
Abaixo, deixo-vos a setlist do concerto:
- Band Intro
- Let The Good Times Roll (no final da apresentação da banda)
- I Need You So
- Everyday I Have The Blues
- Key To The Highway
- One Kind Favor
- When The Love Comes To Town
- Darling You Know I Love You
- Woke Up This Morning (My Baby's Gone)
- You Are My Sunshine
- The Thrill Is Gone
- Guess Who
- When The Saints Go March In
Após o final do concerto, seguiu-se um fogo de artifício nada modesto, e de seguida fomos todos para casa, com as pernas a doer mas com memórias de um grande dia.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
The Australian Pink Floyd Show no Porto

Ontem, dia 19 de Fevereiro, tive a fantástica oportunidade de ir assistir ao espectáculo da "melhor banda de covers do mundo", os The Australian Pink Floyd Show, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Neste post relato-vos essa incrivel viagem músical:
Foi com um plano previamente preparado que eu e o meu pai fomos assistir ao espectáculo. Sabendo que as portas abriam ás 21:00, e que o espectáculo começava ás 22:00, convinha estar na fila ás 20:00 (chamem-lhe exagero, que eu chamo-lhe prevenção). Foi importante (e inteligente) deixar o carro num parque subterrâneo a umas boas centenas de metros do recinto, a fim de evitar confusões. Chegados ás portas do recinto, já uma pequena fila se formava, mas quase todo o público chegaria mais tarde. A espera na fila pareceu ilusoriamente mais curta devido ás conversas acerca da banda original, ainda que a chuva que caía fraca começasse a cair com mais "potência" quando as portas se começaram a abrir.
Tendo sido nós das primeiras pessoas a entrar no Pavilhão Rosa Mota, fomos directos à bancada 1 procurar um bom lugar. Depois de instalados (e durante mais uma hora de espera) fomos observando o palco já montado com os devidos instrumentos e acessórios e o recinto a encher-se, ainda que lentamente, de um público devoto, desde crianças a acompanhar os país até idosos satisfeitos com a oportunidade de reviver tempos longínquos.
Chegada a hora do início do concerto, as luzes apagam-se repentinamente. Após uma introdução com um clipe que mostra a mascote da banda a pegar num vinil da imitação de "The Dark Side Of The Moon" e a colocá-lo no respectivo leitor, ouve-se "Speak To Me" e, de seguida, "Breathe". O público caloroso do Porto bate palmas ao som das músicas e nota-se um ambiente fantástico no recinto.
O primeiro grande momento da noite foi a interpretação de "The Great Gig In The Sky", obviamente devido à incrivel voz da cantora, que arrepiou a audiência (nem eu escapei). Várias foram as pessoas da plateia que se levantaram para aplaudir aquela fantástica interprete, que agradeceu com uma vénia.
O grande momento que se seguiu, não pela interpretação em si mas pelo espectáculo de luzes e atmosfera, foi a versão de "Welcome To The Machine", com finos raios de luz verde a trespassarem o recinto.
A interpretação de "Pigs (Three Different Ones)" também constituiu um grande momento, principalmente pelo excelente solo de guitarra e espectáculo de luzes.
Porém, os melhores momentos foram guardados para perto do final do espectáculo. "Another Brick In The Wall (Part 2)" fez o público levantar-se, dançar (principalmente o público da faixa etária da "meia idade", ou seja, os jovens de outrora) e cantar em uníssono. Como é igualmente óbvio, também "Wish You Were Here" puxou pelo público, que não dançou mas cantou como nunca no concerto. Segue-se a minha preferida, "Comfortably Numb", que cantei de início ao fim e teve um solo mágico, com versão bem mais extensa que a versão de estúdio (para meu "delírio"). Após esta interpretação, a banda agradece ao público e retira-se do palco. Algumas pessoas precipitam-se já para a saída do recinto, acreditanto que o espectáculo acabara (porém, eu já dizia ao meu pai que vinha aí o encore...). A banda regressa ao palco para fazer uma última interpretação e tocar a já esperada "Run Like Hell". Terminado o concerto, a banda despede-se com um "See You Next Time" e o público aplaude euforicamente.
