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domingo, 24 de julho de 2011

Conversas de jantar

Eu tenho como hábito olhar em redor e analisar, quase automaticamente, os comportamentos sociais das pessoas. Simplesmente porque é educativo, ao invés de ser um prazer mesquinho, como seria para a senhora que mora umas casas abaixo e está sempre à espreita à entrada da casa, e depois comenta com a outra vizinha o que viu o canalizador da tia da mãe do menino Zézinho fazer. Mas confesso que raras são as vezes que não me rio ou insurjo contra aquilo que vejo. E há um tópico que me deixa intrigado, porque reparo nele desde criança: as conversas de jantar.

Quando se dá um jantar de família, tem de ser um jantar de família como deve ser: vêm os irmãos, os sobrinhos, os pais, os avós, os cunhados e ocasionalmente lá vêm os tios. Sim, porque estes jantares têm de ser feitos, mesmo em circunstâncias tão chatas e complicadas como o espaço da casa ser reduzido (e coitada da tia Joaquina que mal consegue passar pelas pessoas para se sentar à mesa) ou ter de se comprar um frango frito à última da hora. Mas isso é o que menos interessa. O importante é conviver! E enquanto as mulheres convidadas oferecem a sua ajuda à dona de casa para levar a comida ou colocar na mesa os talheres que faltam (e isto é um erro crasso, porque antes dos convidados chegarem já há quem reclame que a mesa não pode estar assim, tudo tem de estar perfeito), os homens cumprimentam-me e criam conversa de circunstância, aquela que dá início à interacção humana, como o revolver que dá início à corrida. Mas reparem bem: enquanto os homens conversam e se divertem, as mulheres preparam tudo o que se vai comer (mesmo quando a dona de casa diz, contra a própria vontade, que não é preciso ajudar). Sim, porque os homens partem do princípio que as mulheres não precisam de ajuda, até porque já estão habituadas e ir à cozinha perguntar "querida, precisas de ajuda?" é desperdiçar tempo fulcral para perguntar ao irmão como andam as notas do filho e se ele sabe que curso vai seguir. Já para não mencionar que, ir à cozinha, significa ignorar esse mesmo irmão, e isso é como uma facada traiçoeira nas costas.

Mas chega então a hora de jantar, e o tio Alberto já estava a desesperar secretamente, sim, esse "penetra" que está ali, acima de tudo, pela refeição grátis (há sempre um). Mas o entrecosto não chega logo (isto se não for o tal frango frito): primeiro temos os preliminares da refeição, ou seja, as entradas, que servem acima de tudo para abrir o apetite (excepto para as crianças que, inteligentemente, já sabendo o que vem aí como prato principal, comem o máximo de entradas possível para não sofrerem com o entrecosto... bem, pelo menos até a mãe dos meninos lhes dizer que não comem mais porque já vem aí a carne!). E é aí que surge o primeiro tema, já fora das conversas de circunstância e que se prolongará durante o prato principal: o futebol.

O futebol é um daqueles assuntos imperativos de qualquer jantar familiar. Mas não é só! Em jantares de amigos, de trabalho ou até do partido lá está ele! Fala-se de como o Pinto da Costa é um falcatrueiro, de como o Sporting está a ir pelo cano abaixo ou como a mudança de treinador vai afectar o Benfica (sim, até porque não existem mais clubes em Portugal e no resto do mundo para além destes três). A qualidade do futebol ou o golo de A, B ou C são assuntos secundários, mas ás vezes lá aparecem. Mas todo o homem neste país percebe tudo e mais alguma coisa de futebol (e depois há aqueles que conhecem toda a formação de qualquer equipa da terceira divisão russa), e as mulheres, não ligando muito ao assunto, ouvem apenas para acompanhar ou ignoram. Todos conhecem as vantagens do 5-3-2, ou as desvantagens de ter aquele central a jogar a lateral direito, e isso discute-se. Não é por acaso que o futebol é o desporto-rei: é o desporto mais popular do mundo! É capaz de afectar profundamente todo o ser humano minimamente sensível. Capaz mesmo de fazer um homem pinchar de alegria quando a equipa marca um golo, atirar as almofadas da sala de estar contra a parede quando a equipa sofre um golo, e até o clássico berrar para a tv contra a incompetência dos jogadores, como se estes estivessem a ouvir. E é esta emoção toda que faz com que o assunto seja apaixonadamente discutido. A mulher saiu, foi buscar o entrecosto e ninguém deu por nada, porque estes sócios estão concentradíssimos neste assunto fulcral da vida.

A meio do prato principal o assunto esgota-se, mas surge um novo de forma natural e inevitável: a política. Ter a televisão ligada na Sic Notícias durante o jantar também é um bom catalisador para dar início a esta conversa. Mas enquanto que o futebol ainda se discute com relativa tranquilidade, a política transforma a mesa de jantar num campo de batalha de ideologias totalmente opostas. Porque o avô totalitário não concorda nada com o seu filho comunista que viveu o 25 de Abril efusivamente, e aí abrem-se velhas feridas. Para variar, as mulheres lá vão participando, dando uma ou outra opinião sobre o estado do país ou a situação social. Este último assunto acaba por ser o mais falado à mesa, porque há sempre alguém que viu um cigano a andar num bruto Porsche, e isso está mal! Não pode ser, não há direito. E se anda num bruto Porsche, é porque trafica droga nos bairros sociais e, se calhar, ainda vive à custa do dinheiro dos contribuintes. Depois fala-se da (in)utilidade dos cursos das Novas Oportunidades (porque há sempre alguém na família que já fez parte disso), da vaga de assaltos no sul e na pouca vergonha que é o nosso Governo não fazer nada pelo nosso amado país. Sim, porque há sempre meia-dúzia de personagens ultra-patrióticas à mesa. E este assunto costuma morrer com o fim do prato principal.

