Debaixo de água, no rio profundo
A lógica da mente perde-se
Na génese, a vida extingue-se
E a alma despede-se do mundo
O líquido berço da vida
É, agora, paradoxo mortal
Devora, inconsciente animal
A entrada é a saída
As mãos acima estendidas
Não salvaram alma alguma
E a notícia espalhou-se em suma
Com histórias mal esclarecidas
E diz a mãe, no seu choro:
"Agora estás num mar de rosas"
Esperanças e imaginações famosas
E o tributo é prestado em coro
P.S: Este poema é dedicado a um grande amigo meu de infância, Hugo Costa, que morreu quando tinha 12 anos.
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domingo, 17 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Casa de espelhos
Bem-vinda, alma esfomeada
de si própria alimentada
Serás chamado de Narciso
na residência espelhada
Refúgio da boca alheia
Retiro pessoal preciso
"Eu.. Je... Me"
Foi o ego que eu vi
Previligia-se a sobrevivência
no instinto que eu li
Nunca a visão é feia
neste antro de demência
"Demente, eu?
Cada um sabe de si
Alma desiludida
aqui não se encontrará
Amo o que é meu
E o que amei compreendi
Se eu não me importar com a minha vida
Quem se importará?"
P.S: Este poema é acerca do narcisismo.
de si própria alimentada
Serás chamado de Narciso
na residência espelhada
Refúgio da boca alheia
Retiro pessoal preciso
"Eu.. Je... Me"
Foi o ego que eu vi
Previligia-se a sobrevivência
no instinto que eu li
Nunca a visão é feia
neste antro de demência
"Demente, eu?
Cada um sabe de si
Alma desiludida
aqui não se encontrará
Amo o que é meu
E o que amei compreendi
Se eu não me importar com a minha vida
Quem se importará?"
P.S: Este poema é acerca do narcisismo.
Tão longe mas tão perto
Dias de ferro presentes no passado
que se extinguem no horizonte do tempo
O casulo de momentos na memória criado
não se vai com a força do vento.
Parece normal, neste escasso limite
tão pequeno mas satisfeito
haver tão voraz apetite
por fazer o que já foi feito
Saudade, é essa a expressão!
Pessoalmente, por Ser feminino
Seguiu para Sul do vermelhão
Comunica pela rede da virtual comunicação
E aquela falha ali?
Mas não existem falhas mais graves?
A ausência do meio-tom após o Si
Inexistência de asas nas aves
P.S: Este poema é acerca de uma amiga que foi viver para longe. Este poema é para ti, Tânia!
que se extinguem no horizonte do tempo
O casulo de momentos na memória criado
não se vai com a força do vento.
Parece normal, neste escasso limite
tão pequeno mas satisfeito
haver tão voraz apetite
por fazer o que já foi feito
Saudade, é essa a expressão!
Pessoalmente, por Ser feminino
Seguiu para Sul do vermelhão
Comunica pela rede da virtual comunicação
E aquela falha ali?
Mas não existem falhas mais graves?
A ausência do meio-tom após o Si
Inexistência de asas nas aves
P.S: Este poema é acerca de uma amiga que foi viver para longe. Este poema é para ti, Tânia!
Poesia
Sim, vou passar a publicar poesia, e todos os poemas serão da minha autoria. Mais uma arte pela qual me posso exprimir...
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