Assim sendo, voltei a casa com memórias de um dos melhores concertos a que já assisti.
Aqui fica a setlist do espectáculo:
1. Speak To Me
2. Breath
3. On The Run
4. Time
5. The Great Gig In The Sky
6. Shine On Your Crazy Diamond Pt. I-V
7. Welcome To The Machine
8. Pigs (Three Different Ones)
9. Sheep
10. Astronomy Domine
11. Learning to Fly
12. High Hopes
13. Us And Them
14. Careful With That Axe Eugene
15. Take It Back
16. The Gunner´s Dream
17. The Happiest Day Of Our Lives
18. Another Brick In The Wall Pt. II
19. Wish You Were Here
20. One Of These Days
21. Comfortably Numb
Encore:
22. Run Like Hell
Para terminar este post, gostaria de vos deixar aqui uma interpretação ao vivo da banda do clássico "Time":
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
De regresso.
Após quase duas semanas ausente, finalmente voltei a casa, para junto das tecnologias que uso.
Estas férias foram passadas em Benidorm, local onde já tinha estado, mas há uns dez anos atrás, e por isso as recordações desses tempos "longínquos" são muito poucas.
A viagem de carro foi aborrecidicima. Foram mais de doze horas enfiado num carro com pouco espaço para o mais pequeno movimento.
Mas o hotel surpreendeu-me, muito pela positiva. De facto, este foi o melhor hotel em que fiquei nos ultimos anos. Actividades e animação constantes todos os dias, um ambiente descontraído, piscina e comida excepcionalmente bem preparada. Claro que nada é perfeito, e o hotel também tem as suas falhas. Falo mais precisamente do quarto de hotel, que não era propriamente espaçoso, mas servia para o essencial. Mas o que era pior (disto o hotel já não tem culpa) eram algumas crianças irritantes que quebravam, danificavam e destruiam aquilo que lhe aparecesse à frente, e os pais não lhes davam qualquer educação, preferindo ter o traseiro bem sentado nas cadeiras.
Cheguei mesmo a assistir a um episódio bizarro, em que duas pessoas estavam a jogar bilhar tranquilamente no hotel, e de repente entra um rapaz com cerca de cinco anos, dirigindo-se rapidamente à mesa de bilhar, acompanhado por um miudo um pouco mais velho. O mais novo começou a agir como um louco, retirando todas as bolas de bilhar dos lugares onde estavam e inserindo-as nos buracos, para indignação das poucas pessoas que estavam a ver. O rapaz mais velho começou a agarrá-lo para o tirar dali, mas sem sucesso, e as duas pessoas que estavam a jogar bilhar foram chamar uma funcionária do hotel. Assim que o mais velho os viu sair, aliou-se ao mais novo e começou ele também a meter bolas nos buracos e a pegar nelas, já quase pronto para deixar o local com as bolas na mão. Porém a funcionária e as duas pessoas voltaram depressa e o rapaz só teve tempo de colocar as bolas de novo na mesa, como se não tivesse feito nada. E onde estavam os pais? Mais uma vez, estavam descontraidamente sentados numa cadeira a rir dos mais variados assuntos que, tendo em conta as suas atituides, deviam ser bem parvos. O futebol e o já muito falado em Espanha, Ronaldo, devem ter sido os tipicos pontos de conversa para alguém que mal levanta o traseiro de uma cadeira ou de um sofá. Ah, e claro que comida deve ter sido outro bom tópico.
Ainda outro episódio se sucedeu com essa mesma criança, nessa mesma noite, quando o artista que iria actuar nessa noite pediu à criança para se voluntariar para um truque de equilibrismo. O miudo avançou imediatamente, erguendo os braços bem alto, ainda que ele fosse bem pequeno, para que todos olhassem para ele. Acabado o numero, o publico bateu palmas e o pai, qual paparazzo, dirigiu-se rapidamente para a frente, tapando a vista a algumas pessoas para tirar fotografias ao "filho prodígio".