E é quando a dona de casa vai buscar a sobremesa (e alguém lhe pergunta se quer ajuda, e ela muito educadamente responde "oh, não precisas, não te chateies) que a avó Quitéria dá uso ao "seu" momento, e pergunta aos netinhos como vai a escolinha (sempre com os diminutivos). Eles dizem que vai boa, mas as mães lá metem a boca no trombone e dizem que houve um deslize a matemática ou a português. Mas depois de apontarem os defeitos arrependem-se, e começam a enumerar os grandes feitos dos filhos, mas mais uma vez, a mesa transforma-se num campo de batalha, porque todas as mães querem sentir que o filho-prodígio é seu, e só seu. E os homens assistem, porque qualquer luta entre mulheres, quer seja física quer seja verbal, é um espectáculo digno de ser comparado ás batalhas dos gladiadores da Roma antiga, e é impressionante como não se paga para ver.

Por fim, é impressionante como o passar das horas e o sono afectam as conversas na casa. Sim, leram bem, as "conversas", no plural, porque por esta altura já as pessoas se dividiram em grupinhos para discutirem os seus assuntos, enquanto as crianças vão brincar e o bebé dorme sossegadamente no carrinho à entrada da sala. Também é extremamente comum, por esta altura, sair um ou outro casal na família, e ás vezes até alguns viúvos que, saiba-se lá porquê, tem de se levantar cedo na manhã seguinte, mesmo não sendo "dia de trabalho" (e se estiveram na idade da reforma, ainda mais escandaloso é). É por esta altura que as conversas ficam mais sentimentais, calmas e silenciosas. Fala-se da mãe da vizinha da tia da cabeleireira da irmã da avó Quitéria, que sofre com uma doença terminal, ou do Joãozinho, um amigo de infância que recentemente perdeu a mulher... porque ela o deixou (o álcool faz isto). Todos se queixam da vida, mas todos se mostram solidários, especialmente se a sua ajuda não for necessária. Mas depois as pessoas lá começam a dizer que têm de ir embora que se faz tarde, não porque estão cansados e entediados, mas porque têm alguma coisa para fazer de manhã.

E assim acaba um jantar de família igual aos outros todos, mas que se releva uma necessidade incontornável para o ser humano. Bam-haja o tradicionalismo das conversas de jantar, porque é uma questão de manter uma cultura viva!

domingo, 21 de novembro de 2010

Bruno Costa - United We Stand (canção original)

"United We Stand" foi uma canção que escrevi em Abril deste ano. A turma da escola ia organizar uma conferência acerca da igualdade entre sexos, e surgiu a ideia de eu escrever uma canção que se relacionasse com o tema. E assim o fiz, mas a canção não se refere apenas à igualdade entre sexos: refere-se à igualdade entre todos os seres humanos, à união, à política, à construcção de um mundo melhor, à justiça, à solidariedade...
As letras foram maioritariamente escritas por mim, mas contaram com a participação de uma amiga (Sara Rocha). Também houveram mais participações de amigos na gravação (ver os créditos no final do vídeo) e do professor Norberto Faria na produção. Na canção, faço a voz principal e toco guitarra solo.
Aqui vai a canção:





Ouçam a canção e comentem. Obrigado a todos e lembrem-se: "United we stand, divided we fall".

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O que é que vão dizer de ti? (volume 1)





- As pessoas estão a chegar e ainda tens a cama por fazer. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que me deito nela?


- Estás sempre a mandar SMS. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que sou sociável e comunicativo?


- Estás sempre a ouvir Heavy Metal. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que adoro música energética?


- Dormes até tarde. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: "Quem me dera ter a vida dele"?


- Ris-te sozinho. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que ando sempre bem disposto?


- Usas roupa muito espalhafatosa. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que é uma questão de estilo?


- Dizes aquilo que pensas sem pensar nas consequências. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que sou honesto?


- Estás sempre vestido de preto, parece que vais a um funeral. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que o meu guarda-roupa é simples?


- Tocas sempre guitarra eléctrica com muito volume e durante muito tempo. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que adoro mesmo aquilo que faço?


Nunca andas informado acerca do mundo do futebol, como toda a gente. O que é que as pessoas vão dizer de ti?
R: Que tenho uma vida?

Cunhas na família Sampaio...

Recebi, ontem, um e-mail muito interessante. O conteúdo desse e-mail está abaixo, e vemos aqui o poder das cunhas. Como anda o país... precisamos de uma revolução, JÁ!
And boom goes the dynamite:




Jorge Sampaio e Filhotes...


Soube-se a dia 27 de Agosto, pelo Público, que a jovem e distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 val) com uma carreira de 'dezenas de anos e larga experiência' foi contratada como assessora pelo membro do Governo, Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência....

Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.
O facto de ser filha do Senhor Ex-Presidente da República das Bananas que também dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades. Nada! Juro pela saúde do Sr. Engenheiro Sócrates.

Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.
Já agora, como se devem recordar, ainda relativamente a esta família,
soube-se há tempos que o filhote, depois de se ter formado, foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá 'toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá também 'toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

O papá para não fugir à regra, depois de escavacar uns bons centos de
milhares de euros nossos na remodelação do um palacete ali para os lados da Ajuda, onde instalará um gabinete, vai ser transportado pelo nosso carro, com o nosso motorista e onde certamente, para não fugir ao lema familiar, porá, de novo, toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

Agora, foi nomeado Administrador da Gulbenkian...

Tudo isto, por mero acaso, se passa num sítio mal frequentado que se chama PORTUGAL, onde um milhão e duzentas mil pessoas
vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês.

Parece mentira, não parece ?


ESTE É MAIS UM CASO, ENTRE MUITOS, REVELADOS E DIVULGADOS ATRAVÉS DA INTERNET,
PORQUE AS TELEVISÕES DESTE PAÍS, ESTÃO BEM CONTROLADAS POR FORÇAS OCULTAS....

FAÇAM O FAVOR DE PASSAR PARA TODA A GENTE SABER.





