Olá pessoal, estou de regresso de Londres! Sim, essa cidade-maravilha que mais parece a capital do mundo de tudo e mais alguma coisa. Passei 5 dias em Londres, apenas para desejar ficar lá a tempo inteiro.
No primeiro dia, na partida para Londres, a ansiedade era imensa, até porque nunca tinha andado de avião. Eu e os três amigos com quem viajei encontramo-nos no aeroporto de manhã, fizemos o Check-In, despedimo-nos das nossas famílias e esperamos por um avião que chegou atrasado. Entre nós os quatro, apenas dois haviam viajado de avião e não gostavam, logo as expectativas eram fracas, mas a sensação de levantar voo e sentir que estamos a deixar o nosso corpo para trás, a sensação de ver as nuvens e o mar lá em baixo e apercebermo-nos de como este planeta é incrível, a sensação de aterrar e sabermos que estamos num novo lugar... são sensações fantásticas, logo, adorei voar.
Para chegarmos a Londres, ainda tivemos de apanhar um comboio, e quando lá chegamos, tivemos de chamar um táxi para irmos para o hotel. Fizemos o Check-In, vimos os quartos (pequenos, mas serviam muito bem para o essencial) e compramos os bilhetes para o Madame Tussauds, ou seja, um enorme museu de cera que visitaríamos no dia seguinte. Almoçamos e fizemos algumas visitas de seguida. Usamos SEMPRE o metro para nos deslocarmos (que abuso!) e nessa primeira tarde visitamos o estádio do Arsenal e o estádio do Chelsea (ao qual o pessoal voltaria noutro dia para uma visita guiada, episódio que contarei mais à frente). Neste último estádio ainda encontramos um senhor muito simpático e discutimos a entrada de André Villas-Boas no Chelsea, o que foi muito interessante. Para finalizar o primeiro dia, andamos no famoso London Eye, uma roda giratória com compartimentos de onde as pessoas podem ver toda a cidade. A vista é impressionante! Jantamos no MacDonalds, que ficava logo ao lado, e seguimos para os quartos de hotel, até porque, todos os dias, tínhamos de acordar ás 7 da manhã (ABUSO!).
Acordamos, de facto, no dia seguinte ás 7 da manhã a ressacar do cansaço físico do dia anterior (sensação que se repetiria todos os dias), e fomos tomar o chamado "pequeno-almoço inglês" que consistia, entre outros ingredientes, em Bacon, salsichas, pão-de-forma aquecido e feijões. Eu admito que me enchia até dizer "chega" no pequeno-almoço, pois assim não sentiria necessidade de almoçar, poupando dinheiro, e foi o que fiz, e não me sentia mal. Seguimos então para o Madame Tussauds, onde vimos figuras de cera de várias áreas: celebridades, desportistas, músicos, actores, personagens cinemáticas, líderes mundiais, e ainda estivemos em mais duas atracções, sendo a primeira um corredor assustador com várias figuras que mais pareciam psicopatas e a segunda um viagem com pequenos táxis que nos mostrava a evolução da Inglaterra aos longo da história. Apanhamos então o metro uma vez mais e fomos para o estádio de Wembley para uma visita guiada... bem, pelo menos era isso que queríamos. Acontece que as visitas estavam anuladas porque os Take That iam dar um concerto no estádio. Filhos da P***! Foi realmente pena, porque era o único estádio que eu queria ver. Então o grupo decidiu fazer uma visita guiada ao estádio do Chelsea, e voltamos para lá. Eu não estava disposto a pagar 13 libras para ver algo que não queria, por isso, perguntamos quanto tempo durava a visita, e eu disse "Ok pessoal, escontramo-nos aqui mesmo daqui a uma hora, vou passear". E assim fiz, felizmente. A verdade é que, à saída da estação de metro que ficava perto de Stamford Bridge, havia uma loja chamada "HMV", que é uma espécie de Fnac britânica, e fui lá procurar alguns álbuns. Acabei por usar as 13 libras que não gastei para a visita guiada para comprar o álbum "Maggot Brain", dos Funkadelic, por 10 libras, e "Room Full Of Mirrors", uma biografia de Jimi Hendrix, por 3 libras. Isto sim, foi dinheiro muitíssimo bem gasto! Chegamos também a ver Earl's Court (êxtase). Ainda houve tempo para ir ao Hard Rock londrino, que me deixou algo desiludido. Estava dividido em duas partes: o restaurante e a loja. A loja tinha pouca coisa apelativa, apenas algumas guitarras e uma enorme placa "touch" onde passavam várias imagens de guitarras, baterias, baixos, roupas e outros e, com dois cliques, a imagem aumentava e haviam informações interessantes sobre essa imagem. No restaurante estivemos apenas uns dois minutos, e vi guitarras do Eric Clapton e Pete Townshend, bem como baterias do John Bonham e do Mitch Mitchell, e até roupa do Jimi Hendrix. Só foi pena termos passado lá tão pouco tempo. E nesse dia não fizemos mais, apenas fomos jantar à Pizza Hut, na praça de Picaddily.
No terceiro dia, fomos aos armazéns Harrods, que vendiam todo o tipo de bens... mas com preços que faziam o queixo de qualquer um cair. Haviam, por exemplo, casacos de 2.600 libras... que roubo! Seguimos para a Abadia, onde um certo casamento real inglês se deu recentemente (recordam-se?) e devo dizer que, em termos arquitectónicos, a Abadia era impressionante! Seguimos para o St. James Park, almoçamos, e vimos o palácio de Buckingham, combinando voltar lá na manhã seguinte para vermos a troca da guarda, um processo que incluí um desfile da guarda nas ruas e uma espécie de concerto de música clássica à entrada do palácio. Depois fomos à Denmark Street, uma rua cheia de lojas de instrumentos musicais. Até havia uma de guitarras vintage, que tinha uma Martin de 1956! Ainda pude experimentar uma cópia barata de uma Gibson ES-335... Vimos a Tower Bridge de seguida e a Catedral de S. Paulo. Jantamos no MacDonalds de novo e voltamos ao hotel.
No quarto dia fomos a Convent Garden, onde vimos o mercado local e a Royal Opera House, e depois vimos a troca da guarda. E então decidimos fazer algo que não estava no plano: ir a Wimbledon! Entramos no recinto e vimos Novak Djokovic a treinar publicamente, a vitória de Petra Kvitova sobre Maria Sharapova e ainda um jogo de pares masculinos. Foi uma agradável surpresa. Seguimos para o Royal Albert Hall (êxtase again), e depois de jantarmos fomos comprar lembranças para os amigos e família.
O quinto e último dia só foi passado em Londres durante a manhã, pois tínhamos um táxi, um comboio e um avião para apanhar. Vimos o museu britânico gratuitamente e fizemos o check-out do hotel. Apanhamos o táxi, o comboio e chegamos ao aeroporto. Quando as mochilas passavam no scanner, detectaram algo suspeito na minha, o que me deixou preocupado. Afinal, era só um globo engraçado com a figura do Tower Bridge lá dentro que tinha líquido, e os líquidos não são permitidos dentro do avião. É realmente pena, era um presente para uma amiga e tinha a certeza que ela ia adorar, mas comprei outra coisa no aeroporto. Depois disso, esperamos um pouco e lá entramos no avião e fizemos a viagem de regresso.
A sensação de voltar a casa é boa, já tinha saudades de muita gente, mas se pudesse, ficaria em Londres... para viver. Espero fazê-lo um dia. Mas fiquei a conhecer uma cidade ENORME, sem dúvida, a melhor que já conheci, algo de que já estava à espera.
See you later London!
Ah, como já devem ter reparado, este é o 300.º post deste blog... um marco!
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
LONDON! LONDON! LONDON!

Ainda não acredito, depois de meses a pensar nisto, mas vou mesmo a Londres ("só" o sítio onde quero construir a minha carreira musical)! Vou estar lá entre amanhã e domingo, vou visitar montes de monumentos, e ainda vou ver se passo em lojas de instrumentos musicais. Eu e mais 3 amigos, para colocar isto em inglês: AWESOME!
Sinceramente, acho que quando lá chegar, não vou querer sair. Ainda vou ver se arranjo uma maneira de lá ficar a tempo inteiro. Mas aproveito para dizer que podem contar com artigos e posts novos só a partir de dia 3 de Julho, porque entretanto, vou cumprir um sonho.
Bye-bye.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
R.I.P. John Lennon e Dimebag Darrell


Duas grandes figuras da música morreram neste dia: John Lennon, irreverente figura de proa dos Beatles e activista pela paz mundial (morreu à 30 anos); e Dimebag Darrell, incontornavel guitarrista dos Pantera que influenciou uma multidão de guitarristas de Metal (morreu à 6 anos). Em termos músicais, não têm nada que ver um com o outro. Mas para além de partilharem o dia das suas mortes, partilham a forma como morreram: assassinados a tiro por um fã. Enquanto que John Lennon foi assassinado na rua, Dimebag foi morto em pleno concerto!