Mas, para além de todo este espalhafato, posso dizer que foram umas óptimas férias. A água era quente, como se quer, apesar do perigo de se ser picado por uma medusa (a minha irmã foi, mas nada de grave se deu), e o ambiente à noite era bastante parecido com o ambiente que vemos no Algarve (para muitos, começa a transformar-se no "Allgarve").
Umas boas férias, portanto, estas que passei, e agora é hora de voltar aos estudos e à minha guitarra.
Estas férias foram passadas em Benidorm, local onde já tinha estado, mas há uns dez anos atrás, e por isso as recordações desses tempos "longínquos" são muito poucas.
A viagem de carro foi aborrecidicima. Foram mais de doze horas enfiado num carro com pouco espaço para o mais pequeno movimento.
Mas o hotel surpreendeu-me, muito pela positiva. De facto, este foi o melhor hotel em que fiquei nos ultimos anos. Actividades e animação constantes todos os dias, um ambiente descontraído, piscina e comida excepcionalmente bem preparada. Claro que nada é perfeito, e o hotel também tem as suas falhas. Falo mais precisamente do quarto de hotel, que não era propriamente espaçoso, mas servia para o essencial. Mas o que era pior (disto o hotel já não tem culpa) eram algumas crianças irritantes que quebravam, danificavam e destruiam aquilo que lhe aparecesse à frente, e os pais não lhes davam qualquer educação, preferindo ter o traseiro bem sentado nas cadeiras.
Cheguei mesmo a assistir a um episódio bizarro, em que duas pessoas estavam a jogar bilhar tranquilamente no hotel, e de repente entra um rapaz com cerca de cinco anos, dirigindo-se rapidamente à mesa de bilhar, acompanhado por um miudo um pouco mais velho. O mais novo começou a agir como um louco, retirando todas as bolas de bilhar dos lugares onde estavam e inserindo-as nos buracos, para indignação das poucas pessoas que estavam a ver. O rapaz mais velho começou a agarrá-lo para o tirar dali, mas sem sucesso, e as duas pessoas que estavam a jogar bilhar foram chamar uma funcionária do hotel. Assim que o mais velho os viu sair, aliou-se ao mais novo e começou ele também a meter bolas nos buracos e a pegar nelas, já quase pronto para deixar o local com as bolas na mão. Porém a funcionária e as duas pessoas voltaram depressa e o rapaz só teve tempo de colocar as bolas de novo na mesa, como se não tivesse feito nada. E onde estavam os pais? Mais uma vez, estavam descontraidamente sentados numa cadeira a rir dos mais variados assuntos que, tendo em conta as suas atituides, deviam ser bem parvos. O futebol e o já muito falado em Espanha, Ronaldo, devem ter sido os tipicos pontos de conversa para alguém que mal levanta o traseiro de uma cadeira ou de um sofá. Ah, e claro que comida deve ter sido outro bom tópico.
Ainda outro episódio se sucedeu com essa mesma criança, nessa mesma noite, quando o artista que iria actuar nessa noite pediu à criança para se voluntariar para um truque de equilibrismo. O miudo avançou imediatamente, erguendo os braços bem alto, ainda que ele fosse bem pequeno, para que todos olhassem para ele. Acabado o numero, o publico bateu palmas e o pai, qual paparazzo, dirigiu-se rapidamente para a frente, tapando a vista a algumas pessoas para tirar fotografias ao "filho prodígio".
Mas, para além de todo este espalhafato, posso dizer que foram umas óptimas férias. A água era quente, como se quer, apesar do perigo de se ser picado por uma medusa (a minha irmã foi, mas nada de grave se deu), e o ambiente à noite era bastante parecido com o ambiente que vemos no Algarve (para muitos, começa a transformar-se no "Allgarve").
Umas boas férias, portanto, estas que passei, e agora é hora de voltar aos estudos e à minha guitarra.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Um até breve.
Até meados de Setembro, este blog vai ser "abandonado". Abandonado apenas temporariamente, pois a partir do dia 10 de Setembro já deverão ler noticias minhas e novos artigos.
Vou partir para férias, mais propriamente para terras de "nuestros hermanos", sem acesso a absolutamente nenhum computador. A praia deverá ser a unica fonte de entretenimento, algo que não me agrada nada.