O meu professor de guitarra respondeu ao meu e-mail dizendo que a nossa geração podia mudar este cenário. Eu respondi da seguinte maneira:
Eu acredito que a nossa geração tem a capacidade de fazer este país mudar para melhor, mesmo que isso seja bastante dificil (e é mesmo). Porém, antes de atingir uma evolução, temos de passar por uma revolução. Precisavamos de outra espécie de 25 de Abril, mas sem o que aconteceu a seguir, com a população um pouco descontrolada. Pessoalmente, estou completamente farto de ver as noticias: a RTP não podia estar mais controlada pelo governo, até porque pertentce ao "estado" que, supostamente, somos todos nós, mas não é bem assim. Os outros canais dedicam o tempo de antena a ilustrar um país a cair de podre, ou seja, uma verdade que me deixa muito triste.

Nós, enquanto nação portuguêsa, temos de nos revoltar, de fazer uma revolução, está mais do que visto. Pensem nisto. É o futuro de Portugal que está em jogo se permitimos ao governo governar-nos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os livros e as capas...

Penso que já toda a gente terá ouvido o provérbio "Não julgues o livro pela capa". Sim, este provérbio pode aplicar-se mesmo aos livros enquanto fonte de entretenimento ou esclarecimento, mas as pessoas, no fundo, também são como livros (com princípio, meio e fim, e ainda histórias e lições de vida). Aqueles que não vêm o provérbio para além dos elementos directos a que se refere (os livros e as capas) não compreenderão, certamente, o seu verdadeiro significado, e a nossa sociedade estatela-se contra imensos problemas devido à desvalorização deste provérbio.

Acredito que muitos de vocês, leitores, já tenham ouvido dizer, da parte de alguém: "Aquele tem cara de boa pessoa". Eu ouço isto muitas vezes, especialmente ao almoço com a minha familia, porque se ouvem constantes "Aquele tem cara de boa pessoa", ou ainda o pejurativo "Tens mesmo cara daquilo que és...". Eu não compreendo estas reações. Mas agora (Agora? Bem, desde à muito tempo...) tiram-se conclusões acerca das pessoas através da sua cara? Isto é ridículo. Então se eu não fôr um "Full Time Smiler" tenho o quê? Um ar suspeito?

Mas esta forma de rotular as pessoas vai-se formando com o tempo, a começar, maioritariamente, na adolescência (e não enquanto criança, porque as crianças são demasiado puras e inocentes para começar logo a disparatar... vá, na maior parte dos casos). Só preciso de andar um dia com o meu grupo de amigos (mas odeio estar preso a um grupo, e por isso dou-me com muito mais pessoas fora deste) para ver como a famosa "primeira impressão" (sempre baseada na treta da aparência que rege a nossa sociedade) se sobrepõe a avaliação da pessoa de acordo com o seu caracter e personalidade. Falo, essencialmente, da forma como os rapazes falam das raparigas (e vice-versa). Passa uma rapariga gira e começam os seguintes comentários:
- Hey meu! Tu viste aquela? Que boa, moço!
- Mesmo. Aquilo "nem é bom", carago! Fogo...

Agora, passa uma rapariga com "não tão boa aparência":
- Hey, que cara. Já viste aquilo?
- Fogo, não era eu que andava com "aquilo". Que feia, meu...

E é assim que estamos. E de certeza que muitas raparigas pensam da mesma forma. Ainda neste ano lectivo (no primeiro periodo, penso...) ia a sair do colégio com os meus amigos e surge o único tema que se opõe ao futebol (tema discutido 90% do tempo): as raparigas. E surge mais ou menos esta conversa:

- Então Bruno? E gajas?
- É raparigas, não gajas! E não tenho pensado acerca do assunto...
- Ah, pronto, desculpa. Mas vê lá, se ela fôr boa, tu ataca!
- Boa, só se fôr em termos de personalidade. Não ligo ao aspecto.
- Fogo, estás a gozar, meu? Tu tens à tua frente duas gajas... pronto, raparigas. Uma é boa e outro é mesmo feia, mas esta tem uma personalidade muito melhor. Qual escolhes?
- A segunda. Para mim a parte importante é a personalidade. Não me digam que vão pela aparência?
- Claro! Achas que somos estúpidos?

Ou seja, se uma pessoa nasce com um aspecto que não agrade a ninguém, então está "feita ao bife", e não tem hipotese de agradar, a menos que use muita e boa maquilhagem ou ainda faça uma quantas operações plásticas! Por favor, isto é ridículo!


No entanto, esta estúpida avaliação não é só feita com base na cara e/ou corpo. Também se trata, muitas vezes, das posses e do materialismo. Quantas pessoas é que são julgadas pela marcada das sapatilhas, calças, t-shirts e blusões? Qualquer dia, até a marca da roupa interior conta! Caros leitores, estamos perante o extremo da adoração ás capas e não ao conteúdo. As pessoas têm possibilidades económicas divergentes, e compram aquilo que podem comprar! Esperem lá... ou será que não?
De facto, muitas pessoas compram aquilo que não podem comprar. Ou seja, endividam-se para "manter o estatudo" e mostrar que têm um grande carro, organizar manumentais mariscadas, que vão ver todos os jogos de futebol ao Estádio do Dragão sempre que estes são organizados, de forma a apoiar o clube, ou ainda que foram passar umas férias paradisíacas ao Havai ou à Jamaica. Depois das fotografias mostradas e concluído o teatro, abre-se o frigorífico e este está completamente vazio. Estes extremos são o espelho da nossa sociedade.

Assim sendo, faço aqui um enorme apelo aos leitores para nunca, mas nunca julgarem ninguém com base na sua aparência, e para nunca se ralarem com as opiniões daqueles que o fazem. Temos de ter orgulho em quem somos!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MTV: Música ou farsa?