Como forma de tributo deixo aqui uma canção de cada músico.
"Imagine", de John Lennon:
E "Cowboys From Hell", dos Pantera, banda de Dimebag:
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
União Europeia (retrato de família)
domingo, 12 de setembro de 2010
Estou de vooooolta...
Pois é, leitores, cheguei a casa pronto para prosseguir com a actividade neste blog. As férias foram passadas em Salou... ou melhor, a maior parte delas, foram passadas lá, porque passei os últimos três dias em Terragona, por motivos não desejados... mas isso é outra conversa que será o tópico do próximo post, como explico no final deste mesmo.
A viagem até ao destino durou cerca de 11 cansativas horas, passadas a ouvir álbuns no rádio do carro e a ler revistas de música. Chegados ao hotel, instalamo-nos, deixamos lá as malas e fomos directos para a piscina. De facto, as minhas férias são quase sempre isto: Piscina e praia. Mas, pelo menos, tira-se sempre um ou dois dias para ir dar um passeio... e fiz precisamente isso com a minha família, pelo menos, por duas vezes.
No primeiro passeio fomos visitar Tarragona, que podemos considerar uma "cidade vizinha" de Salou. É uma cidade muito bonita, com uma vista para o mar espectacular e bom ambiente. Iamos nós a passear nas ruas da cidade quando dou de caras com um "oasis pessoal": uma loja de música cheia de raridades que nem na fnac se encontram chamada "Shiva Music". Aquilo era incrivel: paredes psicadélicas, vinis "aos pacotes", bootlegs raros dos Led Zeppelin a 30 euros... fiquei como uma criança numa loja de doces. Parecia que me ia perder ali a qualquer momento: não sabia para que lado me havia de virar. O meu pai prometeu dar-me um álbum se não fosse muito caro e aquele era o sítio idial para procurar. Acontece que trouxe não um, nem dois, mas sim três álbuns que não encontrava mesmo na fnac: "Machine Head", dos Deep Purple, "Wheels Of Fire", dos Cream, e "Who's Next", dos The Who. De seguida ainda fomos visitar um castelo da época dos romanos e caminhos quilómetros pela zona (estava todo partido quando voltamos ao carro).
O segundo passeio deu-se na mítica cidade de Barcelona. Vimos Camp Nou (ainda que apenas por fora, e por fora aquilo é feio até dizer chega), a sagrada família (o edifício é lindíssimo, só é pena, na minha opinião, estar associado à religião) e ainda passeamos numa rua enorme na qual se via todo o tipo de culturas (aquilo parecia a praça Piccadilly): góticos, rastafaris, skaters, gunas, metaleiros, emos, pessoal cheio de piercings, indianos, chineses, ingleses... enfim, havia de tudo. Grupos de dança, homens a fazer de estatuas... espectacular.
Salou também se revelou uma cidade muito fixe. De destacar uma grande praça na cidade que, no final, tinha um repuxo grande e colorido, e à noite dava-se lá um espectáculo: a água subia, e projectavam-se imagens e vídeos na água, e o efeito era fenomenal.
Tivemos 10 dias de óptimas férias e total descontracção, mas a viagem de regresso revelou-se uma verdadeira aventura, tanto de forma positiva como negativa...
Porém, como disse no início deste post, falarei acerca deste episódio nos próximos dias, pois esta aventura merece mesmo um post à parte. Até lá, fiquem bem!
A viagem até ao destino durou cerca de 11 cansativas horas, passadas a ouvir álbuns no rádio do carro e a ler revistas de música. Chegados ao hotel, instalamo-nos, deixamos lá as malas e fomos directos para a piscina. De facto, as minhas férias são quase sempre isto: Piscina e praia. Mas, pelo menos, tira-se sempre um ou dois dias para ir dar um passeio... e fiz precisamente isso com a minha família, pelo menos, por duas vezes.
No primeiro passeio fomos visitar Tarragona, que podemos considerar uma "cidade vizinha" de Salou. É uma cidade muito bonita, com uma vista para o mar espectacular e bom ambiente. Iamos nós a passear nas ruas da cidade quando dou de caras com um "oasis pessoal": uma loja de música cheia de raridades que nem na fnac se encontram chamada "Shiva Music". Aquilo era incrivel: paredes psicadélicas, vinis "aos pacotes", bootlegs raros dos Led Zeppelin a 30 euros... fiquei como uma criança numa loja de doces. Parecia que me ia perder ali a qualquer momento: não sabia para que lado me havia de virar. O meu pai prometeu dar-me um álbum se não fosse muito caro e aquele era o sítio idial para procurar. Acontece que trouxe não um, nem dois, mas sim três álbuns que não encontrava mesmo na fnac: "Machine Head", dos Deep Purple, "Wheels Of Fire", dos Cream, e "Who's Next", dos The Who. De seguida ainda fomos visitar um castelo da época dos romanos e caminhos quilómetros pela zona (estava todo partido quando voltamos ao carro).
O segundo passeio deu-se na mítica cidade de Barcelona. Vimos Camp Nou (ainda que apenas por fora, e por fora aquilo é feio até dizer chega), a sagrada família (o edifício é lindíssimo, só é pena, na minha opinião, estar associado à religião) e ainda passeamos numa rua enorme na qual se via todo o tipo de culturas (aquilo parecia a praça Piccadilly): góticos, rastafaris, skaters, gunas, metaleiros, emos, pessoal cheio de piercings, indianos, chineses, ingleses... enfim, havia de tudo. Grupos de dança, homens a fazer de estatuas... espectacular.
Salou também se revelou uma cidade muito fixe. De destacar uma grande praça na cidade que, no final, tinha um repuxo grande e colorido, e à noite dava-se lá um espectáculo: a água subia, e projectavam-se imagens e vídeos na água, e o efeito era fenomenal.
Tivemos 10 dias de óptimas férias e total descontracção, mas a viagem de regresso revelou-se uma verdadeira aventura, tanto de forma positiva como negativa...
Porém, como disse no início deste post, falarei acerca deste episódio nos próximos dias, pois esta aventura merece mesmo um post à parte. Até lá, fiquem bem!
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
MTV: Música ou farsa?

A MTV (Music Television) é uma canal televisivo que tem como base a música. Foi fundado nos Estados Unidos da América a 1 de Agosto de 1981 e, no início, concentrava-se apenas em passar videoclipes de várias bandas e artistas de vários estilos musicais. Mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...
Com o passar dos anos, a MTV foi deixando para trás os interesses musicais. O horário para a divulgação de artistas tornou-se menor, e o mesmo aconteceu quanto ás notícias e aos documentários (actualmente quase extintos). Se ligarmos a televisão e clicarmos neste canal o mais certo é darmos de caras com o Bret Michaels a tentar encontrar o "amor da sua vida" ou com um miudo a inserir-se numa actividade "radical", passando, também, por uma transformação "radical", normalmente a fim de se tornar mais popular na escola (os mais atentos perceberam que falo do programa Made, e nem vou falar dos programas que envolvem a Paris Hilton...). Ou seja, os Reality Shows tomaram conta da MTV porque, aparentemente, é isso que nós, jovens, queremos ver. Da última vez que verifiquei, este canal chama-se "Music" Television...
Acontece também que, em termos musicais, a MTV anda a roçar o deprimente. Não há um dia em que este canal não pesse vídeos da Lady Gaga, Miley Cyrus e Kings Of Leon dezenas de vezes, exibindo a música maioritariamente plástica dos dias de hoje. Onde está a variedade? Esta parece estar na VH1 que, apesar de também ter os seus Reality Shows, passa música quase todo o dia, e música de vários estilos. Podemos estar a ver um vídeo dos Smashing Pumpkins, e, pouco depois, estar a ver um vídeo dos Jackson 5. E isto deveria atrair bem mais a atenção daqueles que gostam de música, pois dão sempre de caras com um estilo de que gostam, mas a MTV, ao que parece, continua a conquistar as massas.
Portanto, o meu conselho é: se querem ver vídeos e músicas de vários estilos, então vejam a VH1. Se querem ver reality Shows e um canal de tudo menos música, então sugiro-vos a MTV.
O que eu quero é música.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
R.I.P. Kurt Cobain e Layne Staley
Kurt Cobain (líder dos Nirvana) e Layne Staley (líder dos Alice In Chains) faleceram ambos a 5 de Abril, mas em anos diferentes: Kurt faleceu em 1994, e Layne Staley em 2002. As suas mortes foram, respectivamente, à 16 e 8 anos.