Antes de partir deixo-vos aqui o video do novo tema dos Pearl Jam, "The Fixer".
Até breve e abraços.
Vou partir para férias, mais propriamente para terras de "nuestros hermanos", sem acesso a absolutamente nenhum computador. A praia deverá ser a unica fonte de entretenimento, algo que não me agrada nada.
Antes de partir deixo-vos aqui o video do novo tema dos Pearl Jam, "The Fixer".
Até breve e abraços.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Dia metaleiro
Ontem tive o enorme prazer de estar presente no festival Optimus Alive! 09, onde actuaram bandas como Metallica, Slipknot e Machine Head.
Quando cheguei ao recinto já tinha perdido a actuação dos RAMP (banda que não conheço) e os Mastodon estavam a terminar a sua actuação. Enquanto o faziam, não há nada melhor que digerir (palavra "cara" para comer) duas fatias de pizza depois de uma longa viagem.
Dirigi-me, juntamente com um tio meu, um primo e dois amigos seus, ao palco, uns minutos antes da actuação dos Lamb of God. Já sabia que um concerto Metal ia gerar alguma confusão, e aquilo que presenciei foram encontrões, copos de plástico com cerveja a voar, pessoas a serem elevadas e as famosas moshes.
Acabado esse concerto, recuamos para um local mais seguro para observar e ouvir o concerto seguinte. A actuação dos Machine Head foi basicamente aquilo que eu previa: algo parecido com Lamb of God. Felizmente já não apanhamos com moshes nem nada do género, e tenho de admitir que gostei mais deles que dos Lamb of God. Mesmo assim, aquilo que eu mais desejava ver estava prestes a começar. As actuações dos Slipknot, e principalmente, dos Metallica.
Os Slipknot deram um concerto muito melhor do que aquilo que eu esperava, mesmo com a ausência de um dos nove elementos. Ainda assim, esta numerosa família deu um fantástico concerto tocando músicas como Wait and Bleed, Before I Forget e Psychosocial. Um dos momentos mais memoráveis foi quando o vocalista pediu aos fãs para se baixarem, e muitos obdeceram, especialmente aqueles que estavam mais perto da banda.
Acabada a actuação, o grande momento da noite havia finalmente chegado. Apesar da espera algo grande entre o fim do concerto dos Slipknot e o inicio do concerto dos Metallica, o espera havia acabado. Ao som a óptima lista de músicas tocadas (mesmo com a ausência de músicas como Creeping Death, The Unforgiven, Welcome Home (Sanitarium) e Harvester of Sorrow) cantei, berrei e até saltei, bem como as cerca de 40 mil pessoas que estavam presentes.
Como conclusão, posso dizer que foi um excelente dia, cheio de boa música dentro do seu género, e com muito convívio à mistura.
Quando cheguei ao recinto já tinha perdido a actuação dos RAMP (banda que não conheço) e os Mastodon estavam a terminar a sua actuação. Enquanto o faziam, não há nada melhor que digerir (palavra "cara" para comer) duas fatias de pizza depois de uma longa viagem.
Dirigi-me, juntamente com um tio meu, um primo e dois amigos seus, ao palco, uns minutos antes da actuação dos Lamb of God. Já sabia que um concerto Metal ia gerar alguma confusão, e aquilo que presenciei foram encontrões, copos de plástico com cerveja a voar, pessoas a serem elevadas e as famosas moshes.
Acabado esse concerto, recuamos para um local mais seguro para observar e ouvir o concerto seguinte. A actuação dos Machine Head foi basicamente aquilo que eu previa: algo parecido com Lamb of God. Felizmente já não apanhamos com moshes nem nada do género, e tenho de admitir que gostei mais deles que dos Lamb of God. Mesmo assim, aquilo que eu mais desejava ver estava prestes a começar. As actuações dos Slipknot, e principalmente, dos Metallica.