A MTV (Music Television) é uma canal televisivo que tem como base a música. Foi fundado nos Estados Unidos da América a 1 de Agosto de 1981 e, no início, concentrava-se apenas em passar videoclipes de várias bandas e artistas de vários estilos musicais. Mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...
Com o passar dos anos, a MTV foi deixando para trás os interesses musicais. O horário para a divulgação de artistas tornou-se menor, e o mesmo aconteceu quanto ás notícias e aos documentários (actualmente quase extintos). Se ligarmos a televisão e clicarmos neste canal o mais certo é darmos de caras com o Bret Michaels a tentar encontrar o "amor da sua vida" ou com um miudo a inserir-se numa actividade "radical", passando, também, por uma transformação "radical", normalmente a fim de se tornar mais popular na escola (os mais atentos perceberam que falo do programa Made, e nem vou falar dos programas que envolvem a Paris Hilton...). Ou seja, os Reality Shows tomaram conta da MTV porque, aparentemente, é isso que nós, jovens, queremos ver. Da última vez que verifiquei, este canal chama-se "Music" Television...
Acontece também que, em termos musicais, a MTV anda a roçar o deprimente. Não há um dia em que este canal não pesse vídeos da Lady Gaga, Miley Cyrus e Kings Of Leon dezenas de vezes, exibindo a música maioritariamente plástica dos dias de hoje. Onde está a variedade? Esta parece estar na VH1 que, apesar de também ter os seus Reality Shows, passa música quase todo o dia, e música de vários estilos. Podemos estar a ver um vídeo dos Smashing Pumpkins, e, pouco depois, estar a ver um vídeo dos Jackson 5. E isto deveria atrair bem mais a atenção daqueles que gostam de música, pois dão sempre de caras com um estilo de que gostam, mas a MTV, ao que parece, continua a conquistar as massas.
Portanto, o meu conselho é: se querem ver vídeos e músicas de vários estilos, então vejam a VH1. Se querem ver reality Shows e um canal de tudo menos música, então sugiro-vos a MTV.

O que eu quero é música.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Bombista suicida

Para marcar um regresso aos meus textos de reflexão, escolhi este tema: o bombista suicida. O Homem que põe um ponto final na sua vida e na vida daqueles que se encontram em seu redor a favor de uma causa.
Feliz e, simultaneamente, infelizmente, já toda a gente ouviu falar nos bombistas suicidas. Felizmente porque, como é óbvio, o conhecimento não ocupa lugar. E infelizmente porque, se os bombistas suicidas não existissem, este conhecimento não era necessário... era inexistente! O bombista suicida mata a favor da sua "bandeira", do seu governo, do seu partido político, da sua religião, para deixar no ar uma mensagem de obdiência extrema a uma entidade controladora. Sim, porque, como todos sabemos, as organizações pelas quais os bombistas suicidas extreminam vidas, incluindo a sua, pretendem obter controlo e poder, construir um império e lançar uma nova ordem mundial, tal como fizeram figuras como Hitler e Mussolini.
Logo, esta é uma actividade de extremismos, mas que não chega a envolver a frase-chave "Ou estás comigo ou estás contra mim", pois as vitimas inocentes são apanhadas de surpresa, sem meios de defesa ou hipoteses de agir. Grita-se "Por Alá!", ouve-se uma explosão e várias dezenas de pessoas perdem a vida. E porquê? Porque alguém recebeu ordens superiores, exigindo que tal acontecesse. Para os líderes da religião muculmana, "Alá" exige que os infieis morram, mas, neste caso, toda a gente morre.
Não vos parece, caros leitores, que estamos perante um gravíssimo caso de irracionalidade e cobardia? Qual é o Homem mentalmente são que é capaz de matar para ser reconhecido e para apoiar uma causa em que acredita? A meu ver, nenhum Homem com uma mente estável é capaz de fazer isso. Um Homem que se deixa transformar numa marioneta decartável não é um Homem. É um objecto, um ser inanimado que tomou formas humanas, mas não uma consciência. E a cobardia, nestes actos, está muito bem visível. Matam-se inocentes sem avisos e ponto final. Como pode alguém agir assim? Activar uma bomba de uma forma tão cobarde é típico de um terrorista. "Mandamos um maluco fazer este trabalho, implantamos-lhe uma bomba, fugimos, e quem estiver por ali que se lixe". Ah, mas não nos podemos esquecer que quem comete estes actos recebe uma fantástica recompensa: 72 virgens no céu!
Assim sendo, abomino esta actividade porque o bem mais precioso que temos é a vida, e temos de ter respeito pela nossa vida e pela vida de todas as outras pessoas: amigos, família, vizinhos, parceiros, conhecidos e desconhecidos, independentemente das suas diferenças, ideologias e da sua natureza!
VIVA A VIDA!

sábado, 20 de março de 2010

Pedido de desculpas

Para variar, não vou fazer deste texto um "testamento" (expressão bastante aplicada por nós, jovens). Quero apenas deixar uma mensagem aos leitores...
Quero, aqui, fazer um pedido de desculpas a todos os leitores. Se se perguntam qual a razão para tal, posso-vos dizer que tenho duas razões:

- Em primeiro lugar, temos o facto de eu não ter produzido muitos textos de reflexão, coisa que gosto de fazer e traz variedade a este blog. Ultimamente, se há coisa que eu não tenho feito é variar nos meus posts, fazendo cada vez mais sugestões músicais (que gosto de fazer, isso não está em causa), ou, de vez em quando, fazendo sugestões cinematográficas. Acredito que hajam vários leitores aborrecidos por verem cada vez mais do mesmo, e não me agrada nada despertar esse tipo de sentimentos nos leitores.

- Em segundo lugar, temos a irregularidade na públicação e análise das sondagens. É preciso pensar num tema apelativo, e depois "dissecar" os resultados, coisa que ainda dá algum trabalho, e que faria com prazer se tivesse tempo para tal. Eu adoro dar voz aos leitores, mas não é facil fazê-lo quando muitos professores mandam-nos Trabalhos de Casa e novas datas de testes como se nós, alunos, não tivessemos uma vida para além da vida académica.