Não vou, neste post, falar de todo o legado de ambos os artistas. De uma forma breve: Kurt Cobain é considerada uma das maiores estrelas de Rock de sempre, tendo revolucionado a música com o estilo que o tornou famoso, o Grunge. Criou músicas lendárias como "Smells Like Teen Spirit" e "Come As You Are", ambas as músicas no seu maior álbum, Nevermind. Acabaria por cometer suicídio (ou assim conta a versão oficial da história) enquanto se encontrava num casulo de depressão. Layne Staley, vocalista dos Alice In Chains, é uma lenda do Grunge. Criou hinos como "Man In The Box" e "Angry Chair". Acabaria por morrer isolado e rodeado por drogas (motivo da sua morte), pesando cerca de 40 quilos quando foi encontrado sem vida.
De facto, mais do que o dia das suas mortes, Kurt Cobain e Layne Staley partilhavam vérios factos: ambos eram filhos de pais divorciados, sofreram com a ausência do pai e encontraram na heroína o motor de um fim trágico. Amigos, família e fãs choraram a morte de ambos, que deixaram para trás um legado inesquecivel.
Deixo aqui, por último, as notícias nos telejornais acerca da morte de ambos:
Desaparece o corpo, mas não o legado.
Não vou, neste post, falar de todo o legado de ambos os artistas. De uma forma breve: Kurt Cobain é considerada uma das maiores estrelas de Rock de sempre, tendo revolucionado a música com o estilo que o tornou famoso, o Grunge. Criou músicas lendárias como "Smells Like Teen Spirit" e "Come As You Are", ambas as músicas no seu maior álbum, Nevermind. Acabaria por cometer suicídio (ou assim conta a versão oficial da história) enquanto se encontrava num casulo de depressão. Layne Staley, vocalista dos Alice In Chains, é uma lenda do Grunge. Criou hinos como "Man In The Box" e "Angry Chair". Acabaria por morrer isolado e rodeado por drogas (motivo da sua morte), pesando cerca de 40 quilos quando foi encontrado sem vida.
De facto, mais do que o dia das suas mortes, Kurt Cobain e Layne Staley partilhavam vérios factos: ambos eram filhos de pais divorciados, sofreram com a ausência do pai e encontraram na heroína o motor de um fim trágico. Amigos, família e fãs choraram a morte de ambos, que deixaram para trás um legado inesquecivel.
Deixo aqui, por último, as notícias nos telejornais acerca da morte de ambos:
Desaparece o corpo, mas não o legado.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Bombista suicida
Para marcar um regresso aos meus textos de reflexão, escolhi este tema: o bombista suicida. O Homem que põe um ponto final na sua vida e na vida daqueles que se encontram em seu redor a favor de uma causa.
Feliz e, simultaneamente, infelizmente, já toda a gente ouviu falar nos bombistas suicidas. Felizmente porque, como é óbvio, o conhecimento não ocupa lugar. E infelizmente porque, se os bombistas suicidas não existissem, este conhecimento não era necessário... era inexistente! O bombista suicida mata a favor da sua "bandeira", do seu governo, do seu partido político, da sua religião, para deixar no ar uma mensagem de obdiência extrema a uma entidade controladora. Sim, porque, como todos sabemos, as organizações pelas quais os bombistas suicidas extreminam vidas, incluindo a sua, pretendem obter controlo e poder, construir um império e lançar uma nova ordem mundial, tal como fizeram figuras como Hitler e Mussolini.
Logo, esta é uma actividade de extremismos, mas que não chega a envolver a frase-chave "Ou estás comigo ou estás contra mim", pois as vitimas inocentes são apanhadas de surpresa, sem meios de defesa ou hipoteses de agir. Grita-se "Por Alá!", ouve-se uma explosão e várias dezenas de pessoas perdem a vida. E porquê? Porque alguém recebeu ordens superiores, exigindo que tal acontecesse. Para os líderes da religião muculmana, "Alá" exige que os infieis morram, mas, neste caso, toda a gente morre.
Não vos parece, caros leitores, que estamos perante um gravíssimo caso de irracionalidade e cobardia? Qual é o Homem mentalmente são que é capaz de matar para ser reconhecido e para apoiar uma causa em que acredita? A meu ver, nenhum Homem com uma mente estável é capaz de fazer isso. Um Homem que se deixa transformar numa marioneta decartável não é um Homem. É um objecto, um ser inanimado que tomou formas humanas, mas não uma consciência. E a cobardia, nestes actos, está muito bem visível. Matam-se inocentes sem avisos e ponto final. Como pode alguém agir assim? Activar uma bomba de uma forma tão cobarde é típico de um terrorista. "Mandamos um maluco fazer este trabalho, implantamos-lhe uma bomba, fugimos, e quem estiver por ali que se lixe". Ah, mas não nos podemos esquecer que quem comete estes actos recebe uma fantástica recompensa: 72 virgens no céu!
Assim sendo, abomino esta actividade porque o bem mais precioso que temos é a vida, e temos de ter respeito pela nossa vida e pela vida de todas as outras pessoas: amigos, família, vizinhos, parceiros, conhecidos e desconhecidos, independentemente das suas diferenças, ideologias e da sua natureza!
VIVA A VIDA!
Feliz e, simultaneamente, infelizmente, já toda a gente ouviu falar nos bombistas suicidas. Felizmente porque, como é óbvio, o conhecimento não ocupa lugar. E infelizmente porque, se os bombistas suicidas não existissem, este conhecimento não era necessário... era inexistente! O bombista suicida mata a favor da sua "bandeira", do seu governo, do seu partido político, da sua religião, para deixar no ar uma mensagem de obdiência extrema a uma entidade controladora. Sim, porque, como todos sabemos, as organizações pelas quais os bombistas suicidas extreminam vidas, incluindo a sua, pretendem obter controlo e poder, construir um império e lançar uma nova ordem mundial, tal como fizeram figuras como Hitler e Mussolini.
Logo, esta é uma actividade de extremismos, mas que não chega a envolver a frase-chave "Ou estás comigo ou estás contra mim", pois as vitimas inocentes são apanhadas de surpresa, sem meios de defesa ou hipoteses de agir. Grita-se "Por Alá!", ouve-se uma explosão e várias dezenas de pessoas perdem a vida. E porquê? Porque alguém recebeu ordens superiores, exigindo que tal acontecesse. Para os líderes da religião muculmana, "Alá" exige que os infieis morram, mas, neste caso, toda a gente morre.
Não vos parece, caros leitores, que estamos perante um gravíssimo caso de irracionalidade e cobardia? Qual é o Homem mentalmente são que é capaz de matar para ser reconhecido e para apoiar uma causa em que acredita? A meu ver, nenhum Homem com uma mente estável é capaz de fazer isso. Um Homem que se deixa transformar numa marioneta decartável não é um Homem. É um objecto, um ser inanimado que tomou formas humanas, mas não uma consciência. E a cobardia, nestes actos, está muito bem visível. Matam-se inocentes sem avisos e ponto final. Como pode alguém agir assim? Activar uma bomba de uma forma tão cobarde é típico de um terrorista. "Mandamos um maluco fazer este trabalho, implantamos-lhe uma bomba, fugimos, e quem estiver por ali que se lixe". Ah, mas não nos podemos esquecer que quem comete estes actos recebe uma fantástica recompensa: 72 virgens no céu!
Assim sendo, abomino esta actividade porque o bem mais precioso que temos é a vida, e temos de ter respeito pela nossa vida e pela vida de todas as outras pessoas: amigos, família, vizinhos, parceiros, conhecidos e desconhecidos, independentemente das suas diferenças, ideologias e da sua natureza!
VIVA A VIDA!
sábado, 23 de janeiro de 2010
The Story Of Stuff
Talvez seja tempo de dar algum descanso aos sempre presentes posts musicais e dar-vos a conhecer uma importante questão. Trata-se do consumismo.
Este vídeo é muito esclarecedor e abre os olhos de todos aqueles que o virem.
Apelo a todos vocês, leitores, que dêm atenção a este incrivelmente simples mas bem concebido vídeo e, especialmente, à sua mensagem:
Este vídeo é muito esclarecedor e abre os olhos de todos aqueles que o virem.
Apelo a todos vocês, leitores, que dêm atenção a este incrivelmente simples mas bem concebido vídeo e, especialmente, à sua mensagem:
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Bem-vindos a 2010... e à selva!
Visto que este mundo está uma autêntica selva, achei este tema ideal:
E aqui vai, ainda, uma versão ao vivo:
E aqui vai, ainda, uma versão ao vivo:
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
O Natal
O natal é uma época muito celebrada em todo o mundo. É vista como uma época de união, paz e amor.
Mas o que é realmente celebrado no natal? Celebra-se a suposta data de nascimento de Jusus Cristo, ainda que esta não seja concreta. Esta é uma celebração entre os cristãos.