Os Slipknot deram um concerto muito melhor do que aquilo que eu esperava, mesmo com a ausência de um dos nove elementos. Ainda assim, esta numerosa família deu um fantástico concerto tocando músicas como Wait and Bleed, Before I Forget e Psychosocial. Um dos momentos mais memoráveis foi quando o vocalista pediu aos fãs para se baixarem, e muitos obdeceram, especialmente aqueles que estavam mais perto da banda.
Acabada a actuação, o grande momento da noite havia finalmente chegado. Apesar da espera algo grande entre o fim do concerto dos Slipknot e o inicio do concerto dos Metallica, o espera havia acabado. Ao som a óptima lista de músicas tocadas (mesmo com a ausência de músicas como Creeping Death, The Unforgiven, Welcome Home (Sanitarium) e Harvester of Sorrow) cantei, berrei e até saltei, bem como as cerca de 40 mil pessoas que estavam presentes.
Como conclusão, posso dizer que foi um excelente dia, cheio de boa música dentro do seu género, e com muito convívio à mistura.
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domingo, 31 de maio de 2009
Uma visita a Resende - para quando Curral de Moinas?
Hoje fiz uma viagem. Uma viagem a um mundo rural pouco evoluído (que mais podia eu esperar de um mundo rural?).
Devido à grande vontade de um avô materno de regressar por um dia ás suas origens, eu, os meus pais, a minha irmã, uma tia minha, um primo meu e um amigo desse meu avô fizemos uma visita a uma "província".
O dia foi, sem duvida... aborrecido. Por razões que eu próprio desconheço, acordei ás 7 da manhã, sem absolutamente nada para fazer. Durante a manhã, enquanto rumávamos para Resende (essa cidade que organizou a Festa das Cerejas) tive de aguentar uma desconfortável sensação de enjoo durante 3 horas. A única coisa que eu tinha para esquecer este desconforto era o meu Mp3 com musicas dos Led Zeppelin e dos Jimi Hendrix Experience e umas quantas revistas da Blitz.
Assim que chegamos a Resende, iniciou-se uma busca por um restaurante. Demorou, mas lá encontramos um restaurante depois de 1 hora de procura. A refeição podia ter sido melhor (não querendo estragar a reputação do restaurante, não divulgarei o seu nome).
Durante a tarde, enquanto o meu avô apreciava as suas origens, ocorreram peripécias como uma apanha à cereja na qual não participei, molhei acidentalmente a minha mãe (ups...) e ela vingou-se molhando-me também com a ajuda do meu primo (esse senhor "noites brancas"), e ainda ouve tempo para seguir a direcção errada na volta para casa graças ao GPS desse meu primo.
Acabada a visita a Resende, voltamos ás nossas casas e aproveitei para escrever aquilo que acabaram de ler.
Devido à grande vontade de um avô materno de regressar por um dia ás suas origens, eu, os meus pais, a minha irmã, uma tia minha, um primo meu e um amigo desse meu avô fizemos uma visita a uma "província".
O dia foi, sem duvida... aborrecido. Por razões que eu próprio desconheço, acordei ás 7 da manhã, sem absolutamente nada para fazer. Durante a manhã, enquanto rumávamos para Resende (essa cidade que organizou a Festa das Cerejas) tive de aguentar uma desconfortável sensação de enjoo durante 3 horas. A única coisa que eu tinha para esquecer este desconforto era o meu Mp3 com musicas dos Led Zeppelin e dos Jimi Hendrix Experience e umas quantas revistas da Blitz.
Assim que chegamos a Resende, iniciou-se uma busca por um restaurante. Demorou, mas lá encontramos um restaurante depois de 1 hora de procura. A refeição podia ter sido melhor (não querendo estragar a reputação do restaurante, não divulgarei o seu nome).
Durante a tarde, enquanto o meu avô apreciava as suas origens, ocorreram peripécias como uma apanha à cereja na qual não participei, molhei acidentalmente a minha mãe (ups...) e ela vingou-se molhando-me também com a ajuda do meu primo (esse senhor "noites brancas"), e ainda ouve tempo para seguir a direcção errada na volta para casa graças ao GPS desse meu primo.
Acabada a visita a Resende, voltamos ás nossas casas e aproveitei para escrever aquilo que acabaram de ler.
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