E aí está o grande motivo para esta balbúrdia. Testes, trabalhos de casa, trabalhos de grupo, projectos, apresentações e suas variedades e rodear-me a mim e aos meus colegas como uma alcateia de lobos esfomeados. Só falta uma semana para o fim do 2.º periodo, mas ainda temos um teste, um trabalho de grupo e um trabalho individual. E esta situação afecta tudo em redor, desde a oportunidade de sair de casa e espairecer à oportunidade de escrever neste blog. Daí não haver muita variedade nos meus posts e não haver organização sua públicação e análise de sondagens.
De qualquer das formas, peço, uma vez mais, desculpa aos leitores pelo sucedido.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Análise à 3ª sondagem

Durante as últimas duas semanas, foi feita mais uma sondagem, desta vez acerca da opinião dos leitores em relação ao desempenho do Governo português.
Haviam quatro opções simples: "Sim", "Não", "A política não me interessa..." e ainda "O que é um Governo?". Recordo aos leitores que, ao contrário da sondagem anterior, podiam apenas escolher uma das opções.

Analizando agora a sondagem: É bom ver que todos sabem o que um governo é (caso contrário não poderia haver consciência política), mas também é triste ver que ninguém está contente com o nosso Governo, e com razão. Será que o Governo não vê o descontentamento que causa? Mais pertinente será perguntar: Será que quer saber da opinião do "Zé Povinho"? Dos 17 votos realizados por vocês, estimados leitores, nove foram atribuidos à opção "Não", mas o "Não" de vários leitores foi seguido de muito perto do "A política não me interessa..." de outros tantos, que arrecadou oito votos. Não sei que conclusão devo tirar disto, tirando a óbvia conclusão da presente batalha no povo "Descontentamento VS. Falta de interesse". Quero com isto transmitir a todos os que lerem este post que a política é mesmo muito importante para a nossa politicamente decadente nação, pois assim é que não vamos mesmo a lado nenhum. É como não votar: se não votamos, não nos podemos queixar mais tarde. É o nosso país, as nossas vidas e a nossa liberdade que estão em jogo. Querem perder isso?


Quero agradecer, desde já, a todos os leitores que se interessaram e votaram nesta sondagem, e conto com a vossa voz nas próximas sondagens.

sábado, 23 de janeiro de 2010

The Story Of Stuff

Talvez seja tempo de dar algum descanso aos sempre presentes posts musicais e dar-vos a conhecer uma importante questão. Trata-se do consumismo.
Este vídeo é muito esclarecedor e abre os olhos de todos aqueles que o virem.
Apelo a todos vocês, leitores, que dêm atenção a este incrivelmente simples mas bem concebido vídeo e, especialmente, à sua mensagem:


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Natal

O natal é uma época muito celebrada em todo o mundo. É vista como uma época de união, paz e amor.
Mas o que é realmente celebrado no natal? Celebra-se a suposta data de nascimento de Jusus Cristo, ainda que esta não seja concreta. Esta é uma celebração entre os cristãos.
Porém, há muita coisa de que não gosto no natal. Neste post denuncio o que está errado no natal e o que a nossa sociedade lhe fez. Não é um meio para descarregar raiva, descontentamento e protestos, mas sim para chamar à atenção aqueles que acham que está tudo bem e que esta época é "sagrada", em vários sentidos.

Em primeiro lugar, gostava de saber porque é que as outras religiões do mundo não têm direito à atenção recebida pelo natal. Eu sou ateu (ou pelo menos tenho as ideologias e valores de um, ainda que seja baptizado e tenha a primeira comunhão) mas acredito na igualdade de direitos. E não consigo compreender a razão pela qual os judeus, os muçulmanos, os budistas e muitos outros seres humanos com outras religiões não têm o mesmo mediatismo.

Em segundo lugar, gostaria de vos falar acerca do implacável marketing por detrás de tudo isto. O facto é que as empresas "devoram" os consumidores e, principalmente, as suas carteiras. Aproveitam-se da generosidade dos consumidores. E, como se sabe, as crianças são o alvo mais atacado. É que uma criança tem o incrivel poder de influência sobre o comportamento dos pais (no bom e/ou no mau sentido). Qual é o pai que não fica envergonhado quando o seu filho berra no hipermercado "Papá, eu quero o boneco"? Apontar o dedo (acção designada como "feia") descaradamente a outra criança que passe por perto e dizer "Olha aquele menino que não chora. Olha que vergonha! Vês o menino? Ele não chora como tu" nunca resolve nada. Para mim, esta até é uma acção incrivelmente vergonhosa de se fazer. Uma criança não tem o direito de chorar? Tem, mas a visão da sociedade sobre o pai (que fique esclarecido que por "pai" estou a referir-me tanto a um pai como a uma mãe) parece falar mais alto.
A publicidade apressa-se na propaganda de vários brinquedos típicos para as crianças. É que quanto mais cedo, melhor, e se fôr necessário começar em Outubro, começa-se. O que é necessário é captar a atenção da criança e, imediata e magneticamente, capturar a carteira dos pais.
Outra coisa que eu odeio no marketing natalício é a famosa figura conhecida por "Pai Natal". Segundo a lenda, existiu, à muitos anos, um homem que, numa aldeia, deixou vários presentes ás crianças no natal. Desde então, o Pai Natal foi adaptado pela sociedade como uma figura comercial. Como indica na wikipedia: "Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Alguns cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Outros críticos sentem que Papai Noel é uma mentira elaborada e que é eticamente incorreto que os pais ensinem os filhos a crer em sua existência. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais. Outros apontam a tradição de Noel como um bom exemplo de como as crianças podem aprender que podem ser deliberadamente enganadas pelos mais velhos, o que ajudaria a ensiná-las a ser cuidadosas em aceitar qualquer outra superstição ou crença infundada". Penso que esta informação da wikipedia diz tudo o que há a dizer acerca do Pai Natal, e concordo com aqueles que estão contra esta figura de marketing.

Em terceiro e ultimo lugar, gostava de referir a óbvia pretenciosidade religiosa das cantigas de natal. Recentemente, deparei-me com uma famosa música de natal chamada "Joy To The World" e senti-me revoltado com as letras da música. Aqui vão elas:

Joy to the world! the Lord has come;
Let earth receive her King;
Let every heart prepare him room,
And heaven and nature sing,
And heaven and nature sing,
And heaven, and heaven, and nature sing.