Porém, há muita coisa de que não gosto no natal. Neste post denuncio o que está errado no natal e o que a nossa sociedade lhe fez. Não é um meio para descarregar raiva, descontentamento e protestos, mas sim para chamar à atenção aqueles que acham que está tudo bem e que esta época é "sagrada", em vários sentidos.
Em primeiro lugar, gostava de saber porque é que as outras religiões do mundo não têm direito à atenção recebida pelo natal. Eu sou ateu (ou pelo menos tenho as ideologias e valores de um, ainda que seja baptizado e tenha a primeira comunhão) mas acredito na igualdade de direitos. E não consigo compreender a razão pela qual os judeus, os muçulmanos, os budistas e muitos outros seres humanos com outras religiões não têm o mesmo mediatismo.
Em segundo lugar, gostaria de vos falar acerca do implacável marketing por detrás de tudo isto. O facto é que as empresas "devoram" os consumidores e, principalmente, as suas carteiras. Aproveitam-se da generosidade dos consumidores. E, como se sabe, as crianças são o alvo mais atacado. É que uma criança tem o incrivel poder de influência sobre o comportamento dos pais (no bom e/ou no mau sentido). Qual é o pai que não fica envergonhado quando o seu filho berra no hipermercado "Papá, eu quero o boneco"? Apontar o dedo (acção designada como "feia") descaradamente a outra criança que passe por perto e dizer "Olha aquele menino que não chora. Olha que vergonha! Vês o menino? Ele não chora como tu" nunca resolve nada. Para mim, esta até é uma acção incrivelmente vergonhosa de se fazer. Uma criança não tem o direito de chorar? Tem, mas a visão da sociedade sobre o pai (que fique esclarecido que por "pai" estou a referir-me tanto a um pai como a uma mãe) parece falar mais alto.
A publicidade apressa-se na propaganda de vários brinquedos típicos para as crianças. É que quanto mais cedo, melhor, e se fôr necessário começar em Outubro, começa-se. O que é necessário é captar a atenção da criança e, imediata e magneticamente, capturar a carteira dos pais.
Outra coisa que eu odeio no marketing natalício é a famosa figura conhecida por "Pai Natal". Segundo a lenda, existiu, à muitos anos, um homem que, numa aldeia, deixou vários presentes ás crianças no natal. Desde então, o Pai Natal foi adaptado pela sociedade como uma figura comercial. Como indica na wikipedia: "Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Alguns cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Outros críticos sentem que Papai Noel é uma mentira elaborada e que é eticamente incorreto que os pais ensinem os filhos a crer em sua existência. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais. Outros apontam a tradição de Noel como um bom exemplo de como as crianças podem aprender que podem ser deliberadamente enganadas pelos mais velhos, o que ajudaria a ensiná-las a ser cuidadosas em aceitar qualquer outra superstição ou crença infundada". Penso que esta informação da wikipedia diz tudo o que há a dizer acerca do Pai Natal, e concordo com aqueles que estão contra esta figura de marketing.
Em terceiro e ultimo lugar, gostava de referir a óbvia pretenciosidade religiosa das cantigas de natal. Recentemente, deparei-me com uma famosa música de natal chamada "Joy To The World" e senti-me revoltado com as letras da música. Aqui vão elas:
Joy to the world! the Lord has come;
Let earth receive her King;
Let every heart prepare him room,
And heaven and nature sing,
And heaven and nature sing,
And heaven, and heaven, and nature sing.
Joy to the Earth! the Saviour reigns;
Let men their songs employ;
While fields and floods, rocks, hills, and plains
Repeat the sounding joy,
Repeat the sounding joy,
Repeat, repeat the sounding joy.
No more let sins and sorrows grow,
Nor thorns infest the ground;
He comes to make His blessings flow
Far as the curse is found,
Far as the curse is found,
Far as, far as, the curse is found.
He rules the world with truth and grace,
And makes the nations prove
The glories of His righteousness,
And wonders of His love,
And wonders of His love,
And wonders, wonders, of His love.
Estas letras deviam ver banidas visto que contêm uma revoltante mensagem ditatorial em partes como "Let earth receive her King".
No entanto, gostaria de referir um ponto positivo no meio de toda esta miséria, e que se trata da solidariedade. Campanhas não faltam, mas é necessário saber quais valem a pena apoiar. Ainda assim, gosto muito do esforço de muitos para fazer deste mundo um mundo melhor. Será necessário lembrar as pessoas que enquanto estas estão nas suas luxuosas casas a comer e a beber até o depósito rebentar, outros estão sozinhos, nas ruas, sem familia nem amigos, a mendigar e a respirar não um espirito de amor mas sim de solidão? E lembrem-se que a época de solidariedade é todos os anos, 24 horas por dia, e não apenas numa época "diferente", na qual contribuir equivale a "ficar bem na fotografia".
Pessoalmente, nunca verei o natal como uma celebração religiosa, mas sim como uma época de união, paz e amor. Uma época na qual se reunem os amigos e a familia. E dentro dos termos da união, da paz e do amor, o natal é quando um Homem quiser.
Bom Natal!
Mas o que é realmente celebrado no natal? Celebra-se a suposta data de nascimento de Jusus Cristo, ainda que esta não seja concreta. Esta é uma celebração entre os cristãos.
Porém, há muita coisa de que não gosto no natal. Neste post denuncio o que está errado no natal e o que a nossa sociedade lhe fez. Não é um meio para descarregar raiva, descontentamento e protestos, mas sim para chamar à atenção aqueles que acham que está tudo bem e que esta época é "sagrada", em vários sentidos.
Em primeiro lugar, gostava de saber porque é que as outras religiões do mundo não têm direito à atenção recebida pelo natal. Eu sou ateu (ou pelo menos tenho as ideologias e valores de um, ainda que seja baptizado e tenha a primeira comunhão) mas acredito na igualdade de direitos. E não consigo compreender a razão pela qual os judeus, os muçulmanos, os budistas e muitos outros seres humanos com outras religiões não têm o mesmo mediatismo.
Em segundo lugar, gostaria de vos falar acerca do implacável marketing por detrás de tudo isto. O facto é que as empresas "devoram" os consumidores e, principalmente, as suas carteiras. Aproveitam-se da generosidade dos consumidores. E, como se sabe, as crianças são o alvo mais atacado. É que uma criança tem o incrivel poder de influência sobre o comportamento dos pais (no bom e/ou no mau sentido). Qual é o pai que não fica envergonhado quando o seu filho berra no hipermercado "Papá, eu quero o boneco"? Apontar o dedo (acção designada como "feia") descaradamente a outra criança que passe por perto e dizer "Olha aquele menino que não chora. Olha que vergonha! Vês o menino? Ele não chora como tu" nunca resolve nada. Para mim, esta até é uma acção incrivelmente vergonhosa de se fazer. Uma criança não tem o direito de chorar? Tem, mas a visão da sociedade sobre o pai (que fique esclarecido que por "pai" estou a referir-me tanto a um pai como a uma mãe) parece falar mais alto.
A publicidade apressa-se na propaganda de vários brinquedos típicos para as crianças. É que quanto mais cedo, melhor, e se fôr necessário começar em Outubro, começa-se. O que é necessário é captar a atenção da criança e, imediata e magneticamente, capturar a carteira dos pais.
Outra coisa que eu odeio no marketing natalício é a famosa figura conhecida por "Pai Natal". Segundo a lenda, existiu, à muitos anos, um homem que, numa aldeia, deixou vários presentes ás crianças no natal. Desde então, o Pai Natal foi adaptado pela sociedade como uma figura comercial. Como indica na wikipedia: "Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Alguns cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Outros críticos sentem que Papai Noel é uma mentira elaborada e que é eticamente incorreto que os pais ensinem os filhos a crer em sua existência. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais. Outros apontam a tradição de Noel como um bom exemplo de como as crianças podem aprender que podem ser deliberadamente enganadas pelos mais velhos, o que ajudaria a ensiná-las a ser cuidadosas em aceitar qualquer outra superstição ou crença infundada". Penso que esta informação da wikipedia diz tudo o que há a dizer acerca do Pai Natal, e concordo com aqueles que estão contra esta figura de marketing.
Em terceiro e ultimo lugar, gostava de referir a óbvia pretenciosidade religiosa das cantigas de natal. Recentemente, deparei-me com uma famosa música de natal chamada "Joy To The World" e senti-me revoltado com as letras da música. Aqui vão elas:
Joy to the world! the Lord has come;
Let earth receive her King;
Let every heart prepare him room,
And heaven and nature sing,
And heaven and nature sing,
And heaven, and heaven, and nature sing.