Joy to the Earth! the Saviour reigns;
Let men their songs employ;
While fields and floods, rocks, hills, and plains
Repeat the sounding joy,
Repeat the sounding joy,
Repeat, repeat the sounding joy.

No more let sins and sorrows grow,
Nor thorns infest the ground;
He comes to make His blessings flow
Far as the curse is found,
Far as the curse is found,
Far as, far as, the curse is found.

He rules the world with truth and grace,
And makes the nations prove
The glories of His righteousness,
And wonders of His love,
And wonders of His love,
And wonders, wonders, of His love.

Estas letras deviam ver banidas visto que contêm uma revoltante mensagem ditatorial em partes como "Let earth receive her King".



No entanto, gostaria de referir um ponto positivo no meio de toda esta miséria, e que se trata da solidariedade. Campanhas não faltam, mas é necessário saber quais valem a pena apoiar. Ainda assim, gosto muito do esforço de muitos para fazer deste mundo um mundo melhor. Será necessário lembrar as pessoas que enquanto estas estão nas suas luxuosas casas a comer e a beber até o depósito rebentar, outros estão sozinhos, nas ruas, sem familia nem amigos, a mendigar e a respirar não um espirito de amor mas sim de solidão? E lembrem-se que a época de solidariedade é todos os anos, 24 horas por dia, e não apenas numa época "diferente", na qual contribuir equivale a "ficar bem na fotografia".

Pessoalmente, nunca verei o natal como uma celebração religiosa, mas sim como uma época de união, paz e amor. Uma época na qual se reunem os amigos e a familia. E dentro dos termos da união, da paz e do amor, o natal é quando um Homem quiser.

Bom Natal!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Reflexão acerca do "Guitar Hero" e do "Air Guitar"

A guitarra... ah, a guitarra... um instrumento músical tão mágico (tal como muitos outros) e que tantas experiências proporcionou ao mundo e aos amantes da música. Um instrumento que criou tantas memórias, estrelas, momentos agradáveis e, simultaniamente, históricos...
A guitarra e os seus diversos conteúdos estão, nos dias de hoje, a ser denegridos e escorraçados devido a imitações "baratas" e humilhantes, criadas por feras movidas a dinheiro e imitadores movidos a reputação. Estas imitações tratam-se, como indica o título deste post, do famoso "Guitar Hero" e da ascendente modalidade conhecida por "Air Guitar".
Haverá algo de guitarra nestas imitações? Se há, as parecenças são tão poucas e tão fracas que apenas conseguem dar um título ao projecto.
Neste artigo vou falar-vos do "Guitar Hero" e do "Air Guitar", a fim de vos fazer reflectir sobre estes assuntos nos quais poucos parecem pensar.
Comecemos pelo "Guitar Hero":


O "Guitar Hero" já é conhecido por todos. Toda a gente sabe de que se trata este vídeo-jogo com imensa fama entre os jovens. De facto, existem várias versões e jogos parecidos como o "Rock Band" e o mais recente "DJ Hero" (que, como o nome indica, não envolve, certamente, uma guitarra, mas sim a imitação de uma mesa de mistura). O jogo consiste em "tocar guitarra" numa guitarra de plástico com uma barra (que deveriam ser as cordas...) e cinco fret-buttons coloridos (que deveriam ser os trantes da guitarra...). O que será que tem este jogo de guitarra? Pouquíssimo. É uma imitação pura e simplíssima do verdadeiro instrumento músical.
Os jovens (até da minha idade...) mais depressa ganham gosto por este jogo do que por uma guitarra a sério, quer seja ela acústica, eléctrica, de 12 cordas, etc. E quando lhes perguntamos se sabem tocar guitarra, eles respondem sempre algo como: "Guitarra a sério, não, mas toco no Guitar Hero. E em expert!". Como disse Nick Mason, baterista dos Pink Floyd: "...se eles passassem tanto tempo a praticar guitarra quanto o que passam a aprender a pressionar os botões seriam bastante bons neste momento”. Será preciso recordar a estes miúdos que se ninguém tocar guitarra a sério, ninguém vai fazer música para eles terem no jogo? Mas temos muita gente a dizer: "O Guitar Hero é muito mais dificil que uma guitarra a sério. Tocar numa guitarra a sério é canja, mas isto não. Isto é bem mais complicado, e sinto-me muito orgulhoso por conseguir tocar em Expert, que é o nível mais dificil!".
O problema é que, para as productoras e editoras há que vender música, pois para elas, é um negócio como qualquer outro. O importante é adquirir o máximo de lucro possível. Trata-se de fabricar e vender. E a música (bem como a pintura, o teatro e tantas outras artes) deveria ter objectivos mais prioritários em relação ás vendas e ao lucro. Deveria tratar-se de amor à arte, e não amor ao dinheiro. Mas estas ideologias aplicam-se cada vez menos à nossa sociedade de consumo...
Porém, o "Guitar Hero" e os jogos que seguem a mesma "onda" têm algo de bom. Uma coisa que me deixa menos revoltado contra este jogo. E trata-se da divulgação de várias bandas, músicas e até correntes músicais. E isso aprofunda os conhecimentos músicais de vários indivíduos, dos jogadores. Porém, devo lembrar que as bandas incluídas neste jogo têm, normalmente, direito a apenas uma música no jogo. E é aqui que entra estupidez de muitos que, se lhes perguntar-mos se conhecem os Dragonforce, respondem desta forma: "Ah, sim, conheço a Through The Fire And Flames. É mesmo muito dificil de tocar no Guitar Hero...". Mas não conhecem mais nenhuma música da banda. A partir daí, são necessárias pesquizas para aprofundar os conhecimentos acerca da banda.
No entanto, devo admitir que já fui jogador de "Guitar Hero". Conheci várias bandas, artistas e músicas desta forma. Ou melhor, uma pequena parte das que conheço actualmente. Os meus conhecimentos devem-se ao meu interesse por esta arte, à pesquiza própria e, até, a recomendações de amigos e familiares. Porém, devo também avisar que o meu interesse no "Guitar Hero" acabou quando o meu pai me viu jogar este jogo e disse: "Olha, tu não gostavas de tocar guitarra a sério?". Coloquei o jogo na pausa e disse: "Adorava. Preferia-o mil vezes a isto". A razão que me levou a não ter considerado comprar e a aprender a tocar guitarra antes de adquirir o "Guitar Hero" era o facto de, de certa forma, ter desperdiçado a opurtunidade que tive quando tive aulas de piano durante 6 anos. Sentia que não me iam dar outra opurtunidade. Mas deram-ma. Coloquei o jogo de lado imediatamente e fui juntando dinheiro até ter o suficiênte para comprar a guitarra eléctrica que tenho agora e o amplificador (não muito tempo depois, ainda tive a sorte de ser presenteado com uma guitarra acústica...). Foi uma questão de escolha. E eu fiz a minha.