Joy to the Earth! the Saviour reigns;
Let men their songs employ;
While fields and floods, rocks, hills, and plains
Repeat the sounding joy,
Repeat the sounding joy,
Repeat, repeat the sounding joy.
No more let sins and sorrows grow,
Nor thorns infest the ground;
He comes to make His blessings flow
Far as the curse is found,
Far as the curse is found,
Far as, far as, the curse is found.
He rules the world with truth and grace,
And makes the nations prove
The glories of His righteousness,
And wonders of His love,
And wonders of His love,
And wonders, wonders, of His love.
Estas letras deviam ver banidas visto que contêm uma revoltante mensagem ditatorial em partes como "Let earth receive her King".
No entanto, gostaria de referir um ponto positivo no meio de toda esta miséria, e que se trata da solidariedade. Campanhas não faltam, mas é necessário saber quais valem a pena apoiar. Ainda assim, gosto muito do esforço de muitos para fazer deste mundo um mundo melhor. Será necessário lembrar as pessoas que enquanto estas estão nas suas luxuosas casas a comer e a beber até o depósito rebentar, outros estão sozinhos, nas ruas, sem familia nem amigos, a mendigar e a respirar não um espirito de amor mas sim de solidão? E lembrem-se que a época de solidariedade é todos os anos, 24 horas por dia, e não apenas numa época "diferente", na qual contribuir equivale a "ficar bem na fotografia".
Pessoalmente, nunca verei o natal como uma celebração religiosa, mas sim como uma época de união, paz e amor. Uma época na qual se reunem os amigos e a familia. E dentro dos termos da união, da paz e do amor, o natal é quando um Homem quiser.
Bom Natal!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Reflexão acerca do "Guitar Hero" e do "Air Guitar"
A guitarra... ah, a guitarra... um instrumento músical tão mágico (tal como muitos outros) e que tantas experiências proporcionou ao mundo e aos amantes da música. Um instrumento que criou tantas memórias, estrelas, momentos agradáveis e, simultaniamente, históricos...
A guitarra e os seus diversos conteúdos estão, nos dias de hoje, a ser denegridos e escorraçados devido a imitações "baratas" e humilhantes, criadas por feras movidas a dinheiro e imitadores movidos a reputação. Estas imitações tratam-se, como indica o título deste post, do famoso "Guitar Hero" e da ascendente modalidade conhecida por "Air Guitar".
Haverá algo de guitarra nestas imitações? Se há, as parecenças são tão poucas e tão fracas que apenas conseguem dar um título ao projecto.
Neste artigo vou falar-vos do "Guitar Hero" e do "Air Guitar", a fim de vos fazer reflectir sobre estes assuntos nos quais poucos parecem pensar.
Comecemos pelo "Guitar Hero":
O "Guitar Hero" já é conhecido por todos. Toda a gente sabe de que se trata este vídeo-jogo com imensa fama entre os jovens. De facto, existem várias versões e jogos parecidos como o "Rock Band" e o mais recente "DJ Hero" (que, como o nome indica, não envolve, certamente, uma guitarra, mas sim a imitação de uma mesa de mistura). O jogo consiste em "tocar guitarra" numa guitarra de plástico com uma barra (que deveriam ser as cordas...) e cinco fret-buttons coloridos (que deveriam ser os trantes da guitarra...). O que será que tem este jogo de guitarra? Pouquíssimo. É uma imitação pura e simplíssima do verdadeiro instrumento músical.
Os jovens (até da minha idade...) mais depressa ganham gosto por este jogo do que por uma guitarra a sério, quer seja ela acústica, eléctrica, de 12 cordas, etc. E quando lhes perguntamos se sabem tocar guitarra, eles respondem sempre algo como: "Guitarra a sério, não, mas toco no Guitar Hero. E em expert!". Como disse Nick Mason, baterista dos Pink Floyd: "...se eles passassem tanto tempo a praticar guitarra quanto o que passam a aprender a pressionar os botões seriam bastante bons neste momento”. Será preciso recordar a estes miúdos que se ninguém tocar guitarra a sério, ninguém vai fazer música para eles terem no jogo? Mas temos muita gente a dizer: "O Guitar Hero é muito mais dificil que uma guitarra a sério. Tocar numa guitarra a sério é canja, mas isto não. Isto é bem mais complicado, e sinto-me muito orgulhoso por conseguir tocar em Expert, que é o nível mais dificil!".
O problema é que, para as productoras e editoras há que vender música, pois para elas, é um negócio como qualquer outro. O importante é adquirir o máximo de lucro possível. Trata-se de fabricar e vender. E a música (bem como a pintura, o teatro e tantas outras artes) deveria ter objectivos mais prioritários em relação ás vendas e ao lucro. Deveria tratar-se de amor à arte, e não amor ao dinheiro. Mas estas ideologias aplicam-se cada vez menos à nossa sociedade de consumo...
Porém, o "Guitar Hero" e os jogos que seguem a mesma "onda" têm algo de bom. Uma coisa que me deixa menos revoltado contra este jogo. E trata-se da divulgação de várias bandas, músicas e até correntes músicais. E isso aprofunda os conhecimentos músicais de vários indivíduos, dos jogadores. Porém, devo lembrar que as bandas incluídas neste jogo têm, normalmente, direito a apenas uma música no jogo. E é aqui que entra estupidez de muitos que, se lhes perguntar-mos se conhecem os Dragonforce, respondem desta forma: "Ah, sim, conheço a Through The Fire And Flames. É mesmo muito dificil de tocar no Guitar Hero...". Mas não conhecem mais nenhuma música da banda. A partir daí, são necessárias pesquizas para aprofundar os conhecimentos acerca da banda.
No entanto, devo admitir que já fui jogador de "Guitar Hero". Conheci várias bandas, artistas e músicas desta forma. Ou melhor, uma pequena parte das que conheço actualmente. Os meus conhecimentos devem-se ao meu interesse por esta arte, à pesquiza própria e, até, a recomendações de amigos e familiares. Porém, devo também avisar que o meu interesse no "Guitar Hero" acabou quando o meu pai me viu jogar este jogo e disse: "Olha, tu não gostavas de tocar guitarra a sério?". Coloquei o jogo na pausa e disse: "Adorava. Preferia-o mil vezes a isto". A razão que me levou a não ter considerado comprar e a aprender a tocar guitarra antes de adquirir o "Guitar Hero" era o facto de, de certa forma, ter desperdiçado a opurtunidade que tive quando tive aulas de piano durante 6 anos. Sentia que não me iam dar outra opurtunidade. Mas deram-ma. Coloquei o jogo de lado imediatamente e fui juntando dinheiro até ter o suficiênte para comprar a guitarra eléctrica que tenho agora e o amplificador (não muito tempo depois, ainda tive a sorte de ser presenteado com uma guitarra acústica...). Foi uma questão de escolha. E eu fiz a minha.
Quanto ao "Air Guitar", estamos perante outra enorme vergonha no legado deixado pela guitarra e pelos verdadeiros guitarristas. E esta vergonha até tem direito a um campeonato Mundial. E filme!
Antes de mais, vejam este vídeo:
E agora, o trailer do tal filme:
Como pode algo assim não ser ridículo? Não pode. Não há qualquer guitarra ali, a menos que seja invisivel (ou, como indica o nome, feita de ar). No Campeonato do Mundo de Air Guitar já foi oferecido, da parte de Brian May, guitarrista dos Queen, um amplificador como prémio. Mas qual é a razão para uma lenda do Rock se envolver em algo assim? Só se a resposta fôr mesmo... reputação!
Até o Gato Fedorento já fez um sketch acerca desta modalidade. Vejam:
A conclusão a que chego após escrever este artigo é muito simples: Se conseguia viver sem o "Guitar Hero" e o "Air Guitar"? Conseguia. Mas não conseguia viver sem a guitarra.
A guitarra e os seus diversos conteúdos estão, nos dias de hoje, a ser denegridos e escorraçados devido a imitações "baratas" e humilhantes, criadas por feras movidas a dinheiro e imitadores movidos a reputação. Estas imitações tratam-se, como indica o título deste post, do famoso "Guitar Hero" e da ascendente modalidade conhecida por "Air Guitar".
Haverá algo de guitarra nestas imitações? Se há, as parecenças são tão poucas e tão fracas que apenas conseguem dar um título ao projecto.
Neste artigo vou falar-vos do "Guitar Hero" e do "Air Guitar", a fim de vos fazer reflectir sobre estes assuntos nos quais poucos parecem pensar.