Quanto ao "Air Guitar", estamos perante outra enorme vergonha no legado deixado pela guitarra e pelos verdadeiros guitarristas. E esta vergonha até tem direito a um campeonato Mundial. E filme!
Antes de mais, vejam este vídeo:





E agora, o trailer do tal filme:




Como pode algo assim não ser ridículo? Não pode. Não há qualquer guitarra ali, a menos que seja invisivel (ou, como indica o nome, feita de ar). No Campeonato do Mundo de Air Guitar já foi oferecido, da parte de Brian May, guitarrista dos Queen, um amplificador como prémio. Mas qual é a razão para uma lenda do Rock se envolver em algo assim? Só se a resposta fôr mesmo... reputação!
Até o Gato Fedorento já fez um sketch acerca desta modalidade. Vejam:






A conclusão a que chego após escrever este artigo é muito simples: Se conseguia viver sem o "Guitar Hero" e o "Air Guitar"? Conseguia. Mas não conseguia viver sem a guitarra.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Gripe A - A verdade

Toda a gente tem andado alarmada com este assunto, que se transformou cada vez mais em tema de conversa habitual, mas a grande questão é: existem razões para estarmos tão alarmados?
Ora, após uma conversa com um certo professor de história ainda ontem, pude chegar a uma fácil conclusão.
Esse professor contou aos alunos na sala de aula que o filho esteve com gripe A, e por isso teve de faltar ás aulas para cuidar do filho. Após confirmada a doença, o rapaz foi devidamente tratado, como todos somos (ou deveriamos ser) quando estamos com gripe (seja ela qual fôr). E agora vem a grande revelação: Sabem qual foi a temperatura máxima de febre do rapaz? Pois então aqui vai a resposta: 37,2.
É ridicula a histeria provocada pelas pessoas quando se fala em Gripe A, pois não é mais que uma gripe sasonal. A única diferênça desta gripe para uma gripe comum é que é de mais fácil contágio e é necessário ficar mais tempo de cama. A Gripe A é, apenas, uma boa forma de vender vacinas. Uma boa desculpa para isso.
E agora vocês perguntam: e então aquele miudo que morreu devido a esta doença, e que nem foi devidamente atendido? A resposta é muito simples: uma gripe normal pode matar. E isto acontece se o nosso sistema imunitário não tiver as defesas necessárias para combater a doença, ou se o doente em questão não receber o tratamento necessário. Neste caso, o rapaz podia ter ambos os problemas.
A conclusão a que se chega, caros leitores, é muito simples: esta é uma gripe como todas as outras, e existem tantas razões para histeria como para qualquer outra gripe.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Rapaz Do Pijama Ás Riscas

Mais um filme, entre os vários já existentes, que tem como época a 2ª Guerra Mundial.
Vi este filme muito recentemente, e devo dizer que é um óptimo filme, diferente de tudo o que já vi antes. Baseado numa obra de John Boyne com o mesmo nome, este filme é chocante, impressionante, incrivelmente belo e capaz de nos prender de uma forma inexplicável. E tem um final que poderá pôr muito boa gente a chorar baba e ranho.
Fica aqui o trailer deste filme:

sábado, 24 de outubro de 2009

Nine Inch Nails - Closer

Uma música polémica, principalmente devido ao facto de as letras serem tão explicitas.
Se considera este tema um tema "tabu", se acha que os seus filhos ou crianças não podem ouvir isto, o melhor será tapar-lhes os ouvidos, isto se essas crianças compreenderem o significado da letra, bem como a língua. Caso se sinta à vontade com a música e as suas letras, então deixe que a sua mente continue aberta a estes temas e disfrute da música.
Devo avisar aqueles que ficam chocados com tudo e com nada daquilo que vêm que o primeiro vídeo, o vídeo oficial, pode, de facto, chocar-vos. Também não concordo com a cena em que aparece aquele símio na situação em que está, mas não vou tapar os olhos, nem os meus nem os de ninguém, por causa disso.
Fica aqui, então, o vídeo oficial de "Closer":





Fica aqui, também, uma versão ao vivo, tocada no Woodstock de 1994:

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Maitê Proença ridiculariza Portugal

O video oficial:




E a noticia na televisão portuguesa:





Estes comentários ignorantes da parte de Maitê Proença deixam, e com razão, os portugueses indignados. E como se não bastasse, deixam uma má imagem para os brasileiros, que certamente não devem também ter ficado satisfeitos com os comentários desta atriz.
É, claramente, uma enorme falta de respeito pelos portugueses e pelo património nacional.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

De regresso.