Comecemos pelo "Guitar Hero":
O "Guitar Hero" já é conhecido por todos. Toda a gente sabe de que se trata este vídeo-jogo com imensa fama entre os jovens. De facto, existem várias versões e jogos parecidos como o "Rock Band" e o mais recente "DJ Hero" (que, como o nome indica, não envolve, certamente, uma guitarra, mas sim a imitação de uma mesa de mistura). O jogo consiste em "tocar guitarra" numa guitarra de plástico com uma barra (que deveriam ser as cordas...) e cinco fret-buttons coloridos (que deveriam ser os trantes da guitarra...). O que será que tem este jogo de guitarra? Pouquíssimo. É uma imitação pura e simplíssima do verdadeiro instrumento músical.
Os jovens (até da minha idade...) mais depressa ganham gosto por este jogo do que por uma guitarra a sério, quer seja ela acústica, eléctrica, de 12 cordas, etc. E quando lhes perguntamos se sabem tocar guitarra, eles respondem sempre algo como: "Guitarra a sério, não, mas toco no Guitar Hero. E em expert!". Como disse Nick Mason, baterista dos Pink Floyd: "...se eles passassem tanto tempo a praticar guitarra quanto o que passam a aprender a pressionar os botões seriam bastante bons neste momento”. Será preciso recordar a estes miúdos que se ninguém tocar guitarra a sério, ninguém vai fazer música para eles terem no jogo? Mas temos muita gente a dizer: "O Guitar Hero é muito mais dificil que uma guitarra a sério. Tocar numa guitarra a sério é canja, mas isto não. Isto é bem mais complicado, e sinto-me muito orgulhoso por conseguir tocar em Expert, que é o nível mais dificil!".
O problema é que, para as productoras e editoras há que vender música, pois para elas, é um negócio como qualquer outro. O importante é adquirir o máximo de lucro possível. Trata-se de fabricar e vender. E a música (bem como a pintura, o teatro e tantas outras artes) deveria ter objectivos mais prioritários em relação ás vendas e ao lucro. Deveria tratar-se de amor à arte, e não amor ao dinheiro. Mas estas ideologias aplicam-se cada vez menos à nossa sociedade de consumo...
Porém, o "Guitar Hero" e os jogos que seguem a mesma "onda" têm algo de bom. Uma coisa que me deixa menos revoltado contra este jogo. E trata-se da divulgação de várias bandas, músicas e até correntes músicais. E isso aprofunda os conhecimentos músicais de vários indivíduos, dos jogadores. Porém, devo lembrar que as bandas incluídas neste jogo têm, normalmente, direito a apenas uma música no jogo. E é aqui que entra estupidez de muitos que, se lhes perguntar-mos se conhecem os Dragonforce, respondem desta forma: "Ah, sim, conheço a Through The Fire And Flames. É mesmo muito dificil de tocar no Guitar Hero...". Mas não conhecem mais nenhuma música da banda. A partir daí, são necessárias pesquizas para aprofundar os conhecimentos acerca da banda.
No entanto, devo admitir que já fui jogador de "Guitar Hero". Conheci várias bandas, artistas e músicas desta forma. Ou melhor, uma pequena parte das que conheço actualmente. Os meus conhecimentos devem-se ao meu interesse por esta arte, à pesquiza própria e, até, a recomendações de amigos e familiares. Porém, devo também avisar que o meu interesse no "Guitar Hero" acabou quando o meu pai me viu jogar este jogo e disse: "Olha, tu não gostavas de tocar guitarra a sério?". Coloquei o jogo na pausa e disse: "Adorava. Preferia-o mil vezes a isto". A razão que me levou a não ter considerado comprar e a aprender a tocar guitarra antes de adquirir o "Guitar Hero" era o facto de, de certa forma, ter desperdiçado a opurtunidade que tive quando tive aulas de piano durante 6 anos. Sentia que não me iam dar outra opurtunidade. Mas deram-ma. Coloquei o jogo de lado imediatamente e fui juntando dinheiro até ter o suficiênte para comprar a guitarra eléctrica que tenho agora e o amplificador (não muito tempo depois, ainda tive a sorte de ser presenteado com uma guitarra acústica...). Foi uma questão de escolha. E eu fiz a minha.
Quanto ao "Air Guitar", estamos perante outra enorme vergonha no legado deixado pela guitarra e pelos verdadeiros guitarristas. E esta vergonha até tem direito a um campeonato Mundial. E filme!
Antes de mais, vejam este vídeo:
E agora, o trailer do tal filme:
Como pode algo assim não ser ridículo? Não pode. Não há qualquer guitarra ali, a menos que seja invisivel (ou, como indica o nome, feita de ar). No Campeonato do Mundo de Air Guitar já foi oferecido, da parte de Brian May, guitarrista dos Queen, um amplificador como prémio. Mas qual é a razão para uma lenda do Rock se envolver em algo assim? Só se a resposta fôr mesmo... reputação!
Até o Gato Fedorento já fez um sketch acerca desta modalidade. Vejam:
A conclusão a que chego após escrever este artigo é muito simples: Se conseguia viver sem o "Guitar Hero" e o "Air Guitar"? Conseguia. Mas não conseguia viver sem a guitarra.
sábado, 5 de dezembro de 2009
The "F" Word
Aqui vai uma hilariante lição de inglês para todos os interessados (P.S: Quem quer que se sinta ofendido, por favor feche os olhos e tape os ouvidos):
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Gripe A - A verdade
Toda a gente tem andado alarmada com este assunto, que se transformou cada vez mais em tema de conversa habitual, mas a grande questão é: existem razões para estarmos tão alarmados?
Ora, após uma conversa com um certo professor de história ainda ontem, pude chegar a uma fácil conclusão.
Esse professor contou aos alunos na sala de aula que o filho esteve com gripe A, e por isso teve de faltar ás aulas para cuidar do filho. Após confirmada a doença, o rapaz foi devidamente tratado, como todos somos (ou deveriamos ser) quando estamos com gripe (seja ela qual fôr). E agora vem a grande revelação: Sabem qual foi a temperatura máxima de febre do rapaz? Pois então aqui vai a resposta: 37,2.
É ridicula a histeria provocada pelas pessoas quando se fala em Gripe A, pois não é mais que uma gripe sasonal. A única diferênça desta gripe para uma gripe comum é que é de mais fácil contágio e é necessário ficar mais tempo de cama. A Gripe A é, apenas, uma boa forma de vender vacinas. Uma boa desculpa para isso.
E agora vocês perguntam: e então aquele miudo que morreu devido a esta doença, e que nem foi devidamente atendido? A resposta é muito simples: uma gripe normal pode matar. E isto acontece se o nosso sistema imunitário não tiver as defesas necessárias para combater a doença, ou se o doente em questão não receber o tratamento necessário. Neste caso, o rapaz podia ter ambos os problemas.
A conclusão a que se chega, caros leitores, é muito simples: esta é uma gripe como todas as outras, e existem tantas razões para histeria como para qualquer outra gripe.
Ora, após uma conversa com um certo professor de história ainda ontem, pude chegar a uma fácil conclusão.
Esse professor contou aos alunos na sala de aula que o filho esteve com gripe A, e por isso teve de faltar ás aulas para cuidar do filho. Após confirmada a doença, o rapaz foi devidamente tratado, como todos somos (ou deveriamos ser) quando estamos com gripe (seja ela qual fôr). E agora vem a grande revelação: Sabem qual foi a temperatura máxima de febre do rapaz? Pois então aqui vai a resposta: 37,2.
É ridicula a histeria provocada pelas pessoas quando se fala em Gripe A, pois não é mais que uma gripe sasonal. A única diferênça desta gripe para uma gripe comum é que é de mais fácil contágio e é necessário ficar mais tempo de cama. A Gripe A é, apenas, uma boa forma de vender vacinas. Uma boa desculpa para isso.
E agora vocês perguntam: e então aquele miudo que morreu devido a esta doença, e que nem foi devidamente atendido? A resposta é muito simples: uma gripe normal pode matar. E isto acontece se o nosso sistema imunitário não tiver as defesas necessárias para combater a doença, ou se o doente em questão não receber o tratamento necessário. Neste caso, o rapaz podia ter ambos os problemas.
A conclusão a que se chega, caros leitores, é muito simples: esta é uma gripe como todas as outras, e existem tantas razões para histeria como para qualquer outra gripe.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O Rapaz Do Pijama Ás Riscas
Mais um filme, entre os vários já existentes, que tem como época a 2ª Guerra Mundial.
Vi este filme muito recentemente, e devo dizer que é um óptimo filme, diferente de tudo o que já vi antes. Baseado numa obra de John Boyne com o mesmo nome, este filme é chocante, impressionante, incrivelmente belo e capaz de nos prender de uma forma inexplicável. E tem um final que poderá pôr muito boa gente a chorar baba e ranho.
Fica aqui o trailer deste filme:
Vi este filme muito recentemente, e devo dizer que é um óptimo filme, diferente de tudo o que já vi antes. Baseado numa obra de John Boyne com o mesmo nome, este filme é chocante, impressionante, incrivelmente belo e capaz de nos prender de uma forma inexplicável. E tem um final que poderá pôr muito boa gente a chorar baba e ranho.