Após quase duas semanas ausente, finalmente voltei a casa, para junto das tecnologias que uso.
Estas férias foram passadas em Benidorm, local onde já tinha estado, mas há uns dez anos atrás, e por isso as recordações desses tempos "longínquos" são muito poucas.
A viagem de carro foi aborrecidicima. Foram mais de doze horas enfiado num carro com pouco espaço para o mais pequeno movimento.
Mas o hotel surpreendeu-me, muito pela positiva. De facto, este foi o melhor hotel em que fiquei nos ultimos anos. Actividades e animação constantes todos os dias, um ambiente descontraído, piscina e comida excepcionalmente bem preparada. Claro que nada é perfeito, e o hotel também tem as suas falhas. Falo mais precisamente do quarto de hotel, que não era propriamente espaçoso, mas servia para o essencial. Mas o que era pior (disto o hotel já não tem culpa) eram algumas crianças irritantes que quebravam, danificavam e destruiam aquilo que lhe aparecesse à frente, e os pais não lhes davam qualquer educação, preferindo ter o traseiro bem sentado nas cadeiras.
Cheguei mesmo a assistir a um episódio bizarro, em que duas pessoas estavam a jogar bilhar tranquilamente no hotel, e de repente entra um rapaz com cerca de cinco anos, dirigindo-se rapidamente à mesa de bilhar, acompanhado por um miudo um pouco mais velho. O mais novo começou a agir como um louco, retirando todas as bolas de bilhar dos lugares onde estavam e inserindo-as nos buracos, para indignação das poucas pessoas que estavam a ver. O rapaz mais velho começou a agarrá-lo para o tirar dali, mas sem sucesso, e as duas pessoas que estavam a jogar bilhar foram chamar uma funcionária do hotel. Assim que o mais velho os viu sair, aliou-se ao mais novo e começou ele também a meter bolas nos buracos e a pegar nelas, já quase pronto para deixar o local com as bolas na mão. Porém a funcionária e as duas pessoas voltaram depressa e o rapaz só teve tempo de colocar as bolas de novo na mesa, como se não tivesse feito nada. E onde estavam os pais? Mais uma vez, estavam descontraidamente sentados numa cadeira a rir dos mais variados assuntos que, tendo em conta as suas atituides, deviam ser bem parvos. O futebol e o já muito falado em Espanha, Ronaldo, devem ter sido os tipicos pontos de conversa para alguém que mal levanta o traseiro de uma cadeira ou de um sofá. Ah, e claro que comida deve ter sido outro bom tópico.
Ainda outro episódio se sucedeu com essa mesma criança, nessa mesma noite, quando o artista que iria actuar nessa noite pediu à criança para se voluntariar para um truque de equilibrismo. O miudo avançou imediatamente, erguendo os braços bem alto, ainda que ele fosse bem pequeno, para que todos olhassem para ele. Acabado o numero, o publico bateu palmas e o pai, qual paparazzo, dirigiu-se rapidamente para a frente, tapando a vista a algumas pessoas para tirar fotografias ao "filho prodígio".
Mas, para além de todo este espalhafato, posso dizer que foram umas óptimas férias. A água era quente, como se quer, apesar do perigo de se ser picado por uma medusa (a minha irmã foi, mas nada de grave se deu), e o ambiente à noite era bastante parecido com o ambiente que vemos no Algarve (para muitos, começa a transformar-se no "Allgarve").
Umas boas férias, portanto, estas que passei, e agora é hora de voltar aos estudos e à minha guitarra.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Solidariedade comercial - Utilidade e intenção

A solidadiedade é algo praticado por pessoas que se preocupam com outras que se encontram com graves problemas, em vários níveis. Ora artistas e celebridades dedicam-se, por vezes, a esta "terefa". Tarefa porque, para não ficarem mal aos olhos do mundo, contribuem sempre de alguma forma e participam, uns mais do que outros, em campanhas de solidariedade.
As pessoas, ou "povo", se lhes quiserem chamar assim, ficam encantadas com estes actos humanitários, os quais se tivessem iniciativa por parte do cidadão comum, ninguém prestaria atenção.
Temos dois pontos de vista diferentes sobre este tema. A utilidade e a intenção.
Qual é a utilidade destes actos? As pessoas que precisam de ajuda são realmente ajudadas. Recebem um contributo por parte daqueles que se preocupam, ou dão isso a parecer.
Muita ou pouca ajuda, dizem muitos que aquilo que conta é a intenção. Podem haver pessoas com pouco para dar mas dão de qualquer forma, e isso é, na minha óptica, um acto nobre. Mas também existem aqueles que ajudam para dar nas vistas. Para conseguir algo através disso. Na solidariedade não é suposto haverem trocas. Contribuímos para uma boa causa porque queremos, achamos que está certo, e não esperamos aquela óptica do "olho por olho". Já dizia Mahatma Ghandi: "Olho por olho e o mundo acabará cego".
O que acontece é que muitas celebridades participam em campanhas de solidariedade para vender discos, filmes e outras obras de arte. Essa é a intenção, ou é, pelo menos, por vezes.
Então, assim sendo, o que será mais importante, a utilidade ou a intenção?
Deixo aqui a questão para vocês pensarem...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

Arte e mercado

A arte e o mercado andam muito de mãos dadas nos dias que correm. De facto, a única época de que me recordo (não porque a vivi mas sim porque já foi matéria das aulas de história) na qual era feita arte sem pretensões económicas é a era do Homem das Cavernas. Tínhamos as pinturas rupestres e ninguém pagava para as ver, como num museu.
De hoje em dia, é muito raro encontrarmos arte feita apenas para ser apreciada. O novo objectivo dos artistas é vender a sua arte. Ganhar dinheiro com aquilo que fazem, ainda que talvez não gostem daquilo que fazem ou que não seja "artisticamente superior". Mas é óbvio que cada pessoa é que sabe aquilo que para si é arte.
Não acho que vender arte seja errado, até porque muitas pessoas, ás quais chamamos artistas, fazem da arte a sua profissão e principalmente, a sua vida. O que eu acho que é realmente errado é termos "artistas" a fazer arte sem paixão nenhuma naquilo que fazem, e sem quererem sequer fazer arte com qualidade, desde que aquilo que fazem lhes garanta uma conta bancária bem recheada. Mas estes artistas acabaram sempre por ter apoio, de uma forma ou de outra. Mas não vão ter o meu apoio, de certeza.