Fica aqui o trailer deste filme:
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O Grunge em 2009
2009 prometeu e ainda promete ser um bom ano para os fãs do Grunge, como é o meu caso. Se por um lado os Alice In Chains e os Pearl Jam apareceram com novos álbuns, repectivamente "Black Gives Way to Blue" e "Backspacer", os Nirvana, apesar de já não fazerem música à 15 anos, devido à morte de Kurt Cobain, continuam a dar que falar.
Os Alice In Chains, para alegria dos fãs, lançaram um novo álbum, 14 anos (!) depois do último álbum de originais. A morte de Layne Staley foi dolorosa para os membros da banda e para os fãs, mas a banda recrutou um novo vocalista, William DuVall, que dá a voz ao novo álbum.
Os Pearl Jam voltaram com um álbum que, devo dizer, é mais do mesmo. E se é disso que os fãs gostam, então não vão ficar desapontados. O single "The Fixer" tem feito um grande sucesso junto do público, e espera-se que a banda passe por Portugal nesta digressão, como não podia deixar de ser.
Quanto aos Nirvana, há muito para dizer, quer da banda, quer dos membros, isto de uma forma individual. Quanto à banda, é bom saber que o álbum "Bleach" vai ser remasterizado e relançado pela Sub Pop. Este ano fazem 20 anos desde a estreia da banda nos álbuns, e como presente para os fãs, o álbum inclui, agora, um concerto da banda em 1990, em Portland. Para além disso, vai ser lançado o CD/DVD da actuação da banda no festival de Reading, em 1992. A verdade é que este DVD já existia, mas não em versão oficial, e, como se pode imaginar, o som e a côr estão bem mais fracos. O CD é ,simplesmente, a gravação do concerto.
Analizando agora os ex-membros dos Nirvana individualmente (sim, até Kurt Cobain, que já só vive apenas em recordações) podemos perceber que muito se tem passado.
O falecido Kurt Cobain é o centro de um furacão mediático. Nem é bem o próprio Cobain, mas sim a sua imagem no jogo "Guitar Hero 5", no qual ele canta músicas dos Bush e dos Bon Jovi. O caso já deu voltas e voltas, neste jogo do "Empurra". Courtney Love, a viúva de Cobain, acusou a Activision, a empresa responsável pelo jogo, mas a empresa disse que Courtney sabia do uso da imagem de Cobain, permitiu tal uso, e até ajudou na criação da personagem. Desde então, os ex-membros dos Nirvana têm trocado acusações com Courtney Love, que mandou tiradas a Dave Grohl, ex-baterista da banda e actualmente envolvido em projectos como os Foo Fighters, como: "Podem violar o rabo do Dave. Ele sempre foi uma erva-daninha e continua ali incólume enquanto eu levo com as balas". Grunge e polémica, como sempre, de mãos dadas.
Dave Grohl tem andado muito ocupado ultimamente. Para além de liderar os Foo Fighters, Dave participou, este ano, no novo álbum dos The Prodigy, e mais recentemente foi alvo de atenção por ter formado, com Josh Homme, dos Queens Of The Stone Age, e com John Paul Jones, Ex-Led Zeppelin, uma nova banda, os Them Crooked Voltures, que devem lançar o seu novo álbum ainda este ano.
Quanto a Krist Novoselic, para além de escrever no Seattle Weekly, participou no novo álbum dos Flipper, "Love", tocando o baixo.
Por último, deixo-vos aqui um vídeo de "School", retirada do novo DVD dos Nirvana do concerto no festival de Reading, em 1992. Curiosamente, essa música faz parte de "Bleach", esse álbum dos Nirvana que vai, agora, ser reeditado:
Os Alice In Chains, para alegria dos fãs, lançaram um novo álbum, 14 anos (!) depois do último álbum de originais. A morte de Layne Staley foi dolorosa para os membros da banda e para os fãs, mas a banda recrutou um novo vocalista, William DuVall, que dá a voz ao novo álbum.
Os Pearl Jam voltaram com um álbum que, devo dizer, é mais do mesmo. E se é disso que os fãs gostam, então não vão ficar desapontados. O single "The Fixer" tem feito um grande sucesso junto do público, e espera-se que a banda passe por Portugal nesta digressão, como não podia deixar de ser.
Quanto aos Nirvana, há muito para dizer, quer da banda, quer dos membros, isto de uma forma individual. Quanto à banda, é bom saber que o álbum "Bleach" vai ser remasterizado e relançado pela Sub Pop. Este ano fazem 20 anos desde a estreia da banda nos álbuns, e como presente para os fãs, o álbum inclui, agora, um concerto da banda em 1990, em Portland. Para além disso, vai ser lançado o CD/DVD da actuação da banda no festival de Reading, em 1992. A verdade é que este DVD já existia, mas não em versão oficial, e, como se pode imaginar, o som e a côr estão bem mais fracos. O CD é ,simplesmente, a gravação do concerto.
Analizando agora os ex-membros dos Nirvana individualmente (sim, até Kurt Cobain, que já só vive apenas em recordações) podemos perceber que muito se tem passado.
O falecido Kurt Cobain é o centro de um furacão mediático. Nem é bem o próprio Cobain, mas sim a sua imagem no jogo "Guitar Hero 5", no qual ele canta músicas dos Bush e dos Bon Jovi. O caso já deu voltas e voltas, neste jogo do "Empurra". Courtney Love, a viúva de Cobain, acusou a Activision, a empresa responsável pelo jogo, mas a empresa disse que Courtney sabia do uso da imagem de Cobain, permitiu tal uso, e até ajudou na criação da personagem. Desde então, os ex-membros dos Nirvana têm trocado acusações com Courtney Love, que mandou tiradas a Dave Grohl, ex-baterista da banda e actualmente envolvido em projectos como os Foo Fighters, como: "Podem violar o rabo do Dave. Ele sempre foi uma erva-daninha e continua ali incólume enquanto eu levo com as balas". Grunge e polémica, como sempre, de mãos dadas.
Dave Grohl tem andado muito ocupado ultimamente. Para além de liderar os Foo Fighters, Dave participou, este ano, no novo álbum dos The Prodigy, e mais recentemente foi alvo de atenção por ter formado, com Josh Homme, dos Queens Of The Stone Age, e com John Paul Jones, Ex-Led Zeppelin, uma nova banda, os Them Crooked Voltures, que devem lançar o seu novo álbum ainda este ano.
Quanto a Krist Novoselic, para além de escrever no Seattle Weekly, participou no novo álbum dos Flipper, "Love", tocando o baixo.
Por último, deixo-vos aqui um vídeo de "School", retirada do novo DVD dos Nirvana do concerto no festival de Reading, em 1992. Curiosamente, essa música faz parte de "Bleach", esse álbum dos Nirvana que vai, agora, ser reeditado:
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Maitê Proença ridiculariza Portugal
O video oficial:
E a noticia na televisão portuguesa:
Estes comentários ignorantes da parte de Maitê Proença deixam, e com razão, os portugueses indignados. E como se não bastasse, deixam uma má imagem para os brasileiros, que certamente não devem também ter ficado satisfeitos com os comentários desta atriz.
É, claramente, uma enorme falta de respeito pelos portugueses e pelo património nacional.
E a noticia na televisão portuguesa:
Estes comentários ignorantes da parte de Maitê Proença deixam, e com razão, os portugueses indignados. E como se não bastasse, deixam uma má imagem para os brasileiros, que certamente não devem também ter ficado satisfeitos com os comentários desta atriz.
É, claramente, uma enorme falta de respeito pelos portugueses e pelo património nacional.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
De regresso.
Após quase duas semanas ausente, finalmente voltei a casa, para junto das tecnologias que uso.
Estas férias foram passadas em Benidorm, local onde já tinha estado, mas há uns dez anos atrás, e por isso as recordações desses tempos "longínquos" são muito poucas.
A viagem de carro foi aborrecidicima. Foram mais de doze horas enfiado num carro com pouco espaço para o mais pequeno movimento.
Mas o hotel surpreendeu-me, muito pela positiva. De facto, este foi o melhor hotel em que fiquei nos ultimos anos. Actividades e animação constantes todos os dias, um ambiente descontraído, piscina e comida excepcionalmente bem preparada. Claro que nada é perfeito, e o hotel também tem as suas falhas. Falo mais precisamente do quarto de hotel, que não era propriamente espaçoso, mas servia para o essencial. Mas o que era pior (disto o hotel já não tem culpa) eram algumas crianças irritantes que quebravam, danificavam e destruiam aquilo que lhe aparecesse à frente, e os pais não lhes davam qualquer educação, preferindo ter o traseiro bem sentado nas cadeiras.
Cheguei mesmo a assistir a um episódio bizarro, em que duas pessoas estavam a jogar bilhar tranquilamente no hotel, e de repente entra um rapaz com cerca de cinco anos, dirigindo-se rapidamente à mesa de bilhar, acompanhado por um miudo um pouco mais velho. O mais novo começou a agir como um louco, retirando todas as bolas de bilhar dos lugares onde estavam e inserindo-as nos buracos, para indignação das poucas pessoas que estavam a ver. O rapaz mais velho começou a agarrá-lo para o tirar dali, mas sem sucesso, e as duas pessoas que estavam a jogar bilhar foram chamar uma funcionária do hotel. Assim que o mais velho os viu sair, aliou-se ao mais novo e começou ele também a meter bolas nos buracos e a pegar nelas, já quase pronto para deixar o local com as bolas na mão. Porém a funcionária e as duas pessoas voltaram depressa e o rapaz só teve tempo de colocar as bolas de novo na mesa, como se não tivesse feito nada. E onde estavam os pais? Mais uma vez, estavam descontraidamente sentados numa cadeira a rir dos mais variados assuntos que, tendo em conta as suas atituides, deviam ser bem parvos. O futebol e o já muito falado em Espanha, Ronaldo, devem ter sido os tipicos pontos de conversa para alguém que mal levanta o traseiro de uma cadeira ou de um sofá. Ah, e claro que comida deve ter sido outro bom tópico.
Ainda outro episódio se sucedeu com essa mesma criança, nessa mesma noite, quando o artista que iria actuar nessa noite pediu à criança para se voluntariar para um truque de equilibrismo. O miudo avançou imediatamente, erguendo os braços bem alto, ainda que ele fosse bem pequeno, para que todos olhassem para ele. Acabado o numero, o publico bateu palmas e o pai, qual paparazzo, dirigiu-se rapidamente para a frente, tapando a vista a algumas pessoas para tirar fotografias ao "filho prodígio".
Mas, para além de todo este espalhafato, posso dizer que foram umas óptimas férias. A água era quente, como se quer, apesar do perigo de se ser picado por uma medusa (a minha irmã foi, mas nada de grave se deu), e o ambiente à noite era bastante parecido com o ambiente que vemos no Algarve (para muitos, começa a transformar-se no "Allgarve").
Umas boas férias, portanto, estas que passei, e agora é hora de voltar aos estudos e à minha guitarra.
Estas férias foram passadas em Benidorm, local onde já tinha estado, mas há uns dez anos atrás, e por isso as recordações desses tempos "longínquos" são muito poucas.
A viagem de carro foi aborrecidicima. Foram mais de doze horas enfiado num carro com pouco espaço para o mais pequeno movimento.
Mas o hotel surpreendeu-me, muito pela positiva. De facto, este foi o melhor hotel em que fiquei nos ultimos anos. Actividades e animação constantes todos os dias, um ambiente descontraído, piscina e comida excepcionalmente bem preparada. Claro que nada é perfeito, e o hotel também tem as suas falhas. Falo mais precisamente do quarto de hotel, que não era propriamente espaçoso, mas servia para o essencial. Mas o que era pior (disto o hotel já não tem culpa) eram algumas crianças irritantes que quebravam, danificavam e destruiam aquilo que lhe aparecesse à frente, e os pais não lhes davam qualquer educação, preferindo ter o traseiro bem sentado nas cadeiras.
Cheguei mesmo a assistir a um episódio bizarro, em que duas pessoas estavam a jogar bilhar tranquilamente no hotel, e de repente entra um rapaz com cerca de cinco anos, dirigindo-se rapidamente à mesa de bilhar, acompanhado por um miudo um pouco mais velho. O mais novo começou a agir como um louco, retirando todas as bolas de bilhar dos lugares onde estavam e inserindo-as nos buracos, para indignação das poucas pessoas que estavam a ver. O rapaz mais velho começou a agarrá-lo para o tirar dali, mas sem sucesso, e as duas pessoas que estavam a jogar bilhar foram chamar uma funcionária do hotel. Assim que o mais velho os viu sair, aliou-se ao mais novo e começou ele também a meter bolas nos buracos e a pegar nelas, já quase pronto para deixar o local com as bolas na mão. Porém a funcionária e as duas pessoas voltaram depressa e o rapaz só teve tempo de colocar as bolas de novo na mesa, como se não tivesse feito nada. E onde estavam os pais? Mais uma vez, estavam descontraidamente sentados numa cadeira a rir dos mais variados assuntos que, tendo em conta as suas atituides, deviam ser bem parvos. O futebol e o já muito falado em Espanha, Ronaldo, devem ter sido os tipicos pontos de conversa para alguém que mal levanta o traseiro de uma cadeira ou de um sofá. Ah, e claro que comida deve ter sido outro bom tópico.
Ainda outro episódio se sucedeu com essa mesma criança, nessa mesma noite, quando o artista que iria actuar nessa noite pediu à criança para se voluntariar para um truque de equilibrismo. O miudo avançou imediatamente, erguendo os braços bem alto, ainda que ele fosse bem pequeno, para que todos olhassem para ele. Acabado o numero, o publico bateu palmas e o pai, qual paparazzo, dirigiu-se rapidamente para a frente, tapando a vista a algumas pessoas para tirar fotografias ao "filho prodígio".
Mas, para além de todo este espalhafato, posso dizer que foram umas óptimas férias. A água era quente, como se quer, apesar do perigo de se ser picado por uma medusa (a minha irmã foi, mas nada de grave se deu), e o ambiente à noite era bastante parecido com o ambiente que vemos no Algarve (para muitos, começa a transformar-se no "Allgarve").
Umas boas férias, portanto, estas que passei, e agora é hora de voltar aos estudos e à minha guitarra.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Solidariedade comercial - Utilidade e intenção
A solidadiedade é algo praticado por pessoas que se preocupam com outras que se encontram com graves problemas, em vários níveis. Ora artistas e celebridades dedicam-se, por vezes, a esta "terefa". Tarefa porque, para não ficarem mal aos olhos do mundo, contribuem sempre de alguma forma e participam, uns mais do que outros, em campanhas de solidariedade.
As pessoas, ou "povo", se lhes quiserem chamar assim, ficam encantadas com estes actos humanitários, os quais se tivessem iniciativa por parte do cidadão comum, ninguém prestaria atenção.
Temos dois pontos de vista diferentes sobre este tema. A utilidade e a intenção.
Qual é a utilidade destes actos? As pessoas que precisam de ajuda são realmente ajudadas. Recebem um contributo por parte daqueles que se preocupam, ou dão isso a parecer.
Muita ou pouca ajuda, dizem muitos que aquilo que conta é a intenção. Podem haver pessoas com pouco para dar mas dão de qualquer forma, e isso é, na minha óptica, um acto nobre. Mas também existem aqueles que ajudam para dar nas vistas. Para conseguir algo através disso. Na solidariedade não é suposto haverem trocas. Contribuímos para uma boa causa porque queremos, achamos que está certo, e não esperamos aquela óptica do "olho por olho". Já dizia Mahatma Ghandi: "Olho por olho e o mundo acabará cego".
O que acontece é que muitas celebridades participam em campanhas de solidariedade para vender discos, filmes e outras obras de arte. Essa é a intenção, ou é, pelo menos, por vezes.
Então, assim sendo, o que será mais importante, a utilidade ou a intenção?
Deixo aqui a questão para vocês pensarem...
As pessoas, ou "povo", se lhes quiserem chamar assim, ficam encantadas com estes actos humanitários, os quais se tivessem iniciativa por parte do cidadão comum, ninguém prestaria atenção.
Temos dois pontos de vista diferentes sobre este tema. A utilidade e a intenção.
Qual é a utilidade destes actos? As pessoas que precisam de ajuda são realmente ajudadas. Recebem um contributo por parte daqueles que se preocupam, ou dão isso a parecer.
Muita ou pouca ajuda, dizem muitos que aquilo que conta é a intenção. Podem haver pessoas com pouco para dar mas dão de qualquer forma, e isso é, na minha óptica, um acto nobre. Mas também existem aqueles que ajudam para dar nas vistas. Para conseguir algo através disso. Na solidariedade não é suposto haverem trocas. Contribuímos para uma boa causa porque queremos, achamos que está certo, e não esperamos aquela óptica do "olho por olho". Já dizia Mahatma Ghandi: "Olho por olho e o mundo acabará cego".
O que acontece é que muitas celebridades participam em campanhas de solidariedade para vender discos, filmes e outras obras de arte. Essa é a intenção, ou é, pelo menos, por vezes.
Então, assim sendo, o que será mais importante, a utilidade ou a intenção?
Deixo aqui a questão para vocês pensarem...